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Avanços na Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Próstata

  • Sexta, 19 Novembro 2021 08:04
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Danielle Campos
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Novembro Azul: foco nos testes genéticos para detecção da predisposição e orientação terapêutica

O câncer de próstata é o câncer mais comum e a segunda maior causa de morte por câncer nos homens. Cerca de 1.201.619 novos casos e 335.643 óbitos são previstos no mundo pela doença.

No Brasil, a estimativa para 2021 é 66.000 casos novos e cerca de 16.000 óbitos (segundo tumor que mais mata os homens. O primeiro é o câncer de pulmão). É o segundo câncer mais comum no Brasil depois do câncer de mama (excluindo-se os cânceres de pele). Representa cerca de 4 em cada 10 cânceres que atingem a população masculina brasileira com mais de 50 anos de idade.

Problemas para urinar, sensação de que a bexiga não se esvazia completamente e sangue na urina são indícios que indicam um estádio avançado da doença. Dores ósseas, principalmente nas costas, sugerem a presença de metástases, fase em que a doença já é incurável. O diagnóstico sempre deve ser obtido antes que os sintomas surjam, para que o tratamento tenha altas chances de cura.

Vários estudos sugerem que maus hábitos alimentares, como uma dieta rica em gordura e proteína de origem animal de alimentos industrializados, enlatados, adocicados, embutidos artificialmente e conservados, elevam os índices de substâncias potencialmente cancerígenas no organismo, como a nitrosamina e o IGF, que é um fator similar à insulina, com propriedades estimuladoras do crescimento de células tumorais.

Taissa Müller, nutricionista do Lach, Laboratório e Clínica no Jardim Botânico, reforça que a obesidade e o sedentarismo igualmente elevam os riscos para a propensão da doença. “Uma dieta saudável, rica em verduras, legumes, frutas, grãos e peixes, além da prática regular de atividades físicas e manutenção do peso ideal são as principais medidas preventivas”, alerta a nutricionista.

Como “ferramenta” para o diagnóstico precoce e a redução da mortalidade estão opções de exame de rastreamento genético do câncer de próstata, as dosagens periódicas do PSA (antígeno prostático específico) e a realização do toque retal. Bárbara Pereira, biomédica responsável pelo setor de análises clínicas do Lach, laboratório e clínica no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, destaca que o rastreamento é responsável pelo declínio da mortalidade em determinadas áreas. As sociedades de Urologia Americana, Europeia e Brasileira indicam o rastreamento baseadas em estudos randomizados de grande porte e longo seguimento. “A recomendação atual é a de se individualizar a abordagem, realizando exames apenas em homens considerados de alto risco para desenvolver a doença. É aí que o rastreamento genético é importante ser realizado. Ou seja, os pacientes com chance de desenvolver a doença vão descobrir e se tratar precocemente, cercando-se de todos os exames disponíveis”, explica a especialista.

SOBRE A DOENÇA E O EXAME

Sabe-se que o principal fator de risco é hereditário e ocorre devido a mutações herdadas em genes como o BRCA-2 (menos frequentemente o BRCA-1, o TP53, o MLH1, o PMS2, o MSH6, o MSH2 e o HOXB13).

Estudos de grande porte demonstram que o câncer de próstata hereditário é responsável por até 13% dos casos e que nesta situação, tendem a ser mais agressivos e a surgir em idade mais jovem (abaixo dos 50 anos). O risco de câncer de próstata é 4 vezes maior nos portadores de mutação no gene BRCA-1 e 9 vezes maior nos portadores de mutação do gene BRCA-2.

O ideal é que se faça o teste genético primeiramente em um paciente que teve o câncer. Uma vez detectada uma mutação específica, esta alteração deve ser também pesquisada nos familiares consanguíneos, com vistas ao planejamento de um rastreamento ativo com dosagens seriadas de PSA e mesmo outros exames para a detecção precoce também dos demais tumores que compõem a síndrome, com início idealmente em idade abaixo dos 40 anos (recomenda-se o início do rastreamento na idade 5 anos abaixo daquela em que foi diagnosticado o câncer no familiar cujo diagnóstico ocorreu em idade mais jovem).


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