SEGS Portal Nacional

Demais

Quando a Separação Vira Controle: O Crescimento da Alienação Coativa nas Famílias Brasileiras

  • Quarta, 28 Janeiro 2026 18:56
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Roneia Forte Assessoria
  • SEGS.com.br - Categoria: Demais
  • Imprimir

Crédito: Shutterstock

Separar-se deixou de ser, há muito tempo, apenas o fim de um relacionamento conjugal. Hoje, cada vez mais, o desafio começa depois do divórcio. É nesse cenário que especialistas em Direito de Família acendem um alerta para um fenômeno ainda pouco conhecido do público, mas cada vez mais presente nos tribunais: a alienação coativa.

Diferente da alienação parental clássica, já prevista em lei e amplamente debatida, a alienação coativa se manifesta de forma mais sutil e estratégica. Ela não depende, necessariamente, de ataques diretos à imagem do outro genitor perante a criança. O controle acontece por meio de imposições, obstáculos artificiais e condições abusivas para o exercício da parentalidade.

Segundo o advogado Dr. Issei Yuki, especialista em Direito de Família, trata-se de uma forma moderna de violência psicológica no pós-separação.

“Na alienação coativa, o genitor não precisa falar mal do outro. Ele controla a convivência impondo regras inviáveis, criando entraves constantes e transformando o direito de conviver com o filho em um campo de batalha”, explica.

Como a alienação coativa acontece na prática

Os exemplos se repetem nos processos judiciais, exigência de horários incompatíveis com a rotina do outro genitor; mudanças repentinas e frequentes nos dias de visita; condicionamento da convivência ao pagamento de despesas extras; interferência constante em decisões escolares e médicas; ou até a utilização do próprio filho como intermediário de recados e pressões emocionais.

Em muitos casos, a criança não é verbalmente induzida contra o outro genitor, mas é emocionalmente envolvida em um ambiente de tensão permanente, o que gera culpa, ansiedade e confusão afetiva.

“É uma forma de alienação sofisticada, porque se esconde sob o discurso do ‘melhor interesse da criança’, quando, na verdade, atende ao interesse de controle de um dos adultos”, alerta Issei Yuki.

Coparentalidade: o que a Justiça espera dos pais após a separação

A coparentalidade não exige amizade entre ex-cônjuges, mas impõe responsabilidade compartilhada. O Judiciário brasileiro tem reforçado, cada vez mais, que guarda compartilhada não é mera divisão de tempo, mas divisão de decisões, respeito e cooperação mínima.

Quando um dos pais utiliza a convivência como instrumento de poder, o Judiciário pode reconhecer a prática abusiva e adotar medidas severas: advertências, multas, alteração do regime de guarda e, em casos extremos, a inversão da guarda.

A alienação coativa, embora ainda não nomeada expressamente em lei, vem sendo reconhecida pela jurisprudência com base em laudos psicológicos, histórico processual e comportamento reiterado das partes.

O impacto invisível sobre os filhos

Os danos mais profundos não aparecem imediatamente. Crianças submetidas a contextos de alienação coativa apresentam, com frequência, dificuldade de vínculo, medo de desapontar um dos pais, queda no rendimento escolar e sintomas de ansiedade.

“O filho passa a viver em estado de alerta emocional. Ele não escolhe lados, ele tenta sobreviver emocionalmente ao conflito”, pontua o advogado.

Prevenção, diálogo e limites jurídicos

Especialistas defendem que o caminho mais eficaz passa pela mediação familiar, pela fixação clara de regras judiciais e pela atuação firme quando o abuso se repete. A Justiça tem deixado claro que o poder familiar não pode ser usado como instrumento de vingança.

Separar-se é um direito. Transformar o filho em ferramenta de controle, não.

A alienação coativa revela uma nova face dos conflitos familiares contemporâneos: menos barulhenta, mais estratégica, e igualmente destrutiva. Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para proteger quem mais importa nesse processo, a criança.

Como resume o Dr. Issei Yuki: “A coparentalidade exige maturidade jurídica e emocional. Quando ela falha, o Judiciário intervém, não para punir pais, mas para preservar infâncias.”

Mais sobre Issei Yuki Júnior:

Yuki, Lourenço Sociedade de Advogados

Graduado em Direito pela Universidade São Francisco com especialização em Direito de Família e Sucessões, e mais de 25 anos de experiência como advogado nas áreas de Direito Civil e Processual Civil, Família e Sucessões, Direito Condominial, Direito do Consumidor e Consultoria empresarial e societária.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

 

+DEMAIS ::

Fev 06, 2026 Demais

Visto americano: quatro dicas essenciais para conseguir…

Fev 06, 2026 Demais

Aluguel por temporada no Carnaval exige atenção…

Fev 06, 2026 Demais

Como acertar na maquiagem de carnaval

Fev 06, 2026 Demais

Do confete ao bar de drinks: Carnaval pode virar tema…

Fev 06, 2026 Demais

Acessórios de moda para o Carnaval 2026: 5 dicas de…

Fev 06, 2026 Demais

Azimut Yachts exporta 15% da produção e transforma a…

Fev 06, 2026 Demais

Carnaval 2026 aquece locações por temporada e advogado…

Fev 06, 2026 Demais

Saúde também entra no bloco: rede de clínicas reforça…

Fev 05, 2026 Demais

​Mais frescor, menos consumo: como acertar na escolha…

Fev 05, 2026 Demais

Climatização eficiente se torna essencial em grandes…

Fev 05, 2026 Demais

A nova lógica de expansão no franchising brasileiro

Fev 05, 2026 Demais

Parallel apresenta o "Vermuteo": quinta-feira é dia de…

Fev 05, 2026 Demais

Mais quentinho, mais suculento e mais saboroso:…

Fev 05, 2026 Demais

Hora de trocar o colchão: descubra os sinais de que ele…

Fev 05, 2026 Demais

Cirrus apresenta o novo Vision Jet G3

Fev 05, 2026 Demais

Alternativas ao glitter ganham espaço na maquiagem e no…

Mais DEMAIS>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version