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Projeto inovador avalia o uso de biológicos no sistema soja-algodão

  • Segunda, 05 Dezembro 2022 18:42
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Dayane Pozzer
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Aplicação inicial com biofungicidas, ainda no vegetativo da soja, visando a proteção inicial das plantas - Projeto Biológicos no CAD Oeste da Fundação MT (Sapezal/MT)

Instalado em Sapezal/MT na safra 2022/23, o trabalho é conduzido pela Fundação MT e está se encaminhando para a sua terceira edição, com o objetivo de avaliar a performance de biocontroladores de pragas, doenças e nematoides nas duas culturas

A importante contribuição dos produtos biológicos na produção agrícola brasileira já está consolidada. Diferentes projeções apontam para o crescimento acentuado da indústria deste setor, bem como do interesse dos produtores rurais em utilizar essa ferramenta de manejo. Ciente do seu papel de contribuir para uma agricultura cada vez mais sustentável e rentável, através de informações de pesquisa que resultam do cenário de cada safra, a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) desenvolve há quase três anos o Projeto Biológicos.

Conduzido pela equipe do setor de Fitopatologia e Biológicos da instituição, o projeto foi idealizado na safra 2020/21 com a instalação de tratamentos no Centro de Aprendizado e Difusão (CAD) de Nova Mutum e Sapezal. Já no ciclo 2022/23, os trabalhos estão sendo realizados majoritariamente no CAD Oeste, em Sapezal, e tiveram início no dia 19 de outubro, com a semeadura da soja.

Os pesquisadores João Paulo Ascari e Karla Kudlawiec, integrantes da equipe, que também inclui a pesquisadora Mônica Müller, explicam os principais objetivos do projeto. Entre eles está o de avaliar a performance de produtos biológicos no controle de doenças, pragas e nematoides nas culturas da soja e algodão, assim como a contribuição dentro do manejo integrado. E com as informações elucidadas a cada safra, difundir aos produtores rurais as estratégias e seus resultados.

“Hoje, o controle de pragas e doenças, e principalmente no sistema soja-algodão, é bastante intensificado no uso de defensivos químicos, mas há outras alternativas disponíveis. O uso de biocontroladores é uma forma de alcançar mais sustentabilidade, incrementando o manejo já praticado, com resultados em produtividade satisfatórios ao produtor e com menor impacto ao meio ambiente”, destaca João Ascari.

Como funciona

Na edição 2022/23, participam da iniciativa duas empresas com o posicionamento de seus respectivos produtos, a Biocontrol e a Lallemand. O objetivo macro do projeto é reunir informações a partir de manejos que aliam aplicações químicas com biológicas e mostrar as diferentes opções de escolha disponíveis para o produtor”, destaca Karla Kudlawiec.

De forma multidisciplinar, a pesquisa inclui análise nematológica, da severidade de doenças que incidem na cultura avaliada, acompanhamento das infestações de pragas e resultados de produtividade.

Para a interpretação dos dados obtidos no campo, o setor de Data Science da Fundação MT, atualmente composto pelos pesquisadores Paulo Souza e Danilo dos Reis Cardoso Passos, desenvolveu uma Plataforma de Análise exclusiva para o projeto. São ferramentas para análises estatísticas robustas, que consideram a natureza de distribuição dos dados e relatório com resultados interativos.

Cada empresa participante tem acesso a quatro tratamentos – testemunha, padrão químico, manejo biológico e o manejo integrado, posicionando seus produtos apenas dentro do biológico e do integrado.

No padrão químico, foi feito o tratamento das sementes e na sequência estão programadas as aplicações foliares para doenças e pragas, conforme atingirem o nível de controle, e apenas o inoculante é um bioinsumo. No padrão biológico, também é feito o tratamento de sementes, o planejamento das aplicações foliares e a utilização do químico será facultada à necessidade ou não, dependendo do posicionamento do portfólio utilizado.

Já no integrado, o manejo químico será mantido (TS e aplicações foliares) e será adicionado o manejo biológico, com bionematicidas, bioinseticidas (conforme monitoramento da população de pragas) e biofungicidas. Para a parcela com a testemunha, é utilizado apenas o inoculante biológico no tratamento de sementes, sem executar o controle de pragas e doenças.

Após o término da safra de soja, o projeto continua durante a safrinha de algodão, com semeadura em Sapezal estimada para 25 de janeiro de 2023.

Expectativas, resultados e divulgação

Os pesquisadores acreditam que, nesta safra de soja, as doenças que mais podem estar presentes e serão alvo para os resultados da pesquisa são a mancha alvo e a cercosporiose. Entre as pragas, a expectativa é de maior pressão de lagartas, sugadores (percevejos) e mosca-branca.

Os dados de severidade, quais foram as doenças e pragas presentes, os possíveis nematoides da área e o resultado de produtividade do Projeto Biológicos serão apresentados nos eventos da Fundação MT. “Levaremos os dados para o Encontro Técnico Soja, Encontro Técnico Algodão, mas também nas rodadas com produtores e visitas técnicas. O relatório final também ficará disponível para a comunidade em geral através do aplicativo da Fundação MT”, pontuam os responsáveis.

Os especialistas ressaltam ainda que o intuito é desenvolver o projeto por mais tempo e, dessa forma, ter consistência de dados para serem divulgados aos produtores. “Cada safra é uma condição diferente, então precisamos trazer dados de várias safras e assim ter maior consistência nos resultados com materiais diferentes, cenários diferentes, e mostrar a viabilidade do uso dos biológicos”, finaliza João Ascari.

Para mais informações sobre o Projeto Biológicos na safra 2022/23, o contato pode ser feito com o pesquisador João Ascari, no e-mail .

Fundação MT: Criada em 1993, a instituição tem um importante papel no desenvolvimento da agricultura, servindo de suporte ao meio agrícola na missão de prover informação técnica, imparcial e confiável que oriente a tomada de decisão do produtor. A sede está situada em Rondonópolis-MT, contando com três laboratórios e casas de vegetação, seis Centros de Aprendizagem e Difusão (CAD) distribuídos pelo Estado nos municípios de Sapezal, Sorriso, Nova Mutum, Itiquira, Primavera do Leste com ponto de apoio em Campo Verde e Serra da Petrovina em Pedra Preta.


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