Acervo processual cai para 80,6 milhões, mas Judiciário mantém pressão e amplia uso de inteligência artificial
Segundo a Docato, a queda do acervo não elimina gargalos; grandes empresas ainda lidam com milhares de processos repetitivos e valores imobilizados em depósitos judiciais
A redução do acervo processual brasileiro para 80,6 milhões de casos pendentes ao fim de 2024, segundo dados recentes do DataJud/CNJ divulgados pelo STF, não tem se traduzido em alívio para os departamentos jurídicos corporativos. Mesmo com 94% dos processos já digitalizados, o cenário segue pressionando empresas que administram milhares de ações simultaneamente e precisam transformar o contencioso em um centro estratégico da empresa. Nesse contexto, cresce a adoção de inteligência artificial para dar suporte ao fluxo de defesa e fortalecer a governança de garantias judiciais, apontam especialistas da Docato, plataforma de IA generativa especializada em operações jurídicas corporativas.
De acordo com Cláudio Bernardo, sócio e Chief Revenue Officer (CRO) da Docato, o avanço não está ligado apenas à eficiência processual, mas ao impacto direto no caixa. “Grande parte das operações jurídicas ainda conduz etapas críticas de forma manual, mesmo em ambientes já digitalizados. Isso compromete o ritmo do contencioso e limita a capacidade de atuar com escala”, afirma.
O movimento de automação costuma começar pelo Fluxo de Defesa, especialmente em operações com alto volume e repetitividade. Nesses cenários, a IA tem sido aplicada para organizar os subsídios, consolidar os riscos do caso e padronizar as teses defensivas, seguindo diretrizes internas de cada empresa e elevando a qualidade técnica da contestação. “Quando a defesa passa a ser construída sobre subsídios completos, riscos consolidados e teses alinhadas, o jurídico atua com mais rigor técnico mesmo diante de grandes volumes e isso se reflete no êxito”, explica Cláudio.
Outro eixo em expansão é a governança das garantias judiciais, área sensível para grandes organizações. Entre os desafios mais frequentes estão depósitos não conciliados, divergências entre bases contábeis e processuais, ausência de comprovantes e fragilidades de auditoria. Em empresas de grande porte, a automação desse processo tem revelado valores significativos que permaneciam fora do radar. “A otimização contínua da frente de garantias não só libera capital imobilizado, como corrige distorções históricas e restabelece a trilha necessária para auditorias internas, externas e controles como o SOX”, completa.
Para Cláudio, a tendência deve se consolidar nos próximos anos, impulsionada pelo crescimento do mercado de tecnologia jurídica no país, que já reúne mais de 430 lawtechs e legaltechs mapeadas pela Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L). Com estruturas fragmentadas entre jurídico, financeiro, controladoria e bancos, empresas que operam em larga escala tendem a acelerar a adoção de IA não apenas por eficiência, mas pela necessidade de sustentação operacional e previsibilidade.
Sobre a Docato
A Docato é uma plataforma de inteligência artificial voltada para operações jurídicas de grandes empresas, que combina tecnologia e expertise jurídica para atuar em duas frentes estratégicas. A primeira é o Fluxo de Defesa, que abrange desde a captura do processo até a coleta de subsídios e a produção de pré-contestações com agentes de IA especializados, contribuindo para elevar a taxa de êxito processual. A segunda é a área de Garantias Judiciais, voltada à redução de valores imobilizados e ao aumento da previsibilidade financeira, por meio de uma governança estruturada sobre depósitos judiciais, bloqueios e apólices de seguro garantia. Para mais informações, acesse www.docato.com.br.
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