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Entenda como o mal-estar emocional pode desencadear problemas cardíacos

  • Terça, 26 Outubro 2021 18:43
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Luiza Maia
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Especialista do Hospital São José, de Teresópolis, aponta que o estresse é um fator de risco que está diretamente relacionado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares

Estresse libera hormônios que podem detonar o coração - Rádio Aratiba Am 900 de Aratiba - RS - Brasil

Para aqueles que buscam manter a saúde do coração em dia, a adoção de cuidados e medidas preventivas associados ao bem-estar físico não bastam, pois, segundo especialistas, a manutenção das funções essenciais do coração também depende do estado emocional do paciente. Dados da Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse Brasil, publicados em 2019, apontam que cerca de 72% da população brasileira economicamente ativa sofre de sintomas associados ao estresse, fenômeno que pode ter se agravado com o isolamento social.

Já um estudo publicado recentemente na revista científica Hipertensão, administrada pela Associação Americana do Coração, concluiu que o estresse exacerbado pode aumentar o risco frente ao desenvolvimento da hipertensão em até 31%, dentro de um prazo de 6 anos. Por isso, os cuidados relativos ao bem-estar emocional são essenciais para assegurar a saúde do sistema cardiovascular, principalmente em meio a pandemia, visto que aqueles com histórico associado a cardiopatias têm maior vulnerabilidade em relação à COVID-19.

Segundo a Dra. Mirna Ribeiro Vilela, cardiologista do Hospital São José, de Teresópolis, o estresse é um fator de risco relacionado ao desenvolvimento de várias doenças cardiovasculares, que podem trazer impactos a longo prazo na qualidade de vida, se não tratadas. “As repercussões geradas pelo estresse podem desencadear diversos sintomas, desde mal estar, cansaço, falta de ar e palpitações, a episódios de dor no peito, que chamamos de angina e, se persistentes, em alguns casos, pode até evoluir para o infarto agudo do miocárdio”, adiciona.

Atenção aos sintomas

A especialista aponta que existem alguns sintomas que podem indicar a presença de uma doença cardíaca resultante do agravamento do estresse. Um dos primeiros indícios a serem notados é o coração acelerado, condição conhecida como taquicardia. “Geralmente são episódios rápidos e abruptos, que iniciam e terminam de maneira espontânea, mas podem gerar sintomas associados como mal-estar, falta de ar e desconforto torácico”, ressalta a médica.

Psicólogo ou cardiologista - Qual profissional devo procurar?

No caso do surgimento dos sintomas citados, a procura por um especialista é essencial para assegurar um diagnóstico precoce. Mesmo assim, muitos podem se deparar com a seguinte dúvida: “Qual especialista é o mais adequado?”. A Dra. Mirna aponta que, o ideal é que o primeiro a ser consultado seja um cardiologista. “Este profissional irá fazer uma investigação com exames complementares para detectar a presença de alterações de origem cardíaca. Se tudo estiver dentro da normalidade, o paciente será encaminhado para uma abordagem complementar de outro profissional, seja ele psicólogo, psiquiatra ou de outra especialidade de acordo com o que for identificado nos exames e na avaliação clínica do médico

Síndrome do coração partido

Outra complicação de natureza cardíaca que está diretamente ligada a altos níveis de estresse é a Síndrome do Coração Partido, que é desencadeada após um grande abalo emocional que o paciente possa ter vivenciado, com sintomas que simulam quadro semelhante ao infarto agudo. “Essa síndrome é mais comum nas mulheres e o tratamento requer acompanhamento multidisciplinar, para garantir uma recuperação completa e eficaz. É impressionante como o estresse é capaz de gerar tanto alterações orgânicas como psicológicas no corpo humano. Por isso, é essencial dar tanta importância à manutenção da saúde mental quanto à saúde física”, completa.

Medidas preventivas

Existem diversas ações que podem ser adotadas para amenizar repercussões psicológicas e evitar que estas incitem o surgimento de problemas cardíacos. A especialista destaca que entre as principais medidas preventivas estão a manutenção de bons hábitos alimentares, uma boa qualidade do sono, a prática regular de exercícios físicos, o cuidado com a saúde mental com bons hábitos (meditação, boas leituras, etc.). “Todas estas ações, quando realizadas de maneira adequada e de forma equilibrada, podem contribuir para reduzir de forma expressiva o impacto do estresse sob o corpo e a mente. Mesmo para os indivíduos que as realizam de maneira rotineira, o agendamento de consultas periódicas com um especialista é extremamente importante para o mapeamento de eventuais sintomas” finaliza.


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