SEGS Portal Nacional

Economia

Não sou bilionário, preciso me preocupar com a taxação dos super ricos?

  • Sexta, 05 Julho 2024 18:46
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rodrigo Almeida
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
  • Imprimir

A discussão sobre a taxação dos super ricos no Brasil tem ganhado cada vez mais destaque no cenário político e econômico. Mas se você não é bilionário, deve se preocupar com essa questão? Para responder a essa pergunta, o contador e mestre em negócio internacionais, André Charone, explica que é essencial entender os projetos que existem para a tributação dos mais ricos e os possíveis impactos que essa medida pode trazer para a economia e para o bolso dos mais humildes.

Projetos de Tributação dos Super Ricos no Brasil

Atualmente, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que visa a criação de um imposto sobre grandes fortunas (IGF). Esse imposto seria aplicado sobre patrimônios superiores a R$ 20 milhões, com alíquotas que variam de 0,5% a 1%. A ideia por trás desse projeto é aumentar a arrecadação do governo para financiar políticas públicas e reduzir a desigualdade social.

Além do IGF, há propostas para aumentar a alíquota do Imposto de Renda para pessoas físicas que possuem rendimentos anuais superiores a R$ 1 milhão, bem como a implementação de um imposto sobre heranças e doações com alíquotas mais elevadas para grandes valores.

Impactos para os Mais Humildes

De acordo com André Charone, contador tributarista e mestre em negócios internacionais, a taxação dos super ricos pode ter efeitos indiretos no bolso dos mais humildes. “Embora o objetivo seja reduzir a desigualdade, há o risco de que a medida acabe desincentivando investimentos no país. Os super ricos podem buscar formas de proteger seu patrimônio, transferindo recursos para o exterior ou investindo menos no Brasil, o que pode afetar o crescimento econômico e a geração de empregos”, explica Charone.

Experiências de Outros Países

Países como França, Suécia e Espanha já implementaram impostos sobre grandes fortunas e tiveram experiências variadas. A França, por exemplo, introduziu um imposto sobre grandes fortunas em 1982, mas acabou reformando a medida em 2017 devido à fuga de capitais e ao impacto negativo nos investimentos. Durante o período de vigência integral do imposto, estimou-se que cerca de 12 mil milionários deixaram o país, levando consigo um patrimônio significativo.

Na Suécia, o imposto sobre grandes fortunas foi abolido em 2007, após o governo concluir que o tributo não era eficiente e que estava incentivando a evasão fiscal e a saída de capital do país.

Por outro lado, a Espanha ainda mantém um imposto sobre grandes fortunas, mas enfrenta desafios semelhantes, com muitos ricos transferindo seus ativos para outros países da União Europeia.

Complexidade do tema

A taxação dos super ricos é um tema complexo e de grande importância para o debate sobre justiça fiscal e distribuição de renda. No entanto, é crucial considerar os possíveis efeitos colaterais dessa medida, especialmente em relação aos investimentos e ao crescimento econômico do país.

Como destaca André Charone, “é fundamental que qualquer política de tributação seja cuidadosamente analisada e implementada com medidas que minimizem os impactos negativos na economia, garantindo que o objetivo de redução da desigualdade seja realmente alcançado, sem prejudicar os mais vulneráveis.”

A discussão sobre a taxação dos super ricos continuará a ser relevante e merece atenção de todos, independentemente do nível de renda. Afinal, as políticas fiscais têm o poder de impactar a economia como um todo, influenciando direta e indiretamente a vida de todos os cidadãos.

Sobre o autor:

André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).

É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.

André lançou dois livros com o tema "Negócios de Nerd", que na primeira versão vendeu mais de 10 mil exemplares. Os livros trazem lições de gestão e contabilidade, baseados em desenhos e ícones da cultura pop.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+ECONOMIA ::

Fev 09, 2026 Economia

Carnaval exige atenção redobrada contra fraudes e furtos

Fev 06, 2026 Economia

O erro que faz muitos brasileiros perderem dinheiro com…

Fev 05, 2026 Economia

Entender a renda fixa ajuda a construir segurança…

Fev 04, 2026 Economia

FGTS pode facilitar acesso ao primeiro imóvel em um…

Fev 03, 2026 Economia

Disparada da Bolsa: como funciona o teto, como…

Jan 30, 2026 Economia

Criptomoedas terão novas regras no Brasil a partir de…

Jan 29, 2026 Economia

Reforma Tributária: 6 erros que já estão custando caro…

Jan 28, 2026 Economia

Porque 2026 promete ser um dos melhores anos para…

Jan 27, 2026 Economia

Receita Federal amplia monitoramento de gastos com…

Jan 26, 2026 Economia

Simples Nacional sobrevive à Reforma Tributária? O que…

Jan 26, 2026 Economia

Solana (SOL): o que é e como entender seu preço e seu…

Jan 23, 2026 Economia

Contas de início de ano: como organizar o orçamento e…

Jan 22, 2026 Economia

Início de 2026 marca novo ciclo com planejamentos…

Jan 21, 2026 Economia

Tributação de dividendos exige revisão do planejamento…

Jan 20, 2026 Economia

Mercado cripto inicia 2026 cauteloso e de olho na…

Jan 19, 2026 Economia

Investir em 2026 exige menos coragem e mais método para…

Mais ECONOMIA>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version