47% das PMEs não possuíam nenhum tipo de plano para enfrentar a crise
Pesquisa realizada pela plataforma de busca e comparação de softwares Capterra revela que falta de preparo prévio está obrigando a maioria das empresas a investirem em novas ferramentas, seja para o trabalho remoto ou para a adaptação à chamada nova normalidade.
Quase a metade das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras não possuíam um plano de continuidade de negócios preparado para enfrentar a crise da Covid-19.
É o que mostra um estudo realizado pela plataforma de busca e comparação de softwares Capterra sobre a reação e os planos de investimentos em softwares das PMEs após a pandemia.
Para o estudo, o Capterra ouviu 409 trabalhadores de negócios com até 250 funcionários e de diversos setores de todo o país. Destes, 337 ocupavam cargos de gerência e com poder de decisão nas empresas em que atuam e 72 eram trabalhadores de nível júnior e intermediário, com restrição no poder de decisão.
Como resultado, a falta de preparação prévia está obrigando a maioria das empresas a colocar a mão no bolso para se readaptar às pressas à nova realidade pós-pandemia, segundo os dados levantados pelo Capterra.
De acordo com o estudo, 63% dos gerentes responsáveis pela compra de softwares das empresas consultadas afirmam que seus negócios terão de adotar novas ferramentas como resposta à Covid-19.
Os softwares mais buscados são os relacionados ao trabalho remoto, como programas de assistência remota e softwares de videoconferência, mas também aqueles ligados ao atendimento ao cliente e à adaptação dos negócios à chamada nova normalidade, como softwares de atendimento via chat, programas de e-commerce ou ferramentas de delivery.
Entre os gerentes que buscam novas ferramentas, apenas 12% afirmam já ter fechado a compra. A grande maioria ainda está buscando uma ferramenta que se encaixe às suas necessidades.
Diferenças entre gerentes e trabalhadores
O estudo aponta ainda uma diferença de percepção sobre a importância das novas ferramentas para a sobrevivência dos negócios pós-pandemia entre trabalhadores e tomadores de decisão de todas as PMEs consultadas.
Para os gestores, os softwares que a empresa considera comprar são vistos como essenciais para a sobrevivência dos negócios para 57% e extremamente essenciais para 35% dos consultados.
Já entre os trabalhadores, tais números caem para 43% e 32% dos consultados, respectivamente.
Os dados, portanto, mostram falhas dos gestores na hora de comunicar os trabalhadores sobre a importância desse tipo de investimentos como parte da estratégia da empresa no enfrentamento da crise.
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