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Conheça os benefícios das caixas plásticas para transporte de produtos hortifrutigranjeiros

  • Segunda, 26 Julho 2021 09:23
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Aline Porfírio
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
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Centrais de embalagens vem ampliando o uso de caixas padrão e favorecendo a logística reversa, contribuindo também para economia e saúde

O ciclo de utilização de caixas na comercialização agrícola é amplo. Os produtos colhidos no campo são acomodados em embalagem e seguem em transporte para as centrais de abastecimento. Lá são armazenados e vendidos aos varejistas, que posteriormente descarregam essa mercadoria nas gôndolas de supermercados ou estabelecimentos comerciais. As caixas estão presentes em todas as etapas desse processo, e, ao final, elas retornam ao ponto de início para mais uma jornada. Por isso, há alguns anos, a cadeia de abastecimento busca aprimorar essa logística por meio de caixas plásticas, de modo que favoreça a economia e a saúde de todos os envolvidos. Outros fatores também incentivam a adoção da prática, como: redução de custos na operação, visto que a área de depósito para caixas de madeira deixa de ser necessária e por serem mais resistentes possuem maior durabilidade; diminuição de perdas de produtos devido ao melhor aproveitamento dos alimentos em cada caixa; e melhor aparência do produto ao consumidor final.

As tradicionais caixas de madeira, usadas principalmente para o transporte de frutas, verduras e legumes, não permitem uma higienização adequada a cada uso, e nessas transações podem acabar carregando germes e bactérias junto com os produtos, o que pode ser prejudicial até mesmo para a lavoura. “Há alguns anos realizamos um estudo clínico e identificamos que devido às longas etapas percorridas esse material pode ir acumulando germes, bactérias e parasitas no caminho, sendo que em alguns casos isso acabou contaminando lavouras e causando danos econômicos ao pequeno produtor. Então, a Brastece passou a apoiar a ampliação do uso de caixas plásticas no ramo, incluindo a implantação de centrais desse tipo de serviço.”, explica o presidente da entidade, Waldir de Lemos.

Alguns estados e municípios contam com centrais de embalagens, uma espécie de banco onde produtores e varejistas alugam, retornam e higienizam caixas plásticas. Existem diferentes modelos em ação, mas o mais comum é o formato de créditos. O produtor ou permissionário chega à central de abastecimento com a mercadoria em caixas plásticas padronizadas. Ao entregar a mercadoria para os compradores eles recebem um vale caixa. Então, eles se dirigem à central para fazer a retirada e o pagamento pela higienização. Feita a higienização e certificação, elas estão prontas para reiniciar o ciclo. O custo médio de circulação de uma caixa plástica é de R$ 1,50 a R$ 2,00.

Em Minas Gerais a central de embalagens existe há mais de 10 anos e iniciou recentemente uma nova tecnologia de aprimoramento. Para evitar problemas logísticos de estoque, a administração implantou um sistema totalmente digital, onde produtor, associados e varejistas podem consultar o estoque de forma online e comprar créditos pelo celular de acordo com a sua necessidade. “Identificamos que o cartão físico não trazia a devida segurança ao usuário, pois ele poderia perder ou até ser roubado. Outro problema comum era a falta de checagem no estoque, o que resultava em mais cartões vendidos do que caixas disponíveis. Agora o processo é todo online, ele recebe os créditos no celular e consulta o estoque da central sempre que quiser”, explica o presidente da Associação Comercial da Ceasa de Minas Gerais (ACCeasa), Noé Xavier. O programa visa ainda o incentivo a devolução das caixas com possibilidade de cashback aos usuários.

Em Campinas, São Paulo, o projeto também foi remodelado. O novo sistema acontece por meio de um acordo de cooperação firmado entre a administração e a associação dos permissionários, que assumiu a operação. Os clientes e frequentadores são orientados a descarregarem as caixas na Central de Embalagens, onde elas serão conferidas, triadas, separadas por titularidade de propriedade, higienizadas/sanitizadas e disponibilizadas aos permissionários titulares para retirada no local em um período de até três dias. A operação é toda feita pela associação e envolve o recebimento das embalagens, higienização/sanitização das reutilizáveis e destinação final das não higienizáveis/sanitizadas, o que segundo a associação, otimiza o processo e reduz custos. “Os custos são bastante reduzidos devido ao modelo de operação pela associação, que estimula a utilização do serviço. Isso viabiliza o cumprimento da legislação aplicável, mitigando custos e tornando-os suportáveis pela cadeia hortigranjeira”, explica Claudinei Barbosa, diretor técnico-operacional da Ceasa-Campinas/SP. Ele lembra também da importância do uso de caixas plásticas para o controle de pragas e doenças, como o “mal do Panamá” – variante Tropical 4 que alarmou toda a cadeia produtiva de bananas do Brasil e colocou em pauta a conscientização da mitigação dos riscos de transmissibilidade, dos quais a circulação de embalagens é um dos potenciais vetores conhecidos.

A Brastece, em conjunto com seus associados, estuda uma forma de fomento e implantação dessas centrais de locação e higienização de caixas em todo o país. O projeto visa favorecer a logística reversa, diminuindo os custos de transporte. “O ideal é um sistema que permita a rastreabilidade, saber que a caixa comprada em Minas Gerais está agora em São Paulo, e esse crédito pode ser depositado de forma online, o que diminui os gastos com o transporte de devolução. Além do mais, investir em centrais de embalagens é segurança para todos os envolvidos, seja de ordem financeira ou de saúde. Mas, para que isso aconteça, precisamos que seja viável e acessível a todos os permissionários do Brasil, que possuem realidades diferentes e que precisam ser consideradas.”, ressalta Waldir.

Brastece - A Confederação Brasileira das Associações e Sindicatos de Comerciantes em Entrepostos de Abastecimento existe desde 2010 e exerce o papel de defesa dos trabalhadores atacadistas da cadeia de alimentos, buscando validar o trabalho do comerciante dos entrepostos e trazer inovações, investimentos e melhorias para o setor. Hoje ela representa 27 entidades distribuídas por todo o país.


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