O que as grandes empresas de TI buscam nas startups do nicho
Cada vez mais, as grandes empresas estão se aproximando das startups, que passaram a ter um ano movimentado. Uma recente pesquisa do Distrito Dataminer identificou que esse mercado foi capaz de captar uma média de US﹩ 2,35 bilhões em investimentos, apenas nos primeiros quatro meses de 2021. Outro número que chama a atenção no setor é o de fusões e aquisições, que foi de 77 nesse período, sendo mais do que o dobro registrado entre janeiro a abril de 2020.
Diante desse contexto, o nicho de Tecnologia mostra-se promissor. Enquanto a Locaweb adquiriu dez startups desde o IPO, em fevereiro do ano passado, a TIVIT pretende adquirir 10 por ano até 2025. Do ponto de vista de Luana Ribeiro, CEO da DevApi , startup de integração de sistemas, que acaba de ser adquirida pela TIVIT, o ‘casamento’ entre uma grande companhia e uma startup de TI tende a ser benéfico para ambas as partes desde que haja um match nos planos de negócios.
"Antes de dizer sim a um convite, é imprescindível compreender as motivações que estão por trás dessa aproximação, além do nível de engajamento que a empresa tem com o ecossistema de inovação, a fim de entender o que pode ser oferecido de maneira concreta, visto que um relacionamento corporativo de sucesso deve ter objetivos e prioridades alinhados entre as partes., afirma a executiva.
Luana diz que as parcerias costumam ser firmadas com o intuito de escalar a operação da gigante, que, devido ao tamanho, enfrenta o desafio de inovar em atividades, como processos, portfólio e até mesmo atendimento ao cliente. "Além da startup ter a possibilidade de complementar um produto da empresa, também pode atuar em um formato de co-criação, onde contribui com uma mentalidade ágil e uma equipe com expertise em determinadas skills que podem estar em falta", pontua a CEO.
Na prática, o diferencial das startups está na pivotagem. Ou seja, ao invés de se prender em burocracias, esses formatos de negócio são flexíveis e permitem mudar o direcionamento do projeto após perceber que a estratégia não atingiu os resultados esperados. A partir desse procedimento de testar, aprender com a testagem e aprimorar a solução, conseguem permanecer em constante inovação com o mínimo de desperdício de recursos e tempo.
Outro ponto positivo desse modelo é o foco na experiência do cliente. "As empresas tendem a desenvolver um produto e depois apresentá-lo ao consumidor. Mas nós conseguimos entregar o que o consumidor realmente quer porque primeiro estudamos as necessidades da nossa persona e depois desenvolvemos uma proposta para solucionar essas dores reais", finaliza a executiva.
Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
<::::::::::::::::::::>