Diversidade melhora performance financeira das empresas, diz estudo
Para Erika Linhares, executiva especializada em soft skills em organizações, companhias têm o poder de contribuir para uma sociedade mais aberta, diversificada e inclusiva.
Pesquisa realizada pela consultoria McKinsey e divulgada pelo Valor Econômico mostrou que empresas latino-americanas mais abertas à diversidade de gênero, etnias e orientação sexual na percepção dos funcionários têm 55% maior probabilidade de ter performance financeira superior a outras da mesma área de atuação. Já entre as empresas com menor diversidade, o percentual cai para apenas 28,6%.
Nas companhias em que há mais diversidade nos cargos de CEO, vice-presidentes e diretores, há 54,8% de chance de terem melhor performance financeira enquanto nas demais o percentual é de 43,9%.
O levantamento analisou 700 empresas de capital aberto do Brasil, Chile, Peru, Argentina, Colômbia e Panamá, além de respostas de 3.900 funcionários de diversos níveis hierárquicos de 1.300 empresas da região, sendo 407 no Brasil.
Segundo Erika Linhares, executiva especializada em soft skills em empresas, pedagoga e palestrante, os locais de trabalho tendem a refletir a dinâmica sociocultural das vidas fora do trabalho, mas as empresas têm o poder transformador de mudar esse cenário e contribuir para uma sociedade mais aberta, diversificada e inclusiva.
"As empresas estão descobrindo que, ao apoiar e promover um local de trabalho diverso e inclusivo, estão obtendo benefícios que vão além da responsabilidade social. Elas melhoram seus desempenhos financeiros", diz Erika.
De acordo com ela, isso acontece porque a diversidade no local de trabalho traz uma grande vantagem para as empresas e seus funcionários: a capacidade de promover a inovação, a criatividade e a empatia de maneira que ambientes homogêneos raramente fazem.
"Pesquisas mostram que a diversidade traz maior lucratividade e criatividade, governança mais forte e melhores habilidades de solução de problemas. Funcionários com diversas formações trazem suas próprias perspectivas, ideias e experiências, ajudando a criar organizações resilientes, eficazes e que superam as que não investem na diversidade", explica.
Outro estudo do Boston Consulting Group constatou que empresas com alta diversidade em suas equipes têm receita 19% maior devido à inovação. "Essa descoberta é significativa para as empresas, pois, como sabemos, inovação é a chave do crescimento. Isso mostra que a diversidade não é só uma métrica a ser buscada, mas parte integrante de um negócio bem-sucedido de geração de receita", diz.
Para a especialista, não basta a diversidade nas empresas, mas também que elas desenvolvam a inclusão: "A diversidade é o primeiro passo, a inclusão é o segundo, garantir que todos tenham mesmas chances de desenvolvimento e promoção".
Sobre Erika Linhares: Executiva especializada em comportamento e cultura dentro de organizações, chegou a ser sacoleira aos 15 anos quando o pai, dono de uma imobiliária, perdeu tudo na década de 90. Trabalhou ainda na área pública na Prefeitura de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Depois de entrar na faculdade de pedagogia, começou a carreira no sistema privado aos 19 anos, ganhando R$ 350 reais como atendente de loja. Vinte anos depois, deixou o mercado corporativo como diretora nacional de uma das maiores empresas do Brasil para atuar como gestora de carreiras em sua empresa, a B-Have. Mais de 15 mil pessoas e 600 parceiros comerciais passaram pela gestão da executiva.
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