SEGS Portal Nacional

Agro

Entidades que representam a indústria do trigo se posicionam contra a possível liberação do trigo e da farinha transgênicos pelo Brasil

  • Segunda, 04 Outubro 2021 10:21
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Mariele Previdi
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
  • Imprimir

Em coletiva de imprensa, realizada na segunda-feira, 27/09, Abitrigo, ABIMAPI e ABIP reforçaram a posição do setor quanto ao assunto

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, está em fase de conclusão do parecer técnico quanto à solicitação de empresa argentina que pediu a liberação de importação de farinha de trigo transgênico no Brasil.

Frente a essa possibilidade, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo – Abitrigo, a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados - ABIMAPI e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria – ABIP promoveram, na tarde desta segunda-feira, 27/09, uma coletiva de imprensa para enfatizar o posicionamento contrário do setor das indústrias quanto ao possível parecer positivo da CTNBio.

O trigo transgênico foi autorizado na Argentina por meio da Resolução 41/2020 da Secretaría de Alimentos, Bioeconomía y Desarrollo Regional del Ministerio de Agricultura, Ganadería y Pesca1 daquele país. No entanto, sua autorização foi condicionada à aprovação da importação e uso comercial pela comissão reguladora no Brasil, neste caso a Comissão Técnica.

De acordo com as entidades, o processo conduzido pela CTNBio é restrito a elementos técnicos e não são considerados aspectos mercadológicos e sociais, como o posicionamento de consumidores brasileiros, importadores de produtos brasileiros à base de trigo, comunidade científica internacional e mercado mundial.

Com forte oposição de setores empresariais (em especial da cadeia de produção do trigo), da sociedade civil e de consumidores brasileiros, a liberação no Brasil ainda incorre em inúmeros questionamentos e estudos insuficientes de avaliação sobre os impactos do trigo geneticamente modificado à saúde humana, animal e à biodiversidade, além de seus impactos socioeconômicos.

As entidades sempre apoiaram o progresso da pesquisa científica do trigo no Brasil, que prioriza a segurança alimentar nos seus desenvolvimentos, alinhada às demandas dos consumidores, sem relegar os necessários fatores de produtividade do campo. Este processo, capitaneado pela Embrapa e pela pesquisa privada, tem promovido grandes avanços na qualidade e produtividade do trigo, sem a necessidade da utilização da tecnologia de modificação genética.

Como Brasil e Argentina seriam os únicos países do mundo a aprovarem tal tecnologia, até o momento sem precedentes internacionais, o tema merece ser considerado em sua maior abrangência possível pelas autoridades brasileiras, dada à repercussão mundial que esta decisão trará, com desmembramentos sobre a imagem do país, imagem do Agronegócio, reflexos econômicos sobre a cadeia do trigo e reflexos sobre o consumo deste alimento considerado essencial quando se trata de segurança alimentar das nações.

Nesse cenário, os presidentes das entidades mencionadas acima reafirmaram, na coletiva, a posição contrária à comercialização, tanto da farinha como do trigo transgênicos no Brasil.

As Associações ainda sinalizaram que, se aprovado pela CTNBio, irão, junto a outras entidades ligadas ao trigo no país, fazer a solicitação para que o tema seja analisado pelo Conselho Nacional de Biossegurança, integrado por ministros dos ministérios interessados, que não se reúne há mais de 10 anos, para pronunciar-se em relação à conveniência e a oportunidade da liberação do trigo e da farinha transgênicos.

Novas origens do grão

O Brasil, mesmo sendo um grande produtor agrícola mundial, tem o trigo como o único grão importado. Atualmente, o país importa quase 60% de seu consumo interno, tendo como a principal origem desse montante a Argentina.

Em pesquisa interna promovida pela Abitrigo e também pela ABIMAPI, concluiu-se que as indústrias do trigo no Brasil são contrários à utilização de Trigo Geneticamente Modificado e a quase a totalidade dos moinhos está disposta a interromper suas compras de trigo argentino, caso se inicie a produção comercial naquele país e sua exportação para o Brasil.

Essa medida segue o compromisso da indústria de respeitar e pensar no consumidor, que busca, cada vez mais, a saudabilidade e que tem se posicionado contra o trigo transgênico.

As entidades seguem agora no aguardo da próxima reunião da Comissão, em outubro, quando a CTNBio possivelmente apresentará um parecer sobre a liberação comercial de trigo geneticamente modificado, no Brasil.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+AGRO ::

Mar 27, 2026 Agro

Manejo biológico impulsiona a produtividade do sorgo

Mar 26, 2026 Agro

Suplementar bovinos no período das águas vale a pena?

Mar 25, 2026 Agro

Corretivo de solo sustentável entra para o programa…

Mar 24, 2026 Agro

Plataforma colaborativa transforma dados em decisões e…

Mar 23, 2026 Agro

Alta dos custos no campo abre espaço para revisão de…

Mar 20, 2026 Agro

Controle de Salmonella e exigências de mercados…

Mar 19, 2026 Agro

Belgo Arames apresenta soluções de cercamento para…

Mar 18, 2026 Agro

Irrigação, ESG e o futuro do agro: por que produzir…

Mar 17, 2026 Agro

Alta produtividade da cenoura no inverno aumenta oferta…

Mar 16, 2026 Agro

Agronegócio americano tem oportunidades para a…

Mar 13, 2026 Agro

Produtores brasileiros já são remunerados por práticas…

Mar 12, 2026 Agro

Quem está roubando o desempenho do rebanho?

Mar 11, 2026 Agro

Venda de fazenda arrendada não retira os direitos do…

Mar 10, 2026 Agro

Bioinsumos ganham espaço na produção de frutas e…

Mar 09, 2026 Agro

Prevenção de doenças do milho no momento certo pode…

Mar 06, 2026 Agro

Mercado de fertilizantes cresce quase 10% em 2025 e…

Mais AGRO>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version