Brand experience: a década que redesenhou o mercado de experiências
Especialistas analisam os movimentos que moldaram os últimos 10 anos e os caminhos para 2026
O mercado de brand experience viveu sua maior evolução nos últimos dez anos. O setor deixou de ser suporte ao marketing e passou a ocupar posição estratégica na construção de marca. Projeções da Allied Market Research, empresa global de inteligência de mercado, indicam que a indústria mundial de eventos e experiências deve ultrapassar US$ 2 trilhões até 2032, impulsionada pela expansão de eventos corporativos, ativações culturais e experiências imersivas. Esse crescimento também acompanha um consumidor que prioriza vivências como forma de conexão. Estudos recentes do Google e Bain & Company mostram que experiências ocupam posição de destaque entre as prioridades emocionais dos brasileiros, superando categorias de bens materiais em intenção de gasto para momentos especiais.
Para Dennis Vianez, CEO da Cuco Agency, três movimentos explicam essa transformação: cultura em posição central, avanço da tecnologia e profissionalização do setor. “O mercado mudou porque as marcas entenderam que experiência é estratégia. Cultura orienta, tecnologia potencializa e processos mais maduros elevam o padrão do que se cria”, afirma.
A tecnologia, por sua vez, ganhou novo protagonismo. Relatórios da Deloitte apontam que 62% das empresas globais já utilizam IA ou automação em processos criativos — movimento que abriu espaço para ferramentas especializadas. Entre elas está o Brief Events, plataforma brasileira de IA criada pela Cuco Agency e validada como estudo de caso pela Rice University (EUA). A solução acelera pesquisa, repertório e prototipagem criativa, permitindo que equipes dediquem mais tempo à estratégia.
“A inteligência artificial está reorganizando o processo criativo. Ela não substitui pessoas — amplia repertório, reduz o tempo operacional e ajuda a transformar briefing em possibilidades reais”, explica Luan Teixeira, chairman global da Cuco. “Criamos o Atlas para resolver um problema prático do setor: liberar tempo para que a equipe crie com mais profundidade e estratégia”, complementa.
A profissionalização também marcou o período. Empresas passaram a integrar dados, métricas de impacto, curadoria cultural e práticas socioambientais — reforçadas por eventos como COP30 e Climate Week — em seus processos de criação e execução. Isso consolidou as experiências como ferramentas de reputação, comunidade e posicionamento cultural.
Para os próximos anos, Dennis destaca que cultura e propósito continuarão guiando as escolhas das marcas. “O público busca experiências que reflitam identidade e valores reais, e isso redefine a forma como as marcas atuam”, analisa.
Luan encerra apontando o rumo do setor: “Entramos em uma fase de integração total entre criatividade, tecnologia e dados. O brand experience se torna mais estratégico e mais conectado à forma como as pessoas vivem, consomem e se relacionam”.
SOBRE A CUCO AGENCY
Com 10 anos de atuação, a Cuco Agency é uma empresa criativa global especializada em experiências que conectam marcas, pessoas e territórios. Com presença em São Paulo, Nova York e Barcelona, atua em projetos corporativos e culturais com foco em propósito, impacto e relevância — reforçando sua presença internacional e seu compromisso com a economia criativa.
Entre os destaques estão os projetos autorais Drag Brunch e Jazz Mansion, que celebram cultura, diversidade e novas formas de pertencimento, além de colaborações com marcas como Amazon, Nike, Dior, Vogue e Forbes.
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