Tecnologia ajuda empresas a monitorarem irregularidades de fornecedores
Em meio aos casos de trabalho escravo cometidos por empresas terceirizadas, softwares como a Linkana são alternativas para que contratantes monitorem riscos reputacionais e operacionais que comprometem relações comerciais
Recentemente, graves denúncias de trabalho análogo à escravidão envolvendo empresas terceirizadas que prestavam serviços para vinícolas e fazendas de arroz no Rio Grande do Sul, além do festival Lollapalooza, em São Paulo, tomaram conta dos noticiários, acendendo a discussão sobre a importância de acompanhar de perto a cadeia de fornecimento para ajudar a erradicar esse tipo de violência.
É crescente o número de companhias que trabalham para se adequar aos critérios de governança ambiental, social e corporativa, que se encaixam nos conceitos de ESG, mas nem todas conseguem mapear efetivamente seus fornecedores. Diante desse desafio, a Linkana, primeira fundação de dados de fornecedores compartilhada da América Latina, oferece tecnologia para identificar de forma eficaz empresas que apresentem riscos.
Com mais de dois milhões de dados e informações coletadas, a plataforma opera para transformar a forma como os compradores tomam suas decisões de fornecimento, por meio de dados e tecnologia, impulsionando agendas de Diversidade & Inclusão e ESG em compras com insights proprietários, como o Linkana ESG Rating e a Certificação de Empresa Diversa.
Segundo Leo Cavalcanti, CEO da Linkana, é fundamental que as empresas monitorem suas relações comerciais, principalmente porque, no Brasil, as legislações ainda estão restritas ao âmbito trabalhista e não são tão rigorosas quanto às leis europeias sobre o tema.
“Grande parte das pessoas nem imagina, mas crimes como os ocorridos são um problema muito mais comum e generalizado do que se imagina. Infelizmente, a escravidão moderna é um problema real, global e complexo. A exigência e a implementação de processos de certificação independentes, combinadas às novas tecnologias de monitoramento e gestão de riscos de fornecedores, são as principais aliadas das corporações e empresas que querem eliminar esta prática de suas relações comerciais e processos produtivos", explica Cavalcanti.
De acordo com os últimos números publicados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Walk Free Foundation, grupo internacional de direitos humanos focado na erradicação do trabalho escravo, estima-se que mais de 40 milhões de pessoas vivam em alguma tipo de escravidão moderna. A maioria trabalha na limpeza de casas e apartamentos residenciais, na produção têxtil, na colheita de frutas, legumes e grãos, na pesca em alto mar, na extração de minerais, metais e minérios e no trabalho em grandes obras de construção e infraestrutura.
Sobre a Linkana
A Linkana (YC W20) é a primeira fundação de dados de fornecedores compartilhada do Brasil. Com uma base de centenas de milhares de perfis universais de fornecedores validados com dados comerciais, certificações, certidões, documentos e consultas públicas, a ferramenta otimiza ainda processos de cadastro, análise de risco, avaliação performance, identificação de diversidade e busca de novos fornecedores.
Recentemente selecionada para o programa Scale-Up Endeavor, o negócio já recebeu investimento da Y Combinator (W20), Plug and Play e Latitud e foi citado em rankings 100 Startups to Watch (2021) e Top 500 Latka Fastest Growing SaaS Companies (2022). Entre seus principais clientes estão grandes marcas, como Ambev, BASF, Nivea, Johnson & Johnson, Porto Seguro e Nubank. Na liderança da empresa estão os sócios Leo Cavalcanti (CEO), Cirdes Henrique (CTO) e Marcelo Abreu (CPO).
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