Falhas na gestão de movimentação interna reduzem o crescimento das empresas brasileiras
Problemas estruturais e baixa digitalização impactam produtividade, custos e competitividade
A movimentação logística interna, muitas vezes tratada como uma etapa operacional secundária, tem se consolidado como um dos principais fatores de perda de produtividade nas empresas brasileiras. Dados da Associação Brasileira de Logística (ABRALOG) indicam que companhias no país deixam de faturar, em média, 12% da receita anual devido a ineficiências nos processos intralogísticos, como falhas na organização de estoques, deslocamentos desnecessários e baixa integração de sistemas.
Esse cenário ganha ainda mais relevância em um contexto de pressão por eficiência e redução de custos. Segundo pesquisas recentes do setor, a intralogística, que envolve desde o recebimento até a movimentação e armazenagem de materiais, é hoje um pilar estratégico para a competitividade, podendo elevar a produtividade em até 30% quando bem estruturada. Ainda assim, muitas empresas operam com processos pouco otimizados e baixa digitalização, o que limita ganhos operacionais.
De acordo com Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, marca de equipamentos para manuseio e transporte de cargas e baterias de lítio, entre os principais motivos para a perda de produtividade está o desenho inadequado do layout industrial ou logístico, uma vez que fluxos mal planejados geram gargalos, retrabalho e aumento do tempo de deslocamento interno, impactando diretamente a eficiência das operações. A isso se somam fatores como falta de padronização, ausência de indicadores de desempenho e uso limitado de tecnologias de gestão.
Além disso, a escassez de mão de obra qualificada e a dificuldade de retenção de profissionais também impactam diretamente a produtividade interna. Operações com equipes incompletas ou pouco treinadas tendem a apresentar maior índice de erros, atrasos e ociosidade, ampliando as perdas ao longo da cadeia logística
A solução, contudo, passa por uma abordagem integrada, que combine revisão de processos, investimento em tecnologia e capacitação de equipes.
“A produtividade na movimentação interna não depende apenas de equipamentos mais modernos, mas de uma visão estratégica sobre fluxos, dados e pessoas. Empresas que tratam a intralogística como diferencial competitivo conseguem reduzir desperdícios, ao mesmo tempo que ganham velocidade e aumentam sua margem operacional”, afirma Mello.
Iniciativas como automação de processos, uso de sistemas de gestão (WMS) e reconfiguração de layouts vêm ganhando espaço como caminhos para reverter perdas e impulsionar resultados, tornando o processo uma necessidade para sustentar o crescimento.
“A intralogística eficiente é aquela que antecipa problemas e elimina desperdícios antes que eles impactem a operação. Quando a empresa passa a enxergar a movimentação interna com base em dados e planejamento, ela passa a operar com previsibilidade, ao invés de reagir a falhas, o que se traduz em diversos ganhos produtivos, de custos e de referência perante o mercado no longo prazo”, conclui o porta-voz da Tria Empilhadeiras.
Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
<::::::::::::::::::::>