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Seu cachorro não é gente! Veja os erros mais comuns na humanização dos pets pelo mercado de luxo

  • Quinta, 28 Agosto 2025 18:31
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Veterinária do CEUB alerta que excesso de mimos pode estressar e comprometer a saúde de cães e gatos

Banhos aromáticos, sessões de cromoterapia, perfumes importados e até alisamento nos pelos. O mercado pet de luxo não para de crescer – só no Brasil, faturou R$ 75,4 bilhões em 2024, segundo a Abinpet. Junto com ele, surgem dúvidas se esses serviços beneficiam os animais ou apenas satisfazem os desejos humanos. Professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fabiana Volkweis recomenda atenção para não ultrapassar a linha entre bem-estar e exageros que podem prejudicar a saúde dos animais de companhia.

De acordo com a professora, nem todos os serviços oferecidos priorizam, de fato, o bem-estar animal. Embora algumas práticas, como as massagens, possam contribuir para o relaxamento dos cães, outras têm apelo apenas estético. “Temos visto procura crescente por procedimentos que não trazem ganhos para os pets, como chapinha nos pelos, penteados e tratamentos estéticos sem função clínica. Isso atende mais aos desejos dos tutores do que às reais necessidades dos animais”.

Isso, porém, não significa que qualquer vaidade seja um erro. Fabiana aponta situações em que certos cuidados são recomendados. “Algumas raças têm pelos que embolam com facilidade e isso pode causar desconforto ou problemas de pele. Nesses casos, manter a pelagem desembaraçada é uma forma de cuidado, não um capricho”, destaca Volkweis.

As terapias alternativas também ganharam espaço, com acupuntura, musicoterapia, aromaterapia e cromoterapia nos catálogos de clínicas e pet spas. “A acupuntura é uma técnica milenar da medicina tradicional chinesa e tem eficácia comprovada para dores, distúrbios neurológicos e problemas locomotores. Já a musicoterapia e a cromoterapia carecem de estudos científicos que confirmem seus efeitos diretos na saúde dos animais. Podem ser usadas como complemento, mas não substituem tratamentos convencionais”.

Banhos e produtos com perfume

Apesar de parecer inofensivo e até prazeroso para alguns pets, dar banho com regularidade pode causar o efeito oposto ao desejado. A especialista ainda frisa que o uso excessivo de perfumes e cosméticos também pode causar alergias e coceira. “O risco de banhos muito frequentes é a alteração da barreira lipídica da pele do cão. Essa camada natural protege o animal. Quando removida com muita frequência, pode abrir caminho para dermatites causadas por fungos e bactérias.”

Quando o assunto são roupas, sapatos e acessórios, o cuidado deve sempre priorizar o bem-estar. Segundo Fabiana, se a roupa incomoda, esquenta demais ou restringe o movimento, não deve ser usada. “Sinais como ofegância, irritabilidade, resistência ao toque ou tentativas de tirar o adereço indicam que o animal está desconfortável.”

Excesso pode gerar estresse, ansiedade e problemas físicos

Mesmo com boas intenções, o excesso de mimos pode gerar estresse e mudanças comportamentais, alerta a médica veterinária do CEUB. “A humanização exagerada, quando o tutor trata o cão como uma pessoa, pode afetar os instintos naturais, dificultar a socialização e aumentar quadros de ansiedade, insegurança e agressividade.”

Para manter a saúde emocional dos cães, a especialista recomenda oferecer uma rotina equilibrada, com espaço para brincadeiras, convívio com outros animais e estímulos variados. “O enriquecimento ambiental, a prática de atividades físicas e a convivência com outros cães e humanos são essenciais”, indica Volkweis. “As creches para pets, por exemplo, podem ser uma boa alternativa, desde que o local seja bem avaliado e o animal passe por um período de adaptação.”

Para Fabiana, o segredo está no equilíbrio: o tutor que gosta de investir em cuidados especiais precisa, antes de tudo, observar o comportamento do animal. “Se o pet demonstra desconforto, irritabilidade, insegurança, coceira ou mudanças na pelagem, é sinal de que algo não está funcionando bem. Nessas horas, é importante reavaliar a frequência e a real necessidade dos serviços oferecidos”, finaliza a especialista do CEUB.


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