SEGS Portal Nacional

Agro

Síndrome da Morte do Braquiarão pode gerar muitos prejuízos ao pecuarista

  • Quinta, 17 Junho 2021 18:26
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Kassiana Bonissoni
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
  • Imprimir

O problema é um dos principais responsáveis pela degradação de pastagens e pode comprometer diretamente o desempenho do gado a campo

Relativamente comum nas fazendas brasileiras, é a Síndrome da Morte do Capim-braquiarão que também é chamada de morte do braquiarão ou apenas (SMB). Sendo uma das principais responsáveis pela degradação de pastagens, além das perdas agronômicas no solo, o problema pode afetar outros capins além do braquiarão (Brachiaria brizantha cv. Marandu), como o BRS Piatã e MG-4 e ocasiona prejuízos expressivos nos pastos.

Começou a ocorrer no estado do Acre, a Síndrome também se espalhou pelo Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso e Tocantins, regiões que têm um regime intenso de chuvas, passando dos 2.100 mm anuais. Somado a isso, há solos mal drenados ou de baixa permeabilidade (compactados) que levam a alagamentos ou encharcamentos, reduzindo a oxigenação das raízes.

Segundo o engenheiro agrônomo, Guilherme Batalini, representante da Soesp - Sementes Oeste Paulista, o Marandu (braquiarão) apresenta baixa adaptação a solos encharcados e suscetibilidade ao ataque de fungos. “Como consequência, essa doença deixa as folhas amareladas e murchas (com aspecto de fenadas), resultando na mortalidade das touceiras. Normalmente observamos a manifestação dessa doença em reboleiras”, diz.

Na fase avançada dessa síndrome, as pastagens apresentam grandes áreas onde as plantas já morreram, sendo gradualmente ocupadas por invasoras. A ausência de uma intervenção precoce por parte do pecuarista pode resultar na degradação total da pastagem, sendo essa uma das principais consequências da SMB o que pode resultar em prejuízos irreversíveis.

Fatores agravantes

De acordo com o agrônomo da Soesp, estudos indicam que a síndrome da morte do braquiarão tem origem em alterações fisiológicas e morfológicas sofridas por esse capim, essencialmente quando ele é exposto a períodos de excesso de água no solo. Além disso, práticas inadequadas de manejo que levam à compactação são responsáveis pela ocorrência da síndrome. Elas podem alterar a drenagem natural dos solos, tornando-os mais suscetíveis a períodos intermitentes de encharcamento ou com muita água nos poros.

Dentre essas práticas, o estresse de manejo causado pela utilização de altas cargas animais é um dos mais importantes, pois, invariavelmente, levará à perda da produtividade e do vigor da pastagem. “Dessa forma, a falta de planejamento representa mais um dos muitos fatores que resultam em compactação dos solos com elevação da possibilidade de surgimento da síndrome na pastagem”, destaca o profissional.

Por fim, o efeito secundário de todo o processo de alagamento de áreas é o ataque de fungos fitopatogênicos de solo (Rhizoctonia, Fusarium e Pythium). Estes colonizam a base da planta, levando à sua morte. “Alterações no metabolismo do capim-marandu fazem com que este seja mais suscetível a estes fungos oportunistas, os quais, em outras condições, não teriam a capacidade de causar danos mais sérios à planta”, diz o agrônomo da Soesp.

Estratégias para manejo

Comprovadamente, ainda não existe uma solução direta para a SMB, e drenar o solo encharcado ou a aplicação de fungicidas são estratégias com baixa eficiência. A drenagem, além de trabalhosa, pode não ser totalmente eficiente, pois nem sempre a manifestação da síndrome ocorre em áreas de baixadas.

Além disso, o encharcamento pode se encontrar nas camadas de subsuperfície (0-40 cm), os implementos disponíveis no mercado não seriam capazes de melhorar o escoamento de água do solo. Já a aplicação de fungicidas nesta situação não é recomendada por ser economicamente inviável.

O melhor caminho para ajudar a solucionar esse problema é a substituição por cultivares mais adaptados a solos mal drenados e mais tolerantes à síndrome. Essa diversificação dá ao pecuarista maiores possibilidades de ganhos na atividade com a possibilidade de utilizar plantas com diferentes potenciais de produção, mais ou menos tolerantes ao ataque de insetos, à deficiência hídrica e ao ataque de fungos.

De acordo com Guilherme, para isso a Soesp, fornece sementes de Humidicola, Tanzânia, Mombaça, Massai e BRS Zuri, boas alternativas para substituir pastagens degradadas de capim-marandu. “Entretanto, é fundamental ressaltar que para que a implantação da nova pastagem seja mais assertiva, a escolha da planta forrageira deve ser feita com base em um bom diagnóstico da área”, afirma ele.

O segundo passo é o produtor atentar-se ao manejo, pois a pastagem caracteriza-se como uma cultura perene que precisa de cuidados e manutenção adequada. Uma planta saudável tem maiores chances de sobreviver aos ataques de pragas e doenças. “Com essas medidas, certamente a síndrome da morte do braquiarão estará longe das pastagens e a qualidade do capim se manterá a ponto de oferecer um bom pastejo aos animais”, finaliza o agrônomo.

Soesp – A Sementes Oeste Paulista está há 35 anos no mercado oferecendo sementes de pastagem. A empresa desenvolveu a tecnologia Soesp Advanced, um tratamento diferenciado no mercado, que traz diversos benefícios no plantio e estabelecimento do pasto, além de se adequar perfeitamente ao sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). 


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+AGRO ::

Mar 27, 2026 Agro

Manejo biológico impulsiona a produtividade do sorgo

Mar 26, 2026 Agro

Suplementar bovinos no período das águas vale a pena?

Mar 25, 2026 Agro

Corretivo de solo sustentável entra para o programa…

Mar 24, 2026 Agro

Plataforma colaborativa transforma dados em decisões e…

Mar 23, 2026 Agro

Alta dos custos no campo abre espaço para revisão de…

Mar 20, 2026 Agro

Controle de Salmonella e exigências de mercados…

Mar 19, 2026 Agro

Belgo Arames apresenta soluções de cercamento para…

Mar 18, 2026 Agro

Irrigação, ESG e o futuro do agro: por que produzir…

Mar 17, 2026 Agro

Alta produtividade da cenoura no inverno aumenta oferta…

Mar 16, 2026 Agro

Agronegócio americano tem oportunidades para a…

Mar 13, 2026 Agro

Produtores brasileiros já são remunerados por práticas…

Mar 12, 2026 Agro

Quem está roubando o desempenho do rebanho?

Mar 11, 2026 Agro

Venda de fazenda arrendada não retira os direitos do…

Mar 10, 2026 Agro

Bioinsumos ganham espaço na produção de frutas e…

Mar 09, 2026 Agro

Prevenção de doenças do milho no momento certo pode…

Mar 06, 2026 Agro

Mercado de fertilizantes cresce quase 10% em 2025 e…

Mais AGRO>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version