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Cachorro idoso: quais os cuidados mais essenciais?

  • Sexta, 13 Março 2026 18:38
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Crédito: Freepik

Por Nathali Vieira

Quem convive com um cachorro sabe que o tempo passa rápido demais. Aquele filhote cheio de energia que corria pela casa, aos poucos vai desacelerando, o pelo começa a ficar grisalho e o sono se torna mais longo. É nesse momento que os tutores percebem que o pet entrou na fase idosa da vida — uma etapa que exige atenção redobrada, mas que também pode ser repleta de carinho, conforto e qualidade de vida.

Temos a terceira maior população “pet” do mundo, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet): entre 150 e 160 milhões. Desses, os cães são a maioria no país, com cerca de 60 milhões. Apesar de, normalmente, a terceira idade desses animais ser percebida quando chegam aos sete anos de idade, isso acaba variando conforme seu porte: em cães pequenos, essa fase costuma ocorrer dos nove a 12 anos, os de médio porte aos sete anos e os de grande porte entre os cinco e sete anos.

Além da pelagem esbranquiçada mais comum nos cães que começam a chegar na terceira idade, os tutores também podem notar uma diminuição nas atividades físicas, pode ocorrer diminuição na audição, visão, olfato, sono aumentado, problemas dentários, alterações no sistema cardiovascular, na função renal, articulações e outras alterações no comportamento.

Por mais que essas transformações sejam naturais, acabam exigindo uma mudança na forma como cuidamos deles, de forma que a velhice dos cães possa ser uma fase tranquila e ainda com qualidade de vida, ao invés de um período desafiador tanto para o pet quanto para o tutor.

Primeiramente, uma alimentação adequada e balanceada nessa idade é essencial para suprir as necessidades nutricionais específicas dos cães idosos. É crucial adotar uma ração sênior que contenha todas as suplementações necessárias para sua vitalidade – sem falar que a digestão e a absorção dos nutrientes do pet na terceira idade se tornam mais lentas e, portanto, precisa ter uma ração preparada para tal.

Embora os cães idosos possam ter menos energia do que quando filhotes, incentivar a prática de exercícios físicos moderados e adaptados é outro ponto fundamental. Seja com caminhadas curtas para passear, natação para cães ou brincadeiras leves, todas essas atividades, com certeza, ajudam a manter a mobilidade, fortalecer os músculos e promover a saúde geral do animal.

Os mesmos estímulos, feitos mentalmente, precisam ser reforçados na fase idosa, prezando pela saúde cognitiva do cão. Existem diversos brinquedos e atividades apropriadas nesse sentido que ajudam a estimular a mente, diminuir o tédio e mantê-lo entretido e feliz.

A adaptação no ambiente doméstico também pode fazer uma grande diferença no bem-estar desses pets idosos. Em locais com muitas escadas, por exemplo, coloque alguma grade que impeça o cão de ficar subindo e descendo, com risco ainda de se acidentar caso esteja com dificuldades de mobilidade. Tapetes antiderrapantes em pisos lisos e escorregadios são ótimos nesse sentido, protegendo ainda mais o lar para a rotina do pet.

Não podemos nos esquecer, claro, dos cuidados com a higiene. Manter os banhos, limpeza do ouvido e dentária em dia é crucial para evitar que peguem doenças infecciosas – afinal, nessa fase, é comum que possam ter otite ou que os dentes comecem a cair e, se tiverem tártaro, a dor e desconforto podem ser ainda maiores.

Por fim, as visitas regulares ao médico veterinário devem estar sempre em dia. O recomendado para qualquer cão idoso é que faça um check-up completo a cada seis meses, a menos que esteja com algum problema de saúde - o que exigirá um acompanhamento mais constante, a depender da doença em si e da orientação do especialista.

A terceira idade traz certas limitações e cuidados mais recorrentes para todos nós. Com os cães, não seria diferente, mas isso não significa que precisa ser uma fase complicada. Mantendo uma alimentação adequada, higiene em dia, visitas periódicas ao veterinário e atividades de estímulo físico e mental, o cão ainda pode ter uma ótima qualidade de vida mesmo já idoso.

Nathali Vieira é médica veterinária na Pet de TODOS.


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