SEGS Portal Nacional

Agro

Rastreabilidade da proteína animal: a importância da tecnologia para conhecer as origens

  • Sexta, 24 Junho 2022 11:38
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rodrigo Masaia
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
  • Imprimir

*Valdemir Marques, diretor comercial de Large Enterprise da TOTVS

Para as próximas décadas, a tendência é que a população mundial continue crescendo, ainda que em ritmo menor. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a população mundial deve chegar a 8,5 bilhões de pessoas em 2030. Com um planeta cada vez mais povoado, é natural que aumente a demanda por uma necessidade trivial: o alimento. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o consumo mundial de carnes de origem animal aumentará cerca de 11% até 2027 - conjuntura promissora e positiva para o Brasil, que é o segundo maior produtor e o maior exportador de carne bovina do mundo, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

E, além do aumento da demanda, cresce também a preocupação da sociedade com o futuro do planeta, sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. O estudo “Visão 2030 - O Futuro da Agricultura Brasileira”, realizado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), aponta que uma das megatendências da agricultura brasileira nesta década é o protagonismo do consumidor, que passa a ser mais exigente e a buscar produtos com garantia de origem e processos de produção certificados. Atender a essa demanda do mercado e do consumidor significa também estar alinhado aos três pilares da agenda ESG: sustentabilidade, sociedade e governança.

Com esse cenário diante de nós, fica evidente que produtores rurais e toda a cadeia agroindustrial terão que aprimorar cada vez mais suas operações para aumentar sua produtividade e ao mesmo tempo atender a mercados cada vez mais exigentes. No caso da pecuária brasileira, por exemplo, as exportações ganham ainda mais relevância, trazendo junto uma maior preocupação com relação à procedência da proteína animal.

Desta forma, a rastreabilidade passa a ser um diferencial tanto para atender a legislações e medidas obrigatórias de países que importam do Brasil, como para informar um consumidor final cada vez mais atento. Quem compra o produto - seja o importador, no primeiro momento, ou quem se senta à mesa para comer - quer e precisa saber se aquele alimento veio de um produtor que respeita legislação ambiental e normas fitossanitárias e passou por processos agroindustriais regulamentados. Ter esse controle deixou de ser uma opção e se tornou uma necessidade.

Neste sentido, a tecnologia pode ser a maior aliada para auxiliar esses processos por meio da digitalização, conexão e inteligência de dados, que aumentam a produtividade e a rastreabilidade e tornam a cadeia produtiva mais sustentável e previsível, garantindo a procedência correta de todos os produtos e diminuindo riscos e perdas. Um exemplo de como isso pode ser colocado em prática “da porteira para fora” - ou seja, após a criação do animal, já na agroindústria - é a possibilidade de integração do parque de máquinas ao ERP, avanço trazido pela evolução da Indústria 4.0.

A disseminação da Internet das Coisas (IoT), por sua vez, permite maior automação dos processos produtivos, eliminando trabalhos manuais e mitigando eventuais erros. A tecnologia foi, inclusive, apontada como uma ferramenta com potencial para auxiliar o rastreamento da produção agropecuária no estudo “Potencialidades e Desafios do Agro 4.0”, realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em 2021. Isto porque, com toda a integração de dados, é possível ter à mão a origem da matéria-prima e insumos, todas as informações dos processos seguidos, do armazenamento e das embalagens. Tudo isso para que o produto esteja pronto para ser enviado para o consumo seguindo todas as demandas de órgãos brasileiros e internacionais, e do próprio consumidor, completando todo o ciclo produtivo, das fazendas às indústrias, de uma forma muito mais digital e transparente.

Numa sociedade cada vez mais conectada, informada e exigente, é natural que aumente também a preocupação com o que se consome, principalmente quando falamos de alimento. É papel do produtor e da agroindústria, em todas as etapas da cadeia produtiva, assegurar que suas práticas estão adequadas a um mindset sustentável, assim como escolher adequadamente seus fornecedores e exigir que todos sigam as mesmas boas práticas. Esse é um caminho sem volta, e a tecnologia já está à disposição para apoiar a evolução de quem está olhando para o presente e para o futuro do planeta.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+AGRO ::

Mar 26, 2026 Agro

Suplementar bovinos no período das águas vale a pena?

Mar 25, 2026 Agro

Corretivo de solo sustentável entra para o programa…

Mar 24, 2026 Agro

Plataforma colaborativa transforma dados em decisões e…

Mar 23, 2026 Agro

Alta dos custos no campo abre espaço para revisão de…

Mar 20, 2026 Agro

Controle de Salmonella e exigências de mercados…

Mar 19, 2026 Agro

Belgo Arames apresenta soluções de cercamento para…

Mar 18, 2026 Agro

Irrigação, ESG e o futuro do agro: por que produzir…

Mar 17, 2026 Agro

Alta produtividade da cenoura no inverno aumenta oferta…

Mar 16, 2026 Agro

Agronegócio americano tem oportunidades para a…

Mar 13, 2026 Agro

Produtores brasileiros já são remunerados por práticas…

Mar 12, 2026 Agro

Quem está roubando o desempenho do rebanho?

Mar 11, 2026 Agro

Venda de fazenda arrendada não retira os direitos do…

Mar 10, 2026 Agro

Bioinsumos ganham espaço na produção de frutas e…

Mar 09, 2026 Agro

Prevenção de doenças do milho no momento certo pode…

Mar 06, 2026 Agro

Mercado de fertilizantes cresce quase 10% em 2025 e…

Mar 05, 2026 Agro

Com Brasil no topo da exportação de carne mundial,…

Mais AGRO>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version