IA e inteligência humana no marketing: a estratégia que vai liderar 2026
Leandro Ferrari explica como os modelos híbridos entre tecnologia e sensibilidade estratégica são a base dos negócios digitais que querem se destacar no mercado atual.
A transformação digital entrará em um novo estágio em 2026, impulsionada pela crescente integração da inteligência artificial aos processos de marketing e criação de produtos digitais. Segundo estudo da McKinsey & Company, 90% das empresas líderes de crescimento já adotam ferramentas de IA em suas estratégias principais, mas apenas 23% combinam esses recursos com uma atuação humana estratégica e contextualizada, característica que é o verdadeiro diferencial competitivo do momento.
Nesse novo cenário, destaca-se a visão de Leandro Ferrari, estrategista digital e cofundador do grupo xFlow, responsável por mais de R$ 96 milhões em faturamento em lançamentos digitais. Especialista em modelos de crescimento escaláveis e previsíveis, Ferrari reforça que a tecnologia não substitui a experiência humana, mas sim a potencializa. “A IA entrega velocidade e volume, mas só gera valor quando guiada por quem entende de negócio. O algoritmo acerta mais quando a decisão é feita por alguém que domina o contexto.”
A fusão entre IA e sensibilidade analítica se tornou uma demanda central em lançamentos digitais, funis de vendas, campanhas de aquisição e produção de conteúdo. Ferramentas como ChatGPT, Midjourney, Notion AI e CRMs inteligentes são utilizadas em etapas que vão da criação de produto ao suporte, mas é o olhar humano que faz ajustes de rota, calibra narrativas e transforma dados em direção estratégica.
Ferrari observa que muitos players ainda erram ao esperar que a IA resolva sozinha os desafios de marketing. “IA sem inteligência humana vira automação cega. O que move os negócios é a leitura precisa das necessidades do cliente, da jornada emocional e do timing certo. Isso não é substituível por nenhum prompt”, afirma. Ele defende o uso da IA como uma espécie de copiloto, executando tarefas com rapidez, mas sempre com supervisão e decisão final por parte de quem entende de pessoas.
Outro ponto de atenção em 2026 é a personalização. Com a IA, é possível criar experiências mais segmentadas, adaptando ofertas e mensagens a diferentes perfis. No entanto, Ferrari alerta: “Não adianta personalizar a entrega e errar no tom. Só quem tem repertório estratégico consegue aplicar essa tecnologia sem soar genérico.”
O futuro dos produtos digitais passa, portanto, por uma combinação de dados, automação e julgamento humano. A tendência é que cada vez mais negócios busquem entender profundamente o comportamento do consumidor, para aplicar IA com responsabilidade, profundidade e propósito. “Quem dominar a sinergia entre razão e emoção, entre dado e decisão, vai liderar os próximos anos do marketing digital”, conclui Ferrari.
Com a rápida popularização das ferramentas de IA generativa, o risco agora é a banalização dos resultados. A diferença estará em quem souber utilizá-las como ferramentas e não como muletas. Em 2026, mais do que nunca, o que não pode ser automatizado continuará sendo o ativo mais valioso dos negócios digitais.
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