Saúde corporativa assume papel central na estratégia das empresas em 2026
Com avanço da saúde mental, doenças crônicas e uso de dados, cuidado com colaboradores deixa de ser operacional e passa a influenciar resultados financeiros
A saúde corporativa passa por uma transformação estrutural e irreversível impulsionada por dados, demografia e pressão econômica. O aumento contínuo dos custos assistenciais, o avanço de problemas de saúde mental e doenças crônicas em idade produtiva, tornaram visível o custo da inação.
O tema deixa de ser operacional e passa a integrar a agenda estratégica da alta liderança, com impacto direto em resultados financeiros, atração de talentos e sustentabilidade do negócio. Nesse cenário, Murilo Wadt, cofundador e diretor-geral da HealthBit, aponta tendências da saúde corporativa para 2026 e explica que empresas que ainda tratam o cuidado com seus colaboradores apenas como benefício ou centro de custo entram em desvantagem competitiva.
“Por muito tempo, a saúde foi empurrada para o plano de benefícios, negociada como despesa. Esse modelo está esgotado. O que vemos agora é uma mudança clara: saúde corporativa passa a ser um ativo estratégico do negócio”, afirma Wadt.
1. Problemas mais complexos e custo da inação cada vez maior
O avanço de questões como saúde mental, doenças crônicas em idades mais precoces, afastamentos recorrentes e queda de produtividade tornou o problema mais visível — e mensurável. A diferença em relação a anos anteriores é o volume e a qualidade dos dados disponíveis.
“Hoje, os dados assistenciais, ocupacionais e comportamentais mostram com clareza que não investir em cuidado estruturado custa mais caro do que agir. Em 2026, essa não será mais uma discussão conceitual, mas matemática”, destaca Wadt.
2. Dados e inteligência artificial deixam de ser suporte e viram motor de decisão
Se os últimos anos foram marcados pela organização das bases de dados em saúde, 2026 tende a consolidar o uso dessas informações como motor de decisão em escala. A inteligência artificial ganha protagonismo como ferramenta de eficiência e apoio à gestão, atuando em triagens, agendamentos, prevenção de fraudes e priorização de casos críticos.
“A IA não vem para substituir médicos ou o cuidado humano. Ela amplia capacidade, reduz desperdícios e melhora a gestão. Em pouco tempo, não será diferencial, mas pré-requisito”, explica o diretor.
Segundo o executivo, o verdadeiro diferencial competitivo estará na capacidade das empresas de integrar dados, tecnologia e pessoas sem perder qualidade no cuidado.
3. Modelo phygital ganha força e se consolida na saúde corporativa
Outro movimento relevante é a consolidação de modelos integrados de atenção à saúde. A Atenção Primária à Saúde (APS) segue como eixo central, mas adaptada à realidade de cada organização.
“O futuro da saúde corporativa é phygital. Em ambientes industriais, o cuidado presencial e as clínicas in company fazem mais sentido. Já em empresas com trabalho remoto, modelos digitais e híbridos ganham força. A pergunta deixa de ser ‘digital ou físico’ e passa a ser ‘onde o contato humano gera mais valor’”, afirma Wadt.
4. Saúde mental entra em fase de maturidade
A saúde mental permanece no centro das discussões, mas com uma abordagem mais madura e baseada em evidências. Programas genéricos e ações pontuais tendem a perder espaço para modelos estruturados, integrados à APS e conectados à liderança e ao ambiente de trabalho.
“Especialmente entre profissionais das gerações Z e Millennials, ficou claro que saúde mental não se resolve com iniciativas isoladas. Ela precisa fazer parte de um cuidado contínuo, mensurável e integrado”, pontua o diretor-geral da HealthBit.
5. Empresas assumem protagonismo e ampliam governança sobre o cuidado
Cresce também o interesse por modelos de autogestão e consórcios corporativos de saúde, nos quais empresas buscam mais previsibilidade, escala e governança sobre seus programas. No campo regulatório, o debate avança menos na tecnicidade e mais na geração de valor e impacto real, com normas como a NR-1 entrando no radar pela execução prática e não apenas pela obrigatoriedade.
Saúde como diferencial competitivo em 2026
Para Murilo Wadt, o divisor de águas está claro. “As empresas que liderarem em 2026 terão algo em comum: tratam saúde como ativo estratégico, usam dados para prevenir e não só reagir, equilibram tecnologia com cuidado humano e entendem que investir em saúde é investir em produtividade, marca empregadora e perenidade.”
O futuro da saúde corporativa já está em curso. E, nos próximos anos, o cuidado com as pessoas deixará definitivamente de ser uma área de apoio para se tornar um dos principais campos de decisão estratégica dentro das organizações.
Sobre Health Bit
A HealthBit é uma consultoria estratégica em gestão de saúde corporativa, focada em projetos de grande complexidade para os maiores players do mercado. Fundada em 2015 e parte do Grupo RaiaDrogasil desde 2021, a empresa combina tecnologia, análise de dados e expertise em gestão para aprimorar a saúde populacional e otimizar custos para empresas. Com mais de 1,8 milhão de vidas atendidas e mais de 300 projetos entregues, a HealthBit oferece soluções estratégicas para a tomada de decisão baseada em dados, incluindo softwares próprios, consultoria especializada, programas de saúde e serviços médicos. Grandes empresas como Vivo e Heineken confiam na HealthBit para transformar a gestão de saúde de seus colaboradores com eficiência e inovação. Para mais informações, acesse: https://www.healthbit.com.br/
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