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Uso de técnicas agrícolas sustentáveis posicionam produção de milho de pipoca em Mato Grosso entre as dez mais eficientes do mundo

  • Terça, 04 Janeiro 2022 10:21
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Debora Folego
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
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As emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na produção de milho de pipoca no Brasil são cerca de 70% menores que a média global. A constatação é de análise conduzida pelo Imaflora em parceria com a General Mills - indústria de alimentos dona de marcas como Yoki, Kitano e Häagen-Dazs - no município de Campo Novo do Parecis, Mato Grosso, região onde se localiza a maior produção de milho de pipoca do país.

No mundo, a média de emissões de GEE para se produzir milho é estimada em 1,7 tCO2e por tonelada de produto, para as quais as emissões provenientes da fazenda contribuem com quase 50% ou 0,81 tCO2e por tonelada de grão produzido (Poore & Nemecek, 2018). Com base nas estimativas encontradas nas análises, as emissões dos milhos de pipoca produzidos em Campo Novo do Parecis estão potencialmente entre os dez sistemas mais eficientes de produção global de milho, registrando cerca de 0,25 tCO2e em emissões de gases de efeito estufa por tonelada de produto.

A pesquisa “O sistema de produção de milho branco e pipoca: uma estimativa dos estoques de carbono e GEE”, também constata que o plantio direto (PD) e a integração lavoura pecuária (ILP) tem potencial de manter os estoques de carbono no solo nos mesmos níveis da vegetação nativa. Entretanto, para algumas áreas, a rotação de cultivos mais diversificada e de longo prazo é necessária.

Para que isso ocorra de forma eficiente é fundamental a adoção e manutenção de práticas aprimoradas de manejo agrícola e conservação do solo. “Em média, mais de 90% da produção de milho de pipoca da General Mills acontece em Campo Novo do Parecis. Em parceria com produtores, a empresa desenvolve constantemente técnicas e pesquisas para aprimorar o cultivo, apoiar a produção local e entregar um produto de qualidade ao consumidor final. Além disso, estuda cenários com o compromisso de garantir a sustentabilidade sempre pensando em todos os elos de sua cadeia”, diz Franciele Caixeta, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento Agro da General Mills para América Latina.

A General Mills tem trilhado uma jornada para fazer a diferença por meio da Agricultura Regenerativa e avançar em práticas em 1 milhão de acres (400 mil hectares) de terras agrícolas até o ano de 2030, protegendo e aprimorando intencionalmente os recursos naturais e as comunidades agrícolas.

Outros resultados

Para o Imaflora, o escalonamento de sistemas de plantio direto e a integração lavoura pecuária em áreas de pasto degradado, somente no Mato Grosso, sequestraria cerca de 300 milhões de toneladas de carbono no solo (ou 1.100 MtCO2e), o que corresponde a quase 120% do total das reduções de emissões prometidas pelo Brasil no Acordo de Paris no ano de 2030 (925 MtCO2e).

As análises ainda sugerem que manter ou expandir o plantio direto e, especialmente, a integração de lavoura e pecuária em solos degradados na região do MT constitui uma estratégia importante para atender a produção de alimentos no futuro e reduzir as emissões de GEE do país.

Também de acordo com o Imaflora, as áreas de pastagem degradadas são um ponto de atenção, porém de oportunidades. Essas áreas reduzem significativamente os estoques de carbono no solo quando comparadas à vegetação nativa, ao passo que o plantio direto e a integração lavoura pecuária têm potencial para manter os níveis originais. Se os sistemas de produção forem melhorados para sequestrar carbono nos solos de forma ainda mais eficiente, o cultivo de milho de pipoca pode potencialmente se tornar um sumidouro de GEE, especialmente em áreas de pastagem degradadas.

No Brasil cerca de 60 milhões de hectares de pastagem, dos quais 10 milhões se localizam no estado do Mato Grosso, podem estar sob algum tipo de degradação e, portanto, ineficientes do ponto de vista agropecuário.

Eficiência aos produtores

Novas fases do projeto entre a General Mills e o Imaflora já foram desenhadas e iniciadas. “O objetivo é oferecer aos produtores informações e orientações teóricas e práticas para que eles se tornem ainda mais eficientes. Com isso, demos início a uma segunda fase do projeto com um treinamento sobre a implementação de práticas de Agricultura Regenerativa e de Baixa Emissão de Carbono, 100% financiado pela General Mills, para produtores de milho de pipoca e outras culturas primordiais para a nossa produção, como batata, mandioca e amendoim. A capacitação mostra que é possível produzir em larga escala, ter rentabilidade e ser sustentável, contribuindo para minimizar as mudanças ambientais que a gente tem visto nos últimos tempos”, reforça Franciele.

Como próximos passos, a multinacional quer treinar novos produtores no Brasil, expandindo essa rede de aprendizado e incentivando, cada vez mais, a adoção e manutenção de práticas aprimoradas de manejo agrícola e conservação do solo entre esse público. Ainda, a companhia pretende investigar os níveis de emissão de CO2 na base de sua cadeia produtiva e principais culturas, definindo, a partir desta nova análise, as melhores técnicas de manejo que podem ser aplicadas e metas de redução, considerando os compromissos e responsabilidades globais da companhia.

Sobre a General Mills

A General Mills é uma empresa líder global em alimentos e trabalha “fazendo os alimentos que o mundo ama”. Suas marcas globais incluem Cheerios, Annie's, Yoplait, Nature Valley, Häagen-Dazs, Betty Crocker, Pillsbury, Old El Paso, Wanchai Ferry, Yoki, Blue e muitas outras. Com sede em Minneapolis, Minnesota, EUA, a companhia chegou ao Brasil em 1997, quando iniciou as vendas do sorvete premium Häagen-Dazs. Em 2012, adquiriu o Grupo Yoki Alimentos, conquistando um novo modelo de negócios e tornando-se proprietária das marcas Yoki, Kitano e Mais Vita, reconhecidas pelos brasileiros há décadas.

Sobre o Imaflora

O IMAFLORA (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) é uma organização brasileira sem fins lucrativos que trabalha no Brasil há mais de 20 anos para melhorar a transparência e o desempenho socioambiental de cadeias de valor agrícolas e florestais, a fim de promover a conservação e uso sustentável dos recursos naturais, gerar benefícios sociais e evitar os efeitos das mudanças climáticas. De comunidades tradicionais da Amazônia à produção de gado de corte e soja em grande escala no estado de Mato Grosso, o Imaflora apoia um modelo multistakeholder e usa padrões robustos para encorajar o uso sustentável ​​do solo; contribuir para a formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas; facilitar o diálogo entre empresas, comunidades e setor público; e apoiar no desenvolvimento e implementação de sistemas de certificação com credibilidade ambiental (por exemplo, FSC e Rainforest Alliance).


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