Empreender em outro país: como a consultoria certa transforma o sonho em realidade
Empreender em outro país é, para muitos brasileiros, um sonho e também um desafio. O processo pode ser surpreendente e, ao mesmo tempo, muito árduo por conta da burocracia. Atualmente, não é mais possível pensar em imigração sem a correta assessoria e organização da documentação imigratória. São muitas as maneiras de empreender fora do seu país de origem, especialmente nos países norte-americanos, mas planejamento e orientação especializada se tornaram indispensáveis.
A busca por uma nova vida, especialmente em uma economia que não esteja calejada pela política, tem levado muitos brasileiros a buscarem a legalização internacional. Uma das maneiras mais rápidas e seguras de estruturar esse processo é através da abertura de franquias, já que uma franquia minimiza o risco de investimento e pode servir como ferramenta estratégica no projeto imigratório.
Para a validação de moradia fixa em outro país, é necessário escolher um investimento e provar que o mesmo irá movimentar a economia e gerar empregos na região em que for instalado. O administrador de empresas Fernando Gama Rahal, consultor de abertura de franquias internacionais, atua há mais de 20 anos na orientação de profissionais que desejam empreender no formato de franchising, modelo de negócio estruturado por meio de franquias.
Ele explica que todo tipo de atividade pode ser investido como um negócio no exterior, porém é preciso, antes de qualquer decisão, fazer uma boa leitura do mercado cultural entre o país de origem e aquele em que se almeja investir. “O maior desafio é fazer o empresário entender as diferenças de cultura e de mercado. Um negócio que rende muitos lucros no Brasil pode não dar o mesmo retorno em países norte-americanos e acabar no fracasso”, destaca.
O empresário, atualmente com moradia na Flórida, nos Estados Unidos, passou por uma trajetória pessoal e profissional que o ajudou a entender como orientar brasileiros interessados em empreender fora do país. Filho de professores, teve o início da sua carreira internacional através de um intercâmbio ainda na adolescência, por intermédio do Rotary Club, experiência que contribuiu para sua formação.
Ao longo desses anos, participou da abertura de importantes empresas no Brasil e no exterior, inclusive grandes franquias, como a Subway, Arbys e Good Pizza. “Eu trabalhei como consultor da Global, empresa responsável na época por levar a Subway para o Brasil. Pouco depois, atuei em parceria com o empresário norte-americano Stan Zukos para levar ao país a Good Pizza, modelo de pizza fast food onde a fatia é servida em um ou dois minutos, em uma caixa, e que deu muito certo em cidades de São Paulo”, conta o empresário.
O modelo de franquias, que já possui um formato de trabalho definido, é bastante indicado atualmente para brasileiros que desejam consolidar suas vidas em outros países. Isso porque se trata de uma modalidade em que o produto já foi testado e teve sua eficácia comprovada no mercado.
“Esse sistema já foi experimentado e existe, nesse modelo de franquias, uma legislação específica que protege os dois lados. Quando a franquia transfere a marca e o direito de usá-la, o empreendedor passa a contar com uma marca forte, aprende onde e como comprar, como reduzir desperdícios, como captar funcionários, além de ter acesso a um sistema de gerenciamento testado e normalmente automatizado”, definiu Rahal.
Abrir um negócio próprio em outro país pode levar, em média, seis meses com acompanhamento de uma consultoria especializada. Já a abertura de uma franquia, que também pode contribuir diretamente para a regularização do imigrante, é um processo mais rápido, além de seguro. Em muitos casos, é possível se estabilizar em até 90 dias.
No ano passado, o instituto Ipsos, em parceria com a Gi Group Holding, divulgou uma pesquisa que aponta o desejo de 70% dos entrevistados brasileiros de vivenciar uma experiência internacional.
A pesquisa também revelou que 63% dos participantes consideram atrativa a ideia de estabelecer sua carreira fora do Brasil. Empreender com um produto próprio também é possível, mas, muitas vezes, o empresário precisa fazer adaptações para que o produto se adeque à realidade do país em que se pretende empreender.
“Contratar uma empresa séria, que faça uma análise de mercado bem estruturada e teste o produto com eficácia antes da tomada de decisão, é fundamental. Já vi empresas grandes errando e gastando muito dinheiro por não levar em conta a cultura local. O público consumidor precisa aceitar o produto, e ele deve ser viável para que o negócio realmente dê certo”, completa o consultor.
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