Corrente de comércio inicia com US$ 45,963 bilhões em janeiro de 2026
A corrente de comércio brasileira, formada pela soma das exportações e importações, somou US$ 45,963 bilhões em janeiro de 2025. No período, o Brasil exportou US$ 25,153 bilhões e importou US$ 20,810 bilhões. Com esses números, a balança comercial registrou o superavit de US$ 4,343 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
Na comparação com janeiro de 2026, houve uma queda de 4,63% na corrente de comércio. As exportações recuaram 1% e as importações diminuíram 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Na distribuição por setores da economia, as exportações em janeiro variaram da seguinte forma: Agropecuária: 2,1%, com queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio; Indústria extrativa: -3,4%, com alta de 6,2% no volume e queda de 9,1% no preço médio; Indústria de transformação: -0,5%, com recuo de 0,6% no volume e de 0,1% no preço médio.
Os principais produtos responsáveis pela queda das exportações em janeiro foram os seguintes: Agropecuária: café não torrado (-23,7%); algodão bruto (-31,2%); e trigo e centeio não moídos (-33,6%); Indústria extrativa, óleos brutos de petróleo (-7,8%); e minério de ferro (-8,6%); Indústria de transformação: óxido de alumínio, exceto corindo artificial (-54,6%); açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).
No caso do agronegócio, as exportações de soja cresceram 91,7% em relação a janeiro do ano passado, por causa da antecipação de embarques, e as vendas de milho não moído aumentaram 18,8%.
Em relação ao petróleo bruto, a queda nas exportações chega a US$ 364,6 milhões em relação a janeiro de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.
Em relação às importações, a queda está vinculada ao petróleo e à desaceleração da economia, com a diminuição dos investimentos.
Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes: Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%); e trigo e centeio não moídos (-35,5%); Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-49,8%); e gás natural (-15,8%); Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%); óleos combustíveis de petróleo (-17,5%); e partes e acessórios de veículos (-20,4%).
Para este ano, o MDIC projeta superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões. As exportações devem encerrar o ano entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e as importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.
Aparecido Rocha – insurance reviewer
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