"Benefícios fantasmas" tornam o plano de saúde até três vezes mais caro, alerta especialista
Em janeiro, mês oficial de rever as contas, consultoria mostra que uso inteligente de tabelas coletivas é uma das saídas para blindar o orçamento em 2026.
Com a inflação médica (VCMH) projetada para superar novamente a inflação oficial do país, manter o plano de saúde tornou-se o grande desafio orçamentário das famílias e pequenos empresários neste início de ano. Porém, especialistas alertam: o problema muitas vezes não é apenas o reajuste anual, mas o "excesso de gordura" em contratos mal dimensionados.
A Acads, consultoria especializada em gestão de benefícios, alerta que grande parte dos consumidores mantém contratos defasados, pagando por serviços que não condizem com o perfil de uso atual.
O peso da escolha errada
Segundo Estefânia Portomeo, diretora da Acads, existe uma cultura de contratar o plano "mais completo possível" por segurança, o que gera custos desproporcionais."Vemos perfis jovens pagando planos com obstetrícia sem intenção de ter filhos ou famílias que não viajam pagando coberturas nacionais premium. Ao trocar por um plano de excelência regional, por exemplo, ou ajustar a acomodação para enfermaria, a redução de custo é imediata, mantendo o acesso aos mesmos hospitais de referência da cidade", explica.
Para ilustrar o impacto, a consultoria cita um caso recente atendido: um cliente empresarial pagava cerca de R$ 2.000,00 mensais em um plano nacional com reembolso, mas utilizava apenas a rede local. Ao migrar para um plano regional de primeira linha com coparticipação, a mensalidade caiu para pouco mais de R$ 600,00. Na prática, o contrato anterior custava três vezes mais devido a benefícios que não eram utilizados.
A chave do CNPJ e do diploma
Outro ponto cego abordado pela consultoria é a falta de enquadramento correto. Muitos profissionais liberais e autônomos desconhecem que, ao utilizar o CNPJ ou registro profissional, desbloqueiam o acesso a tabelas Empresariais (PME) ou Coletivas por Adesão. "Essas modalidades negociadas em grupo costumam ser muito mais competitivas do que os planos individuais. Se a família faz esse estudo de compatibilidade, a economia anual pode equivaler a mais de três mensalidades", detalha a especialista.
Três passos para "auditar" o plano de saúde:
- Geografia inteligente: se a sua vida acontece em determinada região, migrar de um plano Nacional para um modelo Regional derruba o preço da mensalidade, preservando o atendimento nos hospitais locais de ponta.
- A matemática da coparticipação: para perfis que usam o médico apenas para check-ups pontuais, o plano com coparticipação é financeiramente melhor. O valor fixo mensal reduzido compensa as pequenas taxas pagas apenas em caso de uso.
- Compra de carência: embora a portabilidade tenha regras específicas, muitas operadoras oferecem condições especiais de "compra de carência" para atrair clientes vindos da concorrência. Consultar uma assessoria especializada é o caminho seguro para verificar se pode haver troca de plano sem cumprir novos prazos de espera.
Sobre a Acads:
Com 26 anos de história, a Acads Central de Convênios é referência em consultoria de saúde e gestão de benefícios. Fundada com a missão de tornar a medicina privada acessível e proteger o patrimônio de famílias e empreendedores, a empresa administra hoje mais de 20 mil vidas com um atendimento que une inteligência de mercado e acolhimento humano.
Especialista em Planos Coletivos por Adesão e Empresariais, a Acads atua para democratizar o acesso à saúde de ponta, oferecendo soluções com preços justos e desburocratizados. Seu diferencial é o olhar consultivo: a equipe não apenas comercializa planos, mas analisa o momento de vida de cada cliente para indicar coberturas que evitem o endividamento e garantam segurança real em momentos de emergência.
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