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Pró-Saúde discute tripé da sustentabilidade no segmento hospitalar

  • Segunda, 14 Junho 2021 11:17
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Comunicação – Pró-Saúde
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Em lives para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, entidade filantrópica abordou como os aspectos sociais, financeiros e ambientais podem ser trabalhados em unidades de saúde em prol da preservação ambiental

Prestar uma assistência segura, com processos ambientalmente corretos e financeiramente viáveis. Esse é o foco da operação da Pró-Saúde, uma das maiores entidades filantrópicas de gestão hospitalar do país, que possui declaradamente entre seus valores, a Sustentabilidade.

“Quando falamos em sustentabilidade, muitos associam à processos custosos, difíceis e trabalhosos, mas não é verdade. Com pequenas ações cotidianas podemos prevenir, deter e até mesmo reverter a degradação do meio ambiente. O retorno é sempre positivo, em todos os aspectos do tripé da sustentabilidade: social, econômico e ambiental”, ressaltou Cristiane Malta, analista de Sustentabilidade da Pró-Saúde.

Com presença em todas as regiões do país, desde grandes centros urbanos, até locais remotos em meio à floresta Amazônica, a instituição desenvolve em suas mais de 30 unidades gerenciadas, uma série de projetos ambientais com foco na redução dos impactos ambientais até a restauração do meio ambiente.

Parte destes projetos foi apresentado em duas lives realizadas nesta semana, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6). Os encontros, que aconteceram em ambiente digital, tiveram como temas centrais a “Restauração de Ecossistemas” e “Como o desequilíbrio do tripé da sustentabilidade pode impactar na saúde?”.

Entre os cases apresentados, está o trabalho desenvolvido nos Centros de Educação Infantil (CEIs), gerenciados pela entidade na zona Leste de São Paulo. Lá, ações como o uso consciente de recursos e materiais, cultivo de horta orgânica, aproveitamento integral dos alimentos e conscientização sobre o descarte de resíduos fazem parte da rotina das mais de 650 crianças, de zero a três anos, atendidas diariamente.

“Individualmente, essas ações podem parecer pequenas, mas enxergamos a real potência quando os pequenos replicam o aprendizado em suas casas. Nossas crianças têm um poder de transformação social, são multiplicadoras, e isso é muito significativo. De um em um, vamos transformando o olhar da nossa comunidade em relação à sustentabilidade”, enfatizou Nathalia Batista, coordenadora Pedagógica do CEI Lageado.

No âmbito hospitalar, o exemplo vem do Hospital Regional do Baixo Amazonas, localizado em Santarém, interior do Pará. Com o projeto “Agenda Inteligente”, a unidade conseguiu melhorar a utilização dos fármacos e reduzir as perdas, economizando mais de 13 mil frascos de medicamentos em apenas quatro anos.

“O projeto consiste na organização da agenda dos pacientes que utilizam determinados medicamentos para o mesmo dia, assim, os frascos abertos são utilizados em sua totalidade, sem desperdícios. É uma gestão eficiente, que permite atender mais pacientes com a mesma quantidade de recurso”, explica Sandrea Queiroz, gerente de Farmácia da unidade. Além da economia financeira gerada, há ainda uma redução significativa na geração de resíduos.

Tripé da Sustentabilidade

No segundo dia do encontro, foram escolhidos projetos que evidenciam cada parte do tripé da sustentabilidade. No âmbito social, temos o projeto “Capacitar para mudar”, do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua (PA). Com treinamentos técnicos, ações lúdicas e rondas de orientação, a unidade conseguiu reduzir em mais de 35% a quantidade de resíduos infectantes.

“Vai muito além da questão ambiental de geração de resíduos. Com o manejo e o descarte correto, temos menos riscos de acidentes com perfurocortantes e resíduos biológicos, dando mais segurança a todas as pessoas que atuam dentro da unidade”, declarou Amanda Mitoso, analista de Sustentabilidade do Hospital.

Já o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém (PA), destacou o aspecto ambiental, com o projeto “Semear”, que minimizou os danos ambientais causados pelo uso de papel na unidade. Até o momento, a quantidade economizada já é equivalente a 13 árvores preservadas.

“Estimulamos os setores a rever seus processos e reduzir o uso de folhas de sulfite, o que gerou uma economia significativa. Além disso, fizemos uma ação com a entrega de mudas de plantas e árvores, visando a compensação ambiental”, contou Jozadaque Souza, supervisor de Tecnologia da Informação na unidade e mentor do projeto.

Para completar o tripé, o lado financeiro foi representado pela iniciativa do Hospital Público Estadual Galileu, também na capital paraense, que durante a pandemia desenvolveu uma série de ideias para otimizar custos e garantir o abastecimento de alguns itens, com a produção de máscaras face-shield, capacetes de oxigênio e suportes para máscaras.

“Nossa unidade atuou como referência para atendimento de casos da Covid-19 em um momento em que o mercado de insumos apresentava escassez do insumo. Com a produção desses itens, garantimos, além da segurança de pacientes e colaboradores, a economia de recursos financeiros, que puderam ser direcionados para outras melhorias”, explicou Joabe Lopes, coordenador de Apoio da unidade.

As lives foram direcionadas para os 16 mil colaboradores da entidade, que puderam conhecer mais sobre o tema e os projetos desenvolvidos. “O Dia Mundial do Meio Ambiente é um convite para refletir nosso papel como ser humano para o meio ambiente. Não é necessário ser especialista na área para desenvolver ações sustentáveis, por isso, buscamos sempre capacitar e estimular nossos colaboradores, que atuam diariamente como multiplicadores dessa cultura”, complementou Beatriz Moura, especialista em Gestão Ambiental e supervisora no Hospital de Campanha do Hangar, em Belém.


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