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Uso de biossoluções na nutrição animal para melhorar o desempenho de dietas com grãos da safra 2023 – 2024

  • Segunda, 22 Abril 2024 18:50
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Ricardo Maia
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Foto de Mark Stebnicki/Pexels

Utilização de enzimas contribui com a digestão de até 35% da fração de nutrientes não digeridos, permitindo um melhor aproveitamento dos ingredientes da ração

A safra 2023-2024 pode afetar o segmento de nutrição e saúde animal de monogástricos, como aves e suínos, tanto no quesito quantidade, quanto qualidade dos grãos. A utilização de enzimas, como protease e amilase pode contribuir para minimizar possíveis impactos, uma vez que auxiliam na digestão de até 35% dos nutrientes digeridos na alimentação das aves e dos suínos.

As últimas projeções divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a produção brasileira de grãos na safra 2023/24 já refletem o impacto negativo que as condições climáticas adversas - caracterizadas pelas chuvas mal distribuídas e as temperaturas elevadas – podem ter no potencial produtivo e qualidade das lavouras. O Brasil deve produzir 299,8 milhões de toneladas de grãos, 6,3% menos do que a safra passada. A produção de soja está prevista para 149,4 milhões de toneladas, uma diminuição de 3,4% em relação ao ciclo anterior. Já a produção de milho deve cair em 18,2 milhões de toneladas, atingindo 113,7 milhões, uma redução de 10,9% em relação à safra anterior.

“As características nutricionais dos grãos costumam variar conforme a região do cultivo e época do ano, entre as safras de verão e de inverno. Mas, neste momento, com o impacto adicional dos efeitos climáticos, que influenciam diretamente a qualidade dos nutrientes encontrados nos grãos, se faz necessário buscar alternativas ao produtor. Uma das formas de mitigar o impacto dessas variações é a utilização de enzimas no processo, aumentando assim a disponibilidade e absorção dos nutrientes.”, afirma Fernanda Frantz, gerente da divisão de Nutrição e Saúde Animal da Novonesis América Latina.

Todos os animais possuem suas enzimas endógenas para a digestão dos alimentos, sendo essas produzidas pelo próprio animal ou pelos microrganismos naturalmente presentes no intestino. Fernanda explica que o sistema digestivo dos animais não é completamente eficiente e que a digestão de suínos e aves é afetada, por exemplo, por fatores antinutricionais presentes nos ingredientes da ração. Além disso, em alguns casos, os animais podem não possuir as enzimas necessárias para degradar determinados componentes, o que pode comprometer os indicadores de performance. Estudos mostram que com o uso de enzimas é possível aumentar a digestibilidade da ração, resultando em maior ganho de peso e conversão alimentar.

A adição de enzimas específicas na ração já é uma prática comum e, nesses momentos, se torna essencial. Além disso, estudos mostram que a combinação de enzimas exógenas resulta em um efeito sinérgico, contribuindo ainda mais para o rendimento e da conversão alimentar. “Na utilização conjunta de fitases e proteases, por exemplo, as duas enzimas trabalham juntas para solubilizar os complexos de proteína e fitatos, presentes em substratos com soja e milho. O mesmo acontece com a combinação de protease e amilase: os grânulos de amido, presentes no milho, por exemplo, ficam envoltos por uma matriz proteica e, com a ação da protease sobre estas proteínas, o amido fica exposto para atuação da amilase”, esclarece Fernanda.

Em um exemplo prático, a adição de protease na ração de aves, como a ProAct 360TM da Aliança Novonesis e dsm-firmenich, aumenta a digestibilidade de aminoácidos em 3 a 6% e proporciona um acréscimo de pelo menos 25 kcal/kg na energia da dieta. Da mesma forma, a utilização de amilases, como a Ronozyme®HiStarch, melhora a absorção de energia do milho em dietas para suínos e frangos. Segundo Vitor Fascina, Gerente de Enzimas na dsm-firmenich, "Isso ocorre porque frangos de corte, nas fases de crescimento e final, apresentam quantidades insuficientes de amilase endógena frente ao alto consumo de ração e maior percentual de amido. Além disso, trabalhos científicos demonstram que a inclusão de amilase exógena melhora significativamente a digestibilidade de amido de lenta absorção e, consequentemente, aumento da liberação de energia. O resultado direto é a melhoria de desempenho das aves".

Benefícios que vão além da disponibilidade nutricional

O uso adequado de enzimas na alimentação dos monogástricos pode trazer benefícios que vão além de um aumento na eficiência digestiva desses animais. Ao reduzir a quantidade de nutrientes não digeridos, tem-se uma alteração positiva na da microbiota intestinal, resultando em um fortalecimento do sistema imunológico e melhor saúde intertinal. Como consequência dessa melhora, é possível observar a redução do teor de umidade e viscosidade das excretas, minimizando a incidência de cama úmida. No caso das aves, isso é crucial para auxiliar na prevenção de problemas de lesões nas patas, que afetam diretamente o bem-estar dos animais.

Esta redução também permite um benefício ambiental relevante, impactando positivamente as operações intensivas de aves em todo o mundo. Por exemplo, ao se utilizar 1000 FYT/kg de ração de fitase de quarta geração, HiPhorius™ (Novonesis/dsm-firmenich), em cada milhão de tonelada (MT) de ração - quantidade que alimenta cerca de 10 milhões de frangos de corte - as emissões de fósforo são reduzidas em 30 MT de equivalentes de PO4, enquanto as emissões de gases de efeito estufa (CH4, N2O, CO2) são reduzidas em 850 MT de CO2 equivalentes.

A suplementação enzimática reduz a variabilidade no valor nutritivo entre lotes de ingredientes, melhorando a precisão na formulação de rações, especialmente ao valorizar amostras de baixa qualidade nutricional impactadas por fatores climáticos na safra, como podemos observar atualmente. Adicionalmente, os benefícios das enzimas não se limitam apenas à melhoria na digestão de nutrientes, abrangendo implicações cruciais nas transformações em curso na produção avícola e suinocultura global, relacionadas ao ambiente, saúde intestinal, bem-estar dos animais e sustentabilidade.

Sobre a Novonesis

Novonesis é uma empresa global que lidera a era das biossoluções.

Ao alavancar o poder da microbiologia com a ciência, transformamos a maneira como o mundo produz, consome e vive. Em mais de 30 setores, nossas biossoluções já estão criando valor para milhares de clientes e beneficiando o planeta. Nossos 10.000 funcionários em todo o mundo trabalham em estreita colaboração com nossos parceiros e clientes para transformar os negócios com a biologia.


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