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Pesquisa com 199 hospitais mostra os impactos da pandemia

  • Terça, 13 Outubro 2020 14:40
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Nani Moraes
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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· Estudo foi realizado a partir de 1.200 entrevistas, entre março e junho.

· Foram analisadas dimensões como finanças, segurança e recursos humanos.

· Instituições que não adotam padrões internacionais de gestão são as mais impactadas.

Uma pesquisa inédita desenvolvida pelo IQG Health Services Accreditation mostra os impactos da COVID-19 nas instituições de saúde brasileiras, entre os meses de março e junho. Foram avaliados 199 hospitais de todo o país, sendo 37 públicos 162 privados. O estudo indica a relação entre o modelo de gestão e a resiliência à crise. Instituições que não seguem padrões internacionais são as que mais sofreram no período.

Para o desenvolvimento do estudo, foi utilizada uma matriz de impacto no sistema de saúde desenvolvida pelo NHS, serviço nacional de saúde britânico. A matriz avalia risco institucional e foi adaptada à realidade brasileira. Foram analisadas 6 dimensões de impacto: objetivos do negócio ou planejamento estratégico, finanças, recursos humanos, segurança, comunicação e serviços.

Todos os hospitais foram avaliados em uma escala de 1 a 5, sendo 1 para o impacto mais baixo e 5 para o impacto mais alto, com danos catastróficos. A pontuação foi dada a partir da análise de dados fornecidos pelas próprias organizações, em mais de 1.200 entrevistas por telefone e 80 videoconferências. Foram ouvidos profissionais da área de Qualidade, Recursos Humanos, Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e Diretoria Administrativa e Técnica.

Resultados

Um ponto de atenção é que, diferente de outros tipos de crise, todas as dimensões nos hospitais foram impactadas de alguma forma. A média de impacto nos hospitais pesquisados foi de 2,63.

As médias mais altas são a dos impactos em segurança (2,95) e recursos humanos (2,89). Por estarem muito próximos do nível 3, esses valores apontam danos significativos à saúde psicológica, social e física de pacientes e colaboradores, como também impacto moderado no absenteísmo, turnover e capacitação das equipes. A saúde financeira das instituições também foi avaliada. Os danos nesse aspecto, apesar de mais baixos do que em outras dimensões, também lançam sinal de alerta, atingindo a casa de 2,52.

Em todas as dimensões, houve impacto menor nos hospitais que seguem padrões internacionais de gestão, conforme mostra o gráfico abaixo. Em relação à segurança, por exemplo. hospitais sem acreditação internacional têm média de 2,98, contra 2,86 daqueles que têm acreditação internacional. Na parte de recursos humanos, os valores são de 2,97 contra 2,6; no impacto financeiro, a diferença é ainda maior, 2,63 contra 2,33.

Os números evidenciam que os hospitais, de uma forma geral, precisam adaptar ou reinventar seus modelos de gestão frente à pandemia. “O sistema de saúde não será o mesmo após a pandemia. Os recursos financeiros serão mais escassos, os pacientes farão menos procedimentos, o foco em prevenção será ainda mais importante. Os hospitais brasileiros precisaram rever os seus modelos de negócio, ou correm o risco de não sobreviver no pós-pandemia”, explica o médico Rubens Covello, CEO do IQG.

Sobre o IQG

O IQG Health Services Accreditation é a maior acreditadora de Saúde da América Latina e a terceira maior do mundo. Seu portfolio ativo inclui mais de 750 instituições de saúde certificadas no Brasil.

Ao lado da Accreditation Canada e de outras acreditadoras, o IQG criou a aliança global Health Services Organization (HSO), em 2017. Por meio da HSO, desenvolve padrões, programas educativos e outras ações com o intuito melhorar a qualidade de serviços de saúde ao redor do mundo.

Como co-fundador da HSO, o IQG é o responsável exclusivo pelo desenvolvimento no Brasil dos padrões QMentum International. É também líder em acreditações pela metodologia nacional ONA há 20 anos consecutivos.

O IQG desenvolveu também o primeiro programa de segurança do paciente no Brasil. O PBSP – Programa Brasileiro de Segurança do Paciente é aberto à participação de qualquer instituição de saúde brasileira e hoje tem mais de 300 hospitais participantes.


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