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Micoplasmose aviária – causas e consequências

  • Terça, 30 Novembro 2021 09:17
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Ana Caroline Carvalho
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
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Entenda por que o problema não pode ser negligenciado nas granjas

Um problema recorrente nos aviários e que vem crescendo de forma acelerada atualmente são as micoplasmoses. Descrita pela primeira vez pelo professor Sydney Dodd, do Royal Veterinary College, de Londres, em 1905, a doença foi denominada à época de pneumoenterite enzoótica, após diagnóstico em perus acometidos de problemas respiratórios.

Sinusite infecciosa dos perus, doença respiratória crônica (DRC) das galinhas e sinovite infecciosa são outras denominações conhecidas atualmente para caracterizar quadros infecciosos em aves acometidas por micoplasmas.

“Esses quadros infecciosos diagnosticados em galinhas e perus causam perdas econômicas importantes devido à queda na produção e na qualidade dos ovos, e, também pelo impacto na taxa de eclosão de ovos férteis, condenações ao abate e mortalidade na granja”, explica o médico-veterinário Antonio Neto, Assistente Técnico em Aves da Zoetis.

Dentre as 27 espécies de micoplasmas conhecidas até o momento com capacidade de infectar aves, as de maior importância para a avicultura industrial são Mycoplasma gallisepticum (MG), Mycoplasma synoviae (MS), Mycoplasma meleagridis (MM) e Mycoplasma iowae (MI). “O Mycoplasma gallisepticum e o Mycoplasma synoviae são os de maior relevância pelos significativos impactos econômicos”, diz Neto.

A transmissão da doença pode acontecer de forma horizontal e vertical. Aves saudáveis em contato direto com indivíduos doentes podem se contaminar por meio de secreções oronasais, ou até mesmo de pessoas e equipamentos carreando o microrganismo.

A transmissão vertical se dá pela contaminação do ovo no trato reprodutivo das aves e constitui o principal meio de disseminação para o MG. “Geralmente, observa-se que pintinhos infectados verticalmente pelo ovo desenvolvem infecção em torno de 6 a 10 dias de idade. Já pela transmissão horizontal percebe-se que são necessários de 15 a 21 dias para a observação dos primeiros sintomas”, informa o especialista.

De caráter crônico, as micoplasmoses normalmente acometem trato respiratório, articular, reprodutivo e uro-genitário das aves. As principais lesões observadas quando há infecções secundárias ao micoplasma são aerossaculite, pericardite, perihepatite e salpingite. “Todos esses quadros aumentam as condenações ao abate”, alerta o médico-veterinário.

Tratamento

À base de antibiótico, o tratamento não é suficiente para eliminar a infecção e erradicar o problema nas granjas.

Independentemente da droga escolhida, o tratamento deve estar sempre associado a uma série de medidas para controle do problema como monitoramento dos lotes, programa de vacinação assertivo, normas de biosseguridade, eliminação de aves portadoras e aquisição de aves livres da bactéria. “Esse controle integrado da doença diminui os sintomas clínicos nas aves e a transmissão vertical. Esse é um problema que não pode ser negligenciado nos planteis porque a resposta vacinal contra outros agentes é prejudicada em aves infectadas pelo micoplasma”, pontua Neto.

Vacina

Para a prevenção da micoplasmose aviária, a Zoetis conta em seu portfólio com a MG-BAC, única vacina inativada contra Mycoplasma gallisepticum do mercado.

Emulsionada em adjuvante oleoso, contendo a cepa R-980, esta vacina tem como indicações o uso em galinhas e perus a partir das 10 semanas de idade. “Esse diferencial competitivo possibilita um melhor desempenho zootécnico das aves, evidenciado sobretudo no aumento do número de ovos por ave alojada”, finaliza o especialista.

Sobre a Zoetis

Como empresa líder mundial em saúde animal, a Zoetis é movida por um propósito singular: fortalecer o mundo e a humanidade por meio da promoção do cuidado com os animais. Depois de quase 70 anos trazendo inovações na maneira de prever, prevenir, detectar e tratar doenças em animais, a Zoetis continua a apoiar aqueles que criam e cuidam de animais em todo o mundo – de pecuaristas a veterinários e tutores de animais de estimação. Todo o seu portfólio de medicamentos, vacinas, diagnósticos e tecnologias terapêuticas, e aproximadamente 11.300 funcionários fazem a diferença em mais de 100 países.

Em 2020, a Zoetis obteve um faturamento de US$ 6,7 bilhões.


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