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Importância dos cuidados com o carro durante a pandemia de COVID-19

  • Sexta, 12 Junho 2020 10:16
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Marcela Gasperini
  • SEGS.com.br - Categoria: Veículos
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Escrito por Marcelo Martini

Em tempos de isolamento social, temos como consequência um aumento da quantidade de carros parados nas garagens. Isso se deve, entre outros fatores, às orientações para combate à pandemia de COVID-19 por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), que instituiu o isolamento social e a adesão ao regime home office em massa. Decorrente disso, milhares de automóveis estão parados por um longo período, o que pode ocasionar prejuízos à saúde do veículo. Mas o que é preciso para evitar impactos negativos no funcionamento dos carros?

Os prejuízos da falta de cuidados com o carro durante a quarentena

Um dos maiores desafios decorrentes da inércia do veículo é a danificação de alguns componentes, especialmente aqueles responsáveis por levar o combustível até o motor, como a bomba de combustível, válvulas, bicos injetores e toda a tubulação por onde o líquido tende a passar. Outra questão importante é a própria gasolina que, se ficar muito tempo parada, pode formar sedimentos que não se dissolvem e acabam entupindo as tubulações do automóvel. Além disso, o envelhecimento dos fluidos pode afetar as peças do carro, como por exemplo, o lubrificante de freio que, ao ficar “velho” ou desgastado pode travar as pinças de frenagem das rodas.

Os motores dos automóveis foram feitos para trabalhar, ou seja, movimentarem-se, quanto mais tempo parados, mais problemas podem ocorrer: baterias sem carga, ressecamento de mangueiras e dutos, entupimento de bicos injetores são apenas alguns dos exemplos que podem ocasionar defeitos e, alguns deles, mais graves. Portanto, o ideal é manter veículo em atividade, mesmo que você apenas ligue o motor por alguns minutos e, é fundamental que o automóvel passe por uma manutenção em oficinas especializadas assim que o término da quarentena for decretado. Desta forma, será possível avaliar e recuperar fluidos, baterias e outros componentes prejudicados com o tempo de inatividade do motor.

De olho no óleo

O óleo de motor é um ponto crítico e que merece atenção especial, uma vez que possui um papel essencial para o veículo: evitar o atrito entre as peças em movimento e manter a temperatura ideal durante o seu funcionamento. Como o lubrificante contém aditivos em sua formulação, possui vida útil, seja por quilometragem ou por tempo de uso. Em uma situação normal, o ideal é seguir as recomendações dispostas no manual do carro, ou, de um modo geral, trocá-lo a cada seis meses ou a cada dez mil quilômetros, dependendo da utilização e do tipo de fluido. No entanto, em um cenário atípico como o atual, no qual o carro está muitos dias parado, é importante realizar a troca completa do lubrificante para garantir a vida útil do motor do veículo.

Um hábito interessante para se ter é a verificação periódica do óleo, independentemente se o carro estiver estacionado há bastante tempo ou mesmo sendo utilizado para pequenas saídas semanais. Também é indicado sempre conferir se a tampa do reservatório está bem vedada para evitar problemas futuros, como vazamento ou evaporação dos aditivos.

De volta às ruas

Durante o período em que o carro está parado, recomenda-se ligá-lo no mínimo uma vez por semana e deixar o motor trabalhando entre 20 a 30 minutos. Conforme a retomada for acontecendo, os cuidados com o carro devem continuar para que não haja problemas mecânicos mais graves que demandem gastos desnecessários.

Voltando ao uso normal do veículo, o ideal é fazer a troca do óleo lubrificante, como foi sugerido acima, junto do filtro, além de checar a calibração dos pneus, bateria, nível do líquido de arrefecimento e de todos os componentes responsáveis pelo bom funcionamento do automóvel. Fique atento e verifique se o piso da garagem onde o carro permaneceu estacionado não apresenta sinais de manchas de óleo, pois pode sinalizar algum tipo de vazamento, principalmente se o veículo tiver transmissão automática. Falta de fluido na transmissão é prejuízo na certa!

Neste momento em que ainda não é possível prever quando a circulação de pessoas e veículos será restabelecida por completo, apostar na conservação e em cuidados preventivos impede contratempos dispendiosos e evita que o seu carro faça parte das estatísticas de automóveis com defeito após um longo tempo parado.

Marcelo Martini é Gestor da divisão automotiva da FUCHS, maior fabricante independente de lubrificantes e produtos relacionados do mundo.


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