Assessoria de Imprensa vira ativo estratégico e gera o “dividendo da confiança” em 2026
Por Cristiane Soethe (sócia da Presse Comunicação, jornalista e professora universitária)
Se você sente que a atenção do seu cliente está mais difícil de capturar hoje do que há alguns anos, você não está sozinho — e os números explicam o porquê. Entramos em 2026 enfrentando o que chamamos de "Fadiga da Influência". Uma pesquisa recente da plataforma de pesquisas online global Toluna revelou que 27% dos brasileiros iniciaram este ano com a meta explícita de reduzir o tempo em redes sociais, buscando fugir do ruído algorítmico e da desinformação.
Neste cenário, onde o "post patrocinado" perde força para o ceticismo do consumidor, a assessoria de imprensa deixou de ser um serviço de apoio para se tornar o motor de tração da credibilidade corporativa. Não se trata mais de "aparecer no jornal", mas de construir um escudo reputacional e um selo de autoridade que o marketing direto simplesmente não consegue comprar.
A matemática da reputação
Muitos CEOs ainda enxergam a comunicação como um custo intangível, o que pode representar um erro fatal. Dados consolidados deste início de ano pela Internal Communication Effectiveness Enhances Bottom-Line Results, da Watson Wyatt Worldwide, mostram que empresas com estratégias de comunicação altamente eficazes apresentam um valor de mercado até 19% maior e um retorno total ao acionista 57% superior em comparação àquelas que negligenciam sua imagem pública.
Além disso, um estudo setorial da Cision Communications Cloud aponta que marcas que investem em assessoria de imprensa estratégica crescem até 3 vezes mais em reconhecimento de marca. Por quê? Porque em 2026, a validação de terceiros (o earned media) vale mais do que qualquer autoproclamação em canais proprietários.
Além do release: a assessoria na era da IA e dos dados
Em 2026, a assessoria de imprensa não sobrevive de textos genéricos enviados em massa. Ela opera na intersecção entre a inteligência de dados e a curadoria humana. Utilizamos ferramentas avançadas para monitorar tendências em tempo real, mas a "alma" da narrativa (o storytelling que humaniza o CNPJ) permanece sendo uma competência exclusivamente humana.
De acordo com as tendências da Abracom, 85% dos clientes de comunicação corporativa agora priorizam a gestão de reputação e crises. A assessoria moderna não apenas "fala", ela estabelece diálogos em ecossistemas fragmentados (de newsletters exclusivas a grandes portais de notícias).
Portanto, o retorno sobre o investimento (ROI) em assessoria de imprensa deve ser lido como um somatório de valor de marca, economia em marketing direto e segurança jurídica e financeira. A comunicação deixou de ser o departamento que "escreve textos" para se tornar o setor que gerencia o maior ativo da empresa: a confiança do mercado. Sem essa ponte, a empresa permanece isolada em sua própria bolha, dependente de algoritmos cada vez mais imprevisíveis.
Em 2026, a verdade é o ativo mais caro. A assessoria de imprensa é quem garante que ela seja entregue ao público certo, no momento exato, com a autoridade necessária. A pergunta para o empresário moderno não é mais "quanto custa fazer assessoria?", mas "quanto custa ser irrelevante ou desacreditado em um mercado que não perdoa a falta de transparência?".
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