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2 procedimentos não invasivos para tratar flacidez que surge após a cirurgia bariátrica

  • Sexta, 10 Janeiro 2020 17:42
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Guilherme Zanette
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Após grande perda de peso, como a que ocorre em pacientes que passaram pela cirurgia de redução de estômago, é comum a pele se tornar flácida, o que geralmente é corrigido através de cirurgias reparadoras. Mas, graças aos avanços da tecnologia, hoje já existem alternativas a este procedimento.

O número de indivíduos com obesidade vem aumentando a cada dia e, com isso, a quantidade de pacientes que procuram pela cirurgia bariátrica para perder peso também aumenta. Para se ter uma ideia, o número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil aumentou cerca de 47% entre 2012 e 2017, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). De acordo com o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), após uma grande perda de peso, pode surgir um excesso de pele em alguns locais do corpo, como abdômen, braços, pernas, seios e nádegas, que causa grande incômodo para os pacientes. “Além da questão estética, a pele que foi esticada pelo excesso de gordura e não voltou a contrair totalmente após o emagrecimento, pode levar a complicações, como dificuldade na movimentação e umidade nas dobras de pele que predispõe a infecções por fungos por exemplo”, explica o médico.

Nestes casos, geralmente é indicada a cirurgia reparadora, conhecida por muitos como cirurgia plástica pós-bariátrica. “Embora as cicatrizes em algumas áreas possam ser maiores, para essa paciente compensa em virtude do resultado da remoção da pele. Porém, para quem não deseja ou não tem condições físicas de ser submetido a uma cirurgia plástica, hoje já existem outros tratamentos para diminuir a flacidez que ocorre após uma grande perda de peso. É claro que o resultado não é o mesmo, mas dependendo do caso pode acontecer uma melhora interessante”, diz o médico. Confira as opções:

*Radiofrequência: “Através da emissão de ondas eletromagnéticas, a radiofrequência promove um aquecimento da pele e dos músculos, que, por sua vez, estimula a produção de fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela sustentação do tecido, além de provocar o aumento da circulação sanguínea no local. Dessa forma, o equipamento trata e previne a flacidez, tornando também a pele mais bonita e viçosa. Os resultados podem ser observados nos primeiros dias logo após a primeira sessão, mas, por ser progressivo, o ideal é que sejam realizadas de sete a 10 sessões, dependendo do grau da flacidez, com intervalos de duas semanas entre cada sessão”, afirma o médico.

*Ultrassom microfocado: “A técnica realiza disparos de ondas ultrassônicas que originam pontos de coagulação na pele, aquecendo as camadas mais profundas da derme, estimulando a retração e formação de colágeno e elastina e, logo, reduzindo a flacidez. Recomendado para tratar principalmente a flacidez na região da face e pescoço, o diferencial do equipamento é que, através de um sistema de geração de imagens por ultrassom, possibilita ao médico visualizar exatamente as camadas de tecidos que estão sendo tratadas, o que proporciona melhores resultados. Com sessões que duram cerca de uma hora, o procedimento não possui downtime e apresenta resultados expressivos após cerca de três meses.”

O médico enfatiza que os tratamentos não invasivos possuem maior eficácia em pessoas com flacidez de grau leve ou moderado. Nos casos em que a quantidade de pele após a perda de peso é grande demais, a recomendação é o tratamento cirúrgico. “O ideal então é que, antes de optar por qualquer tipo de procedimento, você converse com seu médico. Apenas ele poderá realizar uma avaliação e indicar o melhor tratamento para o seu caso”, finaliza o Dr. Mário.

MÁRIO FARINAZZO: cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da UNIFESP e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy™ e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine™ Annual Meetings. Foi coordenador da equipe de Cirurgia Plástica do Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Saboya-SP até junho 2019 e opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros. www.mariofarinazzo.com.br


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