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Após 100 dias desde a implementação, Movimento Pra>Frente, de apoio ao empreendedor da base da pirâmide social, apresenta resultados expressivos

  • Terça, 29 Setembro 2020 11:08
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Carina Morpurgo
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Iniciativa é da Fundação Dom Cabral e, atualmente, conta com 3,2 milhões capitados para futura qualificação, além de parcerias com instituições que trabalham por impacto social positivo, como o Consulado da Mulher e o She’s Tech

A pandemia global do novo Coronavírus trouxe novos desafios para os microempreendedores populares - somente no Brasil, são 10 milhões de microempreendedores, segundo dados do Portal do Empreendedor do Governo Federal. Para impulsionar o desenvolvimento econômico e o bem-estar social por meio da gestão e do empreendedorismo, a Fundação Dom Cabral, 9ª melhor escola de negócios do mundo e primeira da América Latina, segundo ranking do Financial Times, lançou o movimento Pra>Frente, que tem por objetivo capacitar 1 milhão de empreendedores populares brasileiros.

Desde o início do projeto, já foram mais de mil pessoas, entre voluntários e empreendedores, cadastradas para participar. Por meio do movimento, a FDC tem articulado junto a grandes empresas doações de recursos que serão destinados ao apoio às organizações sociais. Após 100 dias de projeto, resultados expressivos já podem ser vistos: foram 3,2 milhões que serão investidos em futuras capacitações, além de parcerias com ONGs e instituições que levarão sustentabilidade econômico-financeira ao projeto.

Além disso, o projeto também fez parceria com importantes instituições, como o Consulado da Mulher, que incentiva o empreendedorismo feminino, e o She’s Tech, movimento que visa fortalecer a presença feminina no setor da tecnologia, cujo enfoque será em seu site e banco de dados digital.

Outros avanços importantes desta fase do projeto são: doação articulada pelo Pra>Frente para Paraisópolis com o objetivo de se produzir 10 mil máscaras, itens fundamentais para evitar a contaminação e disseminação da Covid-19; início da operação "Associado Social" - Rede Cidadã, uma das primeiras organizações do país a investir no trabalho social em rede.

Também de suma relevância para o Pra>Frente, o projeto Mãos de Maria, da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, que tem o objetivo de capacitar 300 mulheres empreendedoras, iniciando com 55 mulheres de Paraisópolis e que farão parte de um programa de gestão e empreendedorismo do movimento.

O próximo passo do movimento é a criação de um Fundo de Apoio ao Empreendedorismo com aplicação dos recursos arrecadados na capacitação de microempreendedores, de líderes comunitários e também para incubação de negócios sociais. A auditoria do movimento é realizada pela Grant Thornton Brasil.

A Grant Thornton Brasil, uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo, com presença em mais de 140 países, prestará serviços de auditoria, pro-bono, das demonstrações financeiras do movimento. O trabalho será coordenado pelo sócio e líder do escritório de Belo Horizonte, Daniel Vieira. De acordo com o CEO da empresa no Brasil, Daniel Maranhão, "a ideia é reafirmar o compromisso da Grant Thornton de atuar de maneira consistente em ações e projetos relacionados à inclusão e diversidade, empreendedorismo e voluntariado. A empresa observa com bastante atenção todos os setores da economia e está entre seus valores auxiliar a sociedade e os negócios por meio de sua expertise. Fazer parte deste projeto da Fundação Dom Cabral atesta o nosso compromisso de trazer transparência aos processos, parceiros e a sociedade, incentivando projetos importantes", afirma o executivo.

O movimento é composto de cinco pilares principais: (1) Ferramentas; (2) Incentivo e Capacitação; (3) Desenvolvimento do ecossistema; (4) Acesso ao crédito e (5) Rede de prosperidade - voluntários, empresas, organizações sociais e poder público. Inscrições para apoio e participação como voluntário ou microempreendedor podem ser feitas pelo site http://prafrente.fdc.org.br/.

Por se tratar de um movimento, o Pra>Frente reúne parceiros - como o G10 Favelas - entre empresas, organizações sociais e poder público. A ideia é articular uma grande rede voltada à prosperidade social - daí seu potencial de alcance. O primeiro ciclo do projeto envolveu cerca de 70 empreendedores.

Segundo Ana Carolina Almeida, Gerente de Projetos da FDC e responsável pelo movimento Pra>Frente, "a iniciativa pretende fortalecer o ecossistema de empreendedorismo brasileiro, contribuindo com a redução das desigualdades sociais no Brasil." A crença de que os negócios devem ser propulsores do bem-estar social está presente nas ações da Fundação Dom Cabral desde o seu início, há mais de 40 anos.

Embora tenha sido lançado no contexto da pandemia, o Pra>Frente tem foco no futuro. Ou seja, irá fomentar conhecimentos que vão impulsionar a transformação e a escalabilidade dos negócios sociais, para que eles progridam durante, mas, sobretudo, após o fim do contexto de isolamento social. O movimento utiliza metodologia do Banco Mundial para fomento do microempreendedorismo e abrange conceitos como iniciativa, persistência e visão de futuro. Também é utilizada toda a experiência da FDC com a iniciativa Empreenda, que desde 2016 já apoia microempreendedores sociais.

Outra frente de atuação é o voluntariado. A FDC tem atraído, desenvolvido e engajado profissionais com diferentes áreas para compartilharem sua experiência com os empreendedores. Nas sessões de mentoria, é feita a troca de conhecimentos, suporte na busca de soluções e alternativas para sobrevivência e impulsionamento dos negócios, assim como é oferecido apoio psicossocial. Entre os temas abordados, estão controle de orçamento, controle de fluxo de caixa e precificação.

Sobre a Fundação Dom Cabral

A Fundação Dom Cabral é uma escola de negócios brasileira que há mais de 40 anos tem a missão de contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade, por meio da educação, capacitação e desenvolvimento de executivos, empresários e gestores públicos.

Em 2020 a instituição ficou em 9º lugar no ranking de educação executiva do jornal britânico Financial Times. Desta forma, consolidou sua posição como a melhor escola de negócios da América Latina e a mais bem colocada do Brasil.

Somente em 2019 passaram pela FDC mais de 20 mil profissionais entre executivos, empresários e gestores públicos. No campo social, a FDC desenvolve iniciativas de desenvolvimento, capacitação e consolidação de projetos, líderes e organizações sociais, contribuindo para o fortalecimento e o alcance dos resultados pretendidos por essas entidades.


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