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Do operacional à governança: como o avanço da automação muda o papel das empresas

  • Sexta, 13 Fevereiro 2026 18:01
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Marina Martini
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Especializada em automação de processos e projetos de IA, Roboteasy lança nova versão de sua suíte de desenvolvimento e explica por que empresas estão repensando como operam robôs corporativos

O avanço acelerado da automação de processos trouxe ganhos rápidos de eficiência para empresas de diferentes setores. Mas, à medida que essas iniciativas amadurecem, um novo desafio começa a emergir: manter, governar e escalar robôs que deixaram de ser projetos pontuais e passaram a sustentar processos críticos da operação. Segundo especialistas, muitas estratégias de RPA entram em crise justamente após o sucesso inicial, quando a automação cresce sem a estrutura necessária para acompanhar a complexidade do negócio.

Na avaliação da Roboteasy, empresa brasileira especializada em automação de processos e projetos de IA, esse ponto de ruptura costuma aparecer entre 12 e 18 meses após o início das iniciativas. É quando os robôs deixam de atuar apenas em tarefas isoladas e passam a impactar áreas centrais, como financeiro, fiscal e atendimento. “Existe um padrão muito claro: no começo, o RPA entrega ganhos rápidos e visíveis. O problema surge quando esse sucesso leva à expansão sem arquitetura, governança ou visibilidade”, explica Daniel Torres, CEO da Roboteasy. “Nesse estágio, a automação começa a gerar risco e perda de controle, em vez de acelerar o negócio.”

Os sinais de alerta são recorrentes. A maior parte do esforço passa a ser consumida pela manutenção dos robôs, pequenas mudanças em sistemas quebram fluxos inteiros, exceções crescem mais rápido do que a capacidade de tratá-las e o conhecimento fica concentrado em poucas pessoas. Além disso, muitas organizações perdem a visão clara do que está rodando em produção e do impacto real dessas automações no dia a dia da operação. “O RPA tradicional foi tratado como uma ferramenta tática, quando, na prática, ele se torna uma infraestrutura operacional crítica. Sem governança e observabilidade, o ambiente rapidamente se transforma em dívida operacional”, diz Daniel.

Na análise da empresa, os principais problemas raramente estão na tecnologia em si, mas em erros estruturais. A ausência de governança desde o início, a falta de padrões arquiteturais e modelos organizacionais mal definidos — seja concentrando tudo em TI, seja liberando totalmente para as áreas de negócio — criam ambientes difíceis de sustentar no médio prazo. Também são comuns expectativas equivocadas sobre o papel da automação, usada como tentativa de “consertar” processos ineficientes. Na prática, a automação apenas acelera o que já existe e amplifica falhas quando aplicada sem redesenho e controle.

Esse cenário tem levado o mercado a uma mudança de mentalidade. Empresas mais maduras passaram a tratar automação não como um conjunto de scripts, mas como infraestrutura operacional, com ciclo de vida, métricas, responsabilidades claras e integração entre tecnologia e negócio. “Maturidade em automação não é ter muitos robôs em produção, mas conseguir escalar com previsibilidade, controle e impacto real”, afirma Daniel. “Quem automatiza tarefas resolve problemas pontuais. Quem automatiza a operação cria uma base para eficiência contínua, resiliência e crescimento sustentável.”

Do diagnóstico à arquitetura: a resposta da Roboteasy para a automação em escala

A partir desse diagnóstico, a Roboteasy criou a nova versão do Studio, suíte de desenvolvimento da sua plataforma de automação de processos. A atualização reflete a visão da empresa de que escalar automação exige mais do que scripts funcionais: demanda arquitetura, governança e ferramentas capazes de sustentar o crescimento sem perda de controle. O Studio funciona como a camada onde as automações são concebidas, estruturadas e validadas — uma IDE voltada à criação de robôs corporativos, integrando regras de negócio, fluxos operacionais e sistemas distintos.

“Quando a automação deixa de ser pontual e passa a fazer parte da engrenagem do negócio, não dá mais para tratar cada robô como um projeto isolado”, diz Daniel. “O novo Studio nasce dessa maturidade: ele foi desenhado para dar escala com controle, reduzir retrabalho e tornar o desenvolvimento mais previsível ao longo do tempo.”

Uma das principais mudanças da nova versão está na experiência de uso. O Studio ganhou uma interface redesenhada, com navegação mais fluida e manutenção de contexto durante o desenvolvimento. O objetivo, segundo a empresa, é reduzir fricções no trabalho diário dos desenvolvedores e permitir ciclos mais contínuos de construção, validação e ajuste dos fluxos. Também foi incluída a possibilidade de exportar e importar pastas inteiras, o que simplifica a movimentação de automações entre projetos, ambientes ou times.

No aspecto técnico, o Studio passa a oferecer mais visibilidade sobre a execução dos robôs. O modo Debug, com execução passo a passo, permite acompanhar variáveis e fluxos em tempo real. Já a aba de retornos exibe imediatamente todas as propriedades devolvidas por um objeto após a execução, acelerando testes e diagnósticos.

Um dos destaques da nova versão é a incorporação de um assistente de inteligência artificial integrado ao Studio. Diferentemente de abordagens genéricas, o recurso atua dentro do ambiente de desenvolvimento, com base na documentação oficial da plataforma e em materiais de treinamento. A proposta é que a IA funcione como um guia técnico: esclarecendo dúvidas, sugerindo boas práticas, auxiliando na estruturação de fluxos e reduzindo o esforço em tarefas repetitivas, como documentação, tratamento de exceções e validações iniciais.

“A IA não substitui o desenvolvedor, mas tira dele o trabalho mais mecânico e repetitivo”, explica Daniel. “Ela ajuda a montar o rascunho do robô, orienta sobre padrões e acelera o aprendizado dentro da própria ferramenta, o que diminui a dependência de especialistas para tarefas que já deveriam ser automatizadas.”

De acordo com a Roboteasy, a expectativa é reduzir drasticamente o tempo de criação das automações, elevar a qualidade padrão dos robôs e aumentar a previsibilidade das entregas, mantendo trilhas de governança e controle técnico. A nova versão do Studio já está em produção em um cliente no Caribe e tem outros clientes programados para iniciar o uso nas próximas semanas. Os pilotos e testes foram concluídos ao longo dos últimos meses, com participação de clientes da base.

Sobre a Roboteasy

Fundada em 2019 em Joinville (SC), a Roboteasy é uma empresa de software especializada em automação de processos por meio de uma plataforma low-code que conecta sistemas, reduz retrabalho e traz previsibilidade operacional para empresas de médio e grande porte. Com mais de 90 clientes atendidos e 15 mil automações implementadas, a companhia já contribuiu para a redução de mais de 5,6 milhões de horas de trabalho e uma economia estimada superior a R$ 12,6 milhões, atendendo marcas como Krona, Britânia, Tirolez e Lepper.


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