Paralisação do Transporte Público Colocará em Risco a Saúde Pública, a Começar Pela Atenção Domiciliar
Neste momento delicado pelo qual passamos, é recomendável paciência, serenidade e análise minuciosa dos fatos, considerando todo o espectro de impacto possível desencadeado a cada decisão tomada pelas autoridades, pela sociedade e como cidadão.
É fato que a o pensamento corrente segue a máxima: “Saúde em Primeiro Lugar”, porém, muitas medidas tomadas num momento de desespero desencadeiam ações que impactam diretamente no resultado da Atenção à Saúde.
Também é pensamento corrente que em qualquer crise “Os Serviços Essenciais Devem ser Preservados”, como Saúde, Segurança Pública e Transportes.
No entanto, autoridades de algumas localidades já cogitam novamente a paralisação do transporte público e, assim, ameaçam interromper um serviço essencial, colocando em risco os setores de Saúde e Segurança Pública, o que nos parece fugir aos objetivos da preocupação máxima que é a saúde, pois haverá impacto para os profissionais dessas áreas e para os pacientes que necessitam desse transporte para buscar auxílio médico.
Não se trata apenas dos hospitais! Muitos se esqueceram que parte importante do sistema, hoje, é a Atenção Domiciliar em Saúde que, ao longo dos últimos anos, auxiliou na liberação de leitos hospitalares, reduzindo filas de atendimento.
O que acontece é que milhares de pacientes são atendidos em Internações Domiciliares no país graças à permanência de equipes de auxiliares e técnicos de enfermagem que se revezam pelo menos 2 vezes ao dia, nos domicílios, dependendo do transporte público. Pela descentralização dos leitos domiciliares e das moradias dos profissionais, não existem alternativas para a sua mobilidade e, caso persista essa falta de alternativa, a única solução será a devolução desses pacientes aos leitos hospitalares que desocuparam, piorando a situação prevista de escassez de leitos.
Pedimos seu auxílio na solução deste problema, reiterando que cada profissional da Atenção Domiciliar trabalha num endereço diferente e, portanto, há uma dificuldade logística para tal solução.
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