PPM: como a gestão de projetos evolui nas grandes empresas
Diante de um ambiente corporativo marcado por múltiplas frentes de atuação, restrições orçamentárias e pressão constante por resultados, grandes empresas têm buscado modelos mais estratégicos para gerir seus projetos. Nesse contexto, o PPM (Project Portfolio Management) surge como uma abordagem essencial ao permitir que organizações deixem de olhar projetos de forma isolada e passem a gerenciá-los como um portfólio alinhado ao método do negócio.
Dados do Project Management Institute (PMI) indicam que empresas com maturidade em gestão de portfólio conseguem concluir até 96% de seus projetos com sucesso, enquanto organizações com práticas menos estruturadas apresentam índices significativamente menores. O PPM contribui para esse resultado ao melhorar a priorização, reduzir desperdícios e otimizar o uso de recursos.
Para Carlos Felipe de Azevedo Castilho, especialista em TI e gestão de projetos, o principal valor do PPM está na tomada de decisão estratégica e na mudança de mentalidade organizacional. “O PPM permite que a empresa concentre esforços naquilo que realmente gera impacto. Em grandes organizações, onde há muitos projetos concorrendo por recursos, essa visão integrada é decisiva, visto que decisões mal priorizadas custam caro”, afirma.
Além do alinhamento, o PPM traz ganhos operacionais relevantes. O especialista aponta que a gestão centralizada oferece visibilidade em tempo real de prazos, custos e riscos, permitindo ajustes mais rápidos e mais previsibilidade. As ferramentas tecnológicas de PPM integram dados de diferentes áreas e apoiam decisões baseadas em indicadores, não em percepções subjetivas.
Castilho destaca que a tecnologia é um pilar do modelo. “Sem sistemas adequados, o PPM perde força. As plataformas transformam dados dispersos em informação estratégica para a liderança, fazendo com que as empresas consigam extrair ainda mais valor da gestão de portfólio”, explica.
Entretanto, apesar dos benefícios, a implementação do PPM exige mudança cultural e envolvimento da alta gestão. Segundo Castilho, o PPM não é apenas um processo técnico. A abordagem exige comprometimento executivo ao envolver, priorizar, redirecionar e, muitas vezes, encerrar projetos que não entregam valor.
Com o avanço de tecnologias como inteligência artificial e análises preditivas, o PPM tende a se tornar ainda mais estratégico e necessário para a sustentabilidade da empresa. “No futuro, não bastará entregar projetos no prazo, mas será essencial garantir que cada iniciativa esteja conectada aos objetivos do negócio”, conclui Carlos Felipe de Azevedo Castilho.
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