Geração Z busca crescimento e deixa empresas sem plano de carreira
Dados da Gupy mostram que turnover pode custar até dois salários por colaborador; mas movimentos horizontais podem ser o "pulo do gato" para manter jovens engajados; pra isso, especialista dá dicas de como repensar a busca por habilidades.
O mercado de trabalho brasileiro enfrenta um paradoxo: embora o país registre um volume constante de vagas, a retenção de talentos nunca foi tão desafiadora. O custo dessa rotatividade é alto e direto no caixa das empresas. Levantamentos da Gupy, plataforma de IA número 1 em aquisição e gestão de pessoas, mostram que o turnover pode custar até dois salários por colaborador às empresas. Para a Geração Z, grupo que já representa 25% da força de trabalho e ocupará 30% até 2030, o impacto parece ser ainda maior, já que os novos profissionais buscam constantemente por novos horizontes e priorizam, acima de tudo, saúde mental e equilíbrio.
Especialistas da área mostram que o erro estratégico de muitas organizações é olhar para a rotatividade apenas como falta de compromisso, ignorando que, muitas vezes, o desengajamento das pessoas colaboradoras pode partir da falta de visibilidade sobre próximos passos na carreira e baixo compromisso da liderança com o desenvolvimento da equipe. Dados indicam que 68% das organizações brasileiras ainda não possuem programas estruturados de mobilidade interna, perdendo a oportunidade de reter talentos que já dominam a cultura da casa.
“A Geração Z quer evoluir rápido, sentir que está aprendendo e ter clareza sobre seu próximo passo de carreira. Quando as empresas estruturam programas de mobilidade interna, elas mostram que esse crescimento pode acontecer ali mesmo, sem que o profissional precise buscar outra oportunidade no mercado”, explica Rômulo Martins, Diretor de Produto na Gupy.
A força da mobilidade horizontal
Diferente das gerações anteriores, a geração Z não busca apenas a escalada vertical para cargos de gestão. O grande trunfo para engajá-los reside na mobilidade horizontal. Para uma geração que prioriza aprendizado e flexibilidade, a oportunidade de migrar de área, explorar novos projetos ou mudar de especialidade dentro da mesma organização é o que define a permanência.
“A Geração Z não quer apenas subir; ela quer se expandir. Eles buscam protagonismo e novos contextos de aprendizado”, afirma Rômulo Martins, Diretor de Produto na Gupy. “Desenvolver pessoas não é apenas prepará-las para cargos de liderança, mas também permitir que elas recalibrem suas rotas sem precisar pedir demissão. A empresa que não cria uma estratégia de mobilidade interna horizontal está, na prática, entregando seus melhores talentos para o mercado.”
Tecnologia para uma estratégia de mobilidade bem sucedida.
Um dos principais entraves para a mobilidade interna é a falta de visibilidade sobre as competências dos colaboradores. Para Rômulo, a Inteligência Artificial pode ser o divisor de águas que transforma o recrutamento interno em uma estratégia de habilidades (skills) e não apenas de cargos.
“Aqui na Gupy, nós sempre reforçamos o papel da tecnologia como uma ferramenta que impulsiona a importância do olhar humano para toda a experiência da pessoa colaboradora nas empresas. Atualmente, temos plataformas que possuem agentes de IA capazes de mapear competências transversais dos colaboradores, a partir do acompanhamento e avaliações de performance feitos pela liderança e RH, conectando por exemplo um talento do Marketing a uma oportunidade em Vendas com base em habilidades reais. Isso traz uma camada de objetividade essencial: o processo deixa de ser baseado em ‘contatos internos’ para ser baseado em potencial e transparência, pontos que a geração Z valoriza profundamente”, explica o executivo.
Para além da implementação de tecnologia, mudar o foco da gestão de pessoas para o desenvolvimento contínuo exige uma quebra de paradigma. A Gupy aponta que as empresas precisam focar em três pilares de ação:
- Trilhas Multidimensionais: O colaborador precisa enxergar que o crescimento pode ser lateral, explorando novas áreas que façam sentido para seu momento de vida.
- Transparência nas Oportunidades: Processos abertos garantem que a mudança de área seja acessível a todos, e não um privilégio de quem tem "contatos" internos.
- Tecnologia como Camada de Objetividade: O uso de IA permite que a empresa identifique quem tem o potencial para mudar de área com base em skills (habilidades), reduzindo vieses.
“No fim do dia, a Geração Z valoriza ambientes onde a evolução é constante. Quando a empresa abre as portas para que o profissional se reinvente internamente, ela não está apenas preenchendo uma vaga; ela está construindo uma cultura de confiança”, finaliza Rômulo.
Sobre a Gupy
A Gupy é a plataforma de IA número 1 para aquisição e gestão de pessoas. Pioneira na utilização de agentes de IA aplicados aos processos de recrutamento e seleção, a HRTech vem ampliando seu portfólio desde o seu surgimento em 2015, e atualmente oferece também soluções para Admissão Digital, Treinamento e Desenvolvimento, Pesquisas e Engajamento e Gestão de Desempenho de colaboradores impactando em diversas áreas do RH. Ao longo dos dez anos no mercado, a Scale Up recebeu investimentos dos principais fundos - SoftBank, Riverwood, Canary, Yellow Venture, Maya Capital, Valor Capital, Oria Capital - e efetuou M&As das empresas Kenoby, Niduu e Pulses. Em 2025, a empresa soma mais de 4 milhões de contratações feitas por empresas que utilizam a plataforma, registrando uma média mensal de 100 mil vagas publicadas e 90 mil contratações feitas pelos seus mais de 4 mil clientes, como Itaú, Ambev, GPA e Vivo.
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