Crimes em alta: roubos de celulares superam 390 mil registros em SP (Destaque)
Operação Big Mobile já apreendeu 38 mil aparelhos; Ciclic alerta para importância da prevenção e do seguro celular diante do avanço das quadrilhas
O roubo e furto de celulares segue em alta em São Paulo. Em 2025, o estado registrou mais de 390 mil boletins de ocorrência envolvendo subtração de aparelhos, segundo levantamento divulgado pela Polícia Civil. A análise identificou que a região da Santa Ifigênia, no centro da capital, permanece como o principal polo de receptação de celulares roubados logo após o crime.
Os dados embasaram a 4ª fase da Operação Big Mobile. A ação mirou pontos de venda em diversas cidades do estado, como Diadema, Santos, Praia Grande, Ribeirão Preto, Limeira e Taboão da Serra, e resultou na recuperação de mais de 15 mil aparelhos. Somando todas as fases, a operação já apreendeu 38 mil celulares, que serão periciados e devolvidos às vítimas quando possível.
Com o avanço das quadrilhas e a rápida circulação dos aparelhos no mercado paralelo, especialistas reforçam que o caminho para reduzir prejuízos passa por prevenção, resposta rápida e orientação adequada sobre o que fazer após um assalto. A Ciclic, empresa BB Seguros, que acompanha de perto a evolução desse tipo de crime por meio da sua base de clientes e atendimentos, reuniu uma série de orientações práticas para ajudar consumidores a agirem de forma segura e eficiente nos primeiros minutos após a subtração do aparelho.
O que fazer após ter o celular roubado
- Bloqueie o aparelho pelo sistema de rastreamento
Assim que perceber o roubo, o primeiro passo não é tentar localizar o aparelho fisicamente, mas usar as ferramentas de rastreamento para proteger seus dados. Tanto o Buscar iPhone (iOS) quanto o Encontrar meu Dispositivo (Android) permitem bloquear o celular de forma remota, ativar o modo perdido e, se necessário, apagar todas as informações do dispositivo. Esses recursos servem para impedir acesso a fotos, conversas, documentos e aplicativos sensíveis. Além de proteger sua privacidade, o bloqueio remoto reduz o valor do celular no mercado clandestino, dificultando a revenda e desestimulando a atuação de quadrilhas especializadas.
- Bloqueie contas bancárias e aplicativos sensíveis
Outro passo importante é agir rapidamente nas contas digitais. Criminosos costumam tentar acessar bancos, carteiras digitais, plataformas de delivery e redes sociais nos primeiros minutos após o roubo, quando ainda conseguem manusear o aparelho antes de qualquer bloqueio. Por isso, recomenda-se trocar senhas, desconectar sessões abertas em outros dispositivos e, quando possível, acionar o bloqueio temporário de aplicativos financeiros pelo próprio banco. Também vale revisar as configurações de autenticação em dois fatores para impedir acessos indevidos. Esses cuidados evitam que os criminosos movimentem dinheiro, façam compras ou até tentem aplicar golpes usando os dados da vítima.
Outra dica é manter suas senhas armazenadas em um local seguro, já que muitas pessoas deixam tudo salvo apenas no aparelho e, no momento do roubo, se veem impedidas de agir de forma rápida. Esses cuidados ajudam a evitar movimentações bancárias indevidas, compras não autorizadas e até tentativas de golpes usando as informações da vítima.
- Registre o boletim de ocorrência
Registrar o boletim de ocorrência continua sendo um passo indispensável. O B.O. formaliza o crime, permite que o aparelho seja incluído nos sistemas usados em operações como a Big Mobile e funciona como documento essencial para acionar o seguro. Além disso, é ele que viabiliza a devolução do celular caso ele seja recuperado pela polícia. O registro pode ser feito online, pelo site ou aplicativo da Polícia Civil, de forma simples e sem necessidade de deslocamento até uma delegacia.
- Bloqueie o IMEI com a operadora
O IMEI, uma espécie de “RG do celular”, também deve ser bloqueado o quanto antes após o roubo. Quando a operadora realiza esse bloqueio, o aparelho deixa de funcionar com qualquer chip, o que reduz drasticamente as chances de reativação clandestina. Isso diminui a atratividade do dispositivo para receptadores e ajuda a enfraquecer a cadeia de revenda ilegal. O número do IMEI pode ser encontrado na caixa do aparelho, na nota fiscal, nas configurações do dispositivo ou na conta da operadora. Como muita gente descarta a caixa após a compra, é importante anotar esse número em um local seguro ou salvá-lo em um documento fora do celular, para garantir acesso rápido em caso de emergência.
- Não tente recuperar o aparelho por conta própria
A Polícia Civil reforça que, apesar do impulso natural de tentar negociar ou reaver o celular com criminosos, essa é uma prática arriscada. Além de expor a vítima a novas situações de violência, ela pode atrapalhar investigações em andamento. Os dados da Big Mobile mostram que as quadrilhas são organizadas, atuam rapidamente e se espalham por diversas cidades. Diante disso, a orientação é sempre deixar a recuperação do aparelho a cargo das autoridades e focar nas medidas de segurança e documentação necessárias.
- Seguro celular se tornou essencial
Com quase 390 mil ocorrências registradas apenas em oito meses, o seguro celular passou a integrar o planejamento financeiro de quem vive em grandes centros urbanos. O alto valor dos smartphones, somado à rapidez com que criminosos desbloqueiam, revendem e enviam aparelhos para outras regiões, faz com que recuperar o prejuízo por conta própria seja cada vez mais improvável.
Nesse cenário, as corretoras digitais se tornam uma alternativa importante por oferecerem acesso simplificado à proteção. A Ciclic, por exemplo, trabalha com seguro celular que cobre roubo e furtos simples e qualificados, além de danos acidentais, como quedas, impactos ou contato com líquidos. A contratação é digital, com emissão imediata da apólice. A proposta, segundo a empresa, é oferecer segurança em um momento de perda inesperada.
- Prevenção ainda é a melhor estratégia
Mesmo com todas as medidas de resposta rápida, especialistas reforçam que a prevenção ainda é a forma mais eficiente de reduzir riscos. Evitar o uso do celular em locais de grande fluxo, como pontos de ônibus e esquinas, já diminui a exposição. Manter o aparelho guardado em bolsas ou pochetes voltadas para a frente também dificulta furtos. No campo digital, ativar a autenticação em dois fatores, manter o rastreamento ligado e manter backups atualizados ajudam a proteger dados e agilizam o bloqueio em caso de roubo. Outra dica é priorizar formas alternativas de pagamento, como cartões físicos, reduzindo a necessidade de sacar o celular em locais movimentados.
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