Velas em motores híbridos: Mitos e verdades que todo mecânico deve saber
NGK orienta sobre a preservação da performance e a durabilidade de veículos híbridos através do cuidado correto com o sistema de ignição.
O crescimento da frota de veículos híbridos no Brasil não reduziu as dúvidas sobre a manutenção desses modelos entre consumidores e profissionais da reparação. Alguns dos mitos mais comuns estão associados às velas de ignição: afinal, motores híbridos utilizam velas diferentes dos motores exclusivamente a combustão? A NGK, marca da Niterra especializada em sistemas de ignição, compartilha fatos que facilitarão o dia a dia do mecânico.
1- Mito: Motores híbridos utilizam velas de ignição completamente diferentes dos motores a combustão
Na prática, as velas de ignição — peças cuja função é iniciar a queima da mistura ar-combustível via centelha elétrica — utilizadas em veículos híbridos não são necessariamente diferentes das aplicadas em motores tradicionais.
As especificações seguem o projeto de cada motor, considerando fatores como grau térmico, material do eletrodo e dimensões. Enquanto a maioria dos motores a combustão interna (gasolina, etanol ou flex) trabalha no Ciclo Otto, muitos híbridos utilizam variações como os ciclos Atkinson ou Miller.
Como o mercado brasileiro possui diversos níveis de eletrificação — desde o híbrido leve (onde o motor elétrico auxilia o torque) até o híbrido plug-in (que permite condução puramente elétrica) — as velas são escolhidas para atender às particularidades de cada sistema. Portanto, ser híbrido não exige, automaticamente, um tipo exclusivo de vela, mas as condições de trabalho desses motores podem demandar tecnologias específicas para suportar o regime de funcionamento intermitente.
2- Mito: a manutenção do sistema de ignição é mais simples em híbridos
Embora o motor a combustão funcione por menos tempo em certas situações, os híbridos exigem cuidados redobrados. Isso se deve à presença de sistemas elétricos de alta tensão. Antes de qualquer intervenção, é vital seguir os protocolos de segurança do fabricante, incluindo a desativação do sistema de alta voltagem e o uso de EPIs adequados.
Outro ponto crítico é o envelhecimento do combustível, especialmente em modelos plug-in. Quando o motorista utiliza o veículo predominantemente no modo elétrico, o combustível parado no tanque perde suas propriedades, formando gomas e vernizes que obstruem o sistema de injeção e dificultam a ignição.
3- Mito: Não é preciso utilizar o motor a combustão periodicamente
Para evitar a degradação do combustível, especialistas recomendam que o motor a combustão seja acionado regularmente. Essa prática renova o fluido nas linhas do sistema e mantém a lubrificação e o funcionamento dos componentes em dia.
Também é importante evitar o esgotamento total do tanque, o que pode causar danos ao sistema de injeção de combustível. Sempre siga as recomendações de uso estabelecidas pelo fabricante e, em caso de dúvidas, consulte o concessionário representante da marca. Nos manuais também estão disponíveis as características técnicas, cuidados na utilização e plano de manutenção estabelecido pelo fabricante, essenciais para usufruir do bem com segurança, evitar acidentes e problemas com a garantia.
Com a evolução das tecnologias automotivas, a disseminação de informações técnicas confiáveis é essencial para combater mitos e garantir uma manutenção correta. Entender as particularidades dos sistemas híbridos contribui para preservar o desempenho, a eficiência e a durabilidade dos veículos.
Cuidados adicionais na manutenção de veículos híbridos
Embora a vela em si não seja diferente, os veículos híbridos exigem atenção adicional dos profissionais de reparação, especialmente por conta da presença de sistemas de alta tensão.
“Antes de qualquer intervenção no motor, é fundamental seguir os protocolos de segurança recomendados pela fabricante, como a desativação do sistema elétrico de alta voltagem e o uso de equipamentos de proteção adequados”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil. “Esse procedimento reduz riscos durante a manutenção e garante a integridade do profissional e do veículo.”
Para as oficinas que pretendem trabalhar com veículos híbridos e eletrificados, há necessidade de treinamentos específicos, como o treinamento em norma técnica NR 10, relacionadas a instalações elétricas de alta tensão, obrigatório no Brasil. Além disso, a infraestrutura da oficina deve ser adequada e o uso de ferramental específico é fundamental.
Com a expansão da eletrificação automotiva, o acesso à informação técnica correta torna-se essencial para consumidores e profissionais da reparação. A Niterra reforça que entender como os sistemas funcionam ajuda a evitar mitos e garantir uma manutenção adequada, preservando o desempenho, a eficiência e a durabilidade dos veículos híbridos e a combustão.
A Niterra já disponibiliza no aftermarket velas de ignição desenvolvidas para atender também modelos de veículos híbridos, ampliando seu portfólio para acompanhar a evolução das tecnologias automotivas.
Sobre a Niterra
Fundada em 1936, a Niterra Co., Ltd. é uma fabricante global, reconhecida mundialmente por suas velas de ignição da marca NGK e produtos cerâmicos da marca NTK. Em conformidade com sua visão para 2040, a Niterra busca ser uma empresa que ilumina a Terra ao resolver questões sociais por meio de suas tecnologias e ideias exclusivas. Atualmente, a companhia concentra seus recursos estratégicos em três áreas principais: Mobilidade, Semicondutores e Meio Ambiente & Energia, e utiliza sua expertise em cerâmica para gerar novo valor de negócio.
A missão da Niterra é integrar seus ativos consolidados a novas frentes de inovação, otimizando o uso de recursos e entregando soluções regenerativas e circulares para a sociedade. No ano fiscal de 2024/25, a receita consolidada da empresa somou ¥ 652,9 bilhões (~ U$ 4,26 bilhões).
A Niterra conta com 31 unidades no Japão, 62 bases no exterior e cerca de 16.000 colaboradores em todo o mundo. No Brasil, a empresa atua há 66 anos, conta com cerca de 1.300 funcionários e mantém uma fábrica com 625 mil m² em Mogi das Cruzes (SP).
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