Empresas se mobilizam por equidade de gênero diante do número de mulheres fora do mercado
Para Marianna Taborda, CEO do V2V, programas estruturados de voluntariado corporativo podem contribuir de forma concreta para autonomia econômica, proteção e equidade de gênero
O Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, é um marco global de mobilização por direitos e equidade. No Brasil, porém, os desafios permanecem estruturais, mulheres recebem, em média, 21,2% menos do que homens no setor privado, segundo dados do Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em um cenário em que desigualdade salarial, sobrecarga de cuidado e barreiras de acesso ao mercado ainda limitam oportunidades, especialistas defendem que o voluntariado corporativo pode se consolidar como uma ponte prática entre empresas e problemas reais enfrentados por mulheres.
“Não é mais suficiente que as empresas façam apenas campanhas simbólicas no 8 de março. Elas têm capacidade de mobilização, conhecimento técnico e capital humano para apoiar soluções concretas e contínuas. Quando bem estruturado, o voluntariado corporativo fortalece redes de apoio, amplia acesso a oportunidades e gera impacto social mensurável”, afirma Marianna Taborda, CEO do V2V, empresa especializada em programas de voluntariado empresarial há 25 anos.
A exclusão do mercado de trabalho é um dos reflexos mais evidentes dessa desigualdade. Uma pesquisa realizada pela plataforma de empregos Catho mostrou que 60% das mães estão fora do mercado de trabalho, segundo levantamento realizado em abril de 2025. O dado evidencia como a maternidade e a sobrecarga de cuidados ainda impactam diretamente a trajetória profissional feminina, limitando renda, progressão de carreira e independência financeira.
Nesse contexto, o voluntariado corporativo tem evoluído de ações pontuais para programas estruturados e alinhados às estratégias de ESG das companhias. A atuação pode envolver mentorias e capacitações para mulheres voltadas à empregabilidade e ao microempreendedorismo, apoio técnico a organizações que atuam no atendimento a mulheres, campanhas de conscientização contra a violência, rodas de conversa, além de parcerias com redes locais de proteção.
Para Taborda, quando o voluntariado deixa de ser uma ação isolada no calendário e passa a integrar a estratégia da empresa, ele contribui não apenas para as comunidades, mas também para a cultura organizacional. “Equidade de gênero exige método, acompanhamento e compromisso de longo prazo. O voluntariado corporativo, quando bem desenhado, cria um ciclo virtuoso: fortalece organizações sociais, amplia oportunidades para mulheres e engaja colaboradores em uma agenda concreta de transformação”, afirma.
Com o 8 de março se aproximando, a discussão ganha relevância renovada. Mais do que homenagens, o momento convida empresas a refletirem sobre como podem utilizar sua estrutura, conhecimento e rede para apoiar soluções permanentes. "A equidade não se constrói apenas no discurso mas na prática cotidiana e na capacidade de transformar intenção em ação estruturada", conclui a CEO.
Sobre o V2V
Há 25 anos, o V2V oferece tecnologia e serviços para que empresas promovam transformação social real em programas de Voluntariado Corporativo e Responsabilidade Social. Através de uma plataforma e de consultoria especializada fornecem metodologia para a gestão e execução de programas em mais de 200 empresas, que já engajaram mais de um milhão de voluntários, em 40 países.
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