SEGS Portal Nacional

Agro

Com desafios, safrinha deste ano precisa de manejo estratégico

  • Quinta, 13 Março 2025 18:28
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Kassiana Bonissoni
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
  • Imprimir

Divulgação FertiSystem

 A segunda safra de milho no Brasil se consolida como peça-chave na produção nacional, mas enfrenta obstáculos climáticos e mercadológicos que vão exigir planejamento e ações eficientes

O milho safrinha representa atualmente cerca de 77% da área total de milho plantada no país, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Sua relevância é ainda mais evidente no Centro-Oeste brasileiro, que concentra a maior parte da produção. De acordo com o 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25 da Conab, estima-se que 122 milhões de toneladas do cereal sejam colhidos, um aumento de 5,5% em relação ao ciclo anterior. Especificamente para a segunda safra, a expectativa é de um crescimento de 6,4%, atingindo 96 milhões de toneladas.

No entanto, a safra de 2025, assim como os últimos anos, enfrenta desafios climáticos significativos, como chuvas irregulares e temperaturas elevadas que impactam o desenvolvimento das lavouras. Segundo Dauto Carpes, engenheiro agrônomo e especialista de marketing do produto e mercado da FertiSystem, essas oscilações exigem um planejamento estratégico para garantir uma produtividade estável.

O profissional destaca que as primeiras semanas de desenvolvimento da cultura são cruciais, pois fatores como luminosidade e disponibilidade hídrica influenciam diretamente o crescimento das plantas. “O milho safrinha entra em um período em que já houve uma extração de nutrientes pelo cultivo da soja. Por isso, é fundamental um manejo eficiente do solo e um planejamento nutricional adequado para garantir um crescimento equilibrado”, explica.

Além do clima, o sucesso também depende da escolha correta das cultivares e do manejo de pragas e doenças. Carpes ressalta que, ao selecionar híbridos de milho, o produtor precisa considerar a adaptação ao zoneamento climático de cada região, já que características como resistência a pragas e tolerância a estresses hídricos podem fazer a diferença na produtividade final. “Cada região tem sua particularidade. O milho cultivado no Sul, por exemplo, enfrenta temperaturas mais amenas no fim do ciclo, enquanto no Centro-Oeste o principal desafio é a redução da umidade do solo nos meses de outono”, detalha.

No quesito manejo, a adubação para o milho safrinha geralmente se baseia na reposição de nutrientes utilizados pela cultura anterior. Como a soja já deixou um residual no solo, os produtores costumam investir em uma reposição mais econômica, apenas complementando os nutrientes essenciais. O engenheiro agrônomo alerta para a necessidade de um monitoramento rigoroso das áreas plantadas, pois pragas como lagartas e percevejos podem comprometer a produtividade, caso não sejam controladas adequadamente nos estágios iniciais do desenvolvimento da planta. “O monitoramento diário da lavoura é fundamental, principalmente nos primeiros dias, quando a planta ainda é sensível. Se houver danos severos no ponto vegetativo, o milho pode não se recuperar”, afirma.

Importância econômica e perspectivas para 2025

Outro fator que impacta diretamente a rentabilidade do milho safrinha é o cenário econômico. Com a produção recorde dos Estados Unidos e oscilações no mercado internacional, o preço da commodity pode sofrer queda. O custo de produção também é uma preocupação crescente para os agricultores, já que os preços de insumos, especialmente fertilizantes, continuam elevados devido à valorização do dólar.

O especialista da FertiSystem observa que os produtores estão cautelosos com os investimentos, diante da baixa liquidez e da incerteza sobre os preços de venda. “O produtor rural está mais reticente em investir este ano, pois os preços da soja caíram e o milho safrinha precisa ser rentável para equilibrar os custos da lavoura”, finaliza.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+AGRO ::

Mar 24, 2026 Agro

Plataforma colaborativa transforma dados em decisões e…

Mar 23, 2026 Agro

Alta dos custos no campo abre espaço para revisão de…

Mar 20, 2026 Agro

Controle de Salmonella e exigências de mercados…

Mar 19, 2026 Agro

Belgo Arames apresenta soluções de cercamento para…

Mar 18, 2026 Agro

Irrigação, ESG e o futuro do agro: por que produzir…

Mar 17, 2026 Agro

Alta produtividade da cenoura no inverno aumenta oferta…

Mar 16, 2026 Agro

Agronegócio americano tem oportunidades para a…

Mar 13, 2026 Agro

Produtores brasileiros já são remunerados por práticas…

Mar 12, 2026 Agro

Quem está roubando o desempenho do rebanho?

Mar 11, 2026 Agro

Venda de fazenda arrendada não retira os direitos do…

Mar 10, 2026 Agro

Bioinsumos ganham espaço na produção de frutas e…

Mar 09, 2026 Agro

Prevenção de doenças do milho no momento certo pode…

Mar 06, 2026 Agro

Mercado de fertilizantes cresce quase 10% em 2025 e…

Mar 05, 2026 Agro

Com Brasil no topo da exportação de carne mundial,…

Mar 04, 2026 Agro

Tempo seco compromete canaviais e soluções biológicas…

Mar 03, 2026 Agro

Mastite no período chuvoso: como o contato com o barro…

Mais AGRO>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version