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Milheto é uma opção nutritiva e versátil para alimentação dos brasileiros

  • Quinta, 29 Outubro 2020 18:22
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Andre Moraes
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Grão é isento de glúten, possui alto teor de fibra alimentar e baixo índice glicêmico, características relevantes para pessoas que buscam se alimentar de forma saudável e equilibrada.

O milheto, cereal isento de glúten, com alto teor de fibra alimentar e baixo índice glicêmico, pode ser uma opção para diversificar a alimentação dos brasileiros, em especial, a dos celíacos e/ou sensíveis ao glúten. O grão possui menos carboidratos do que o milho e o arroz, além de ter maior teor de proteínas. O cereal é comumente usado na alimentação de humanos de vários países africanos e asiáticos e possui um grande potencial de crescimento no Brasil.

Segundo a pesquisadora e engenheira de alimentos Drª Amanda M. Dias Martins, o milheto é cultivado no Brasil há pelo menos 50 anos, contudo, sua cultura é apenas destinada à alimentação animal e à cobertura vegetal. Isto se deve principalmente ao desconhecimento dos brasileiros acerca do potencial nutricional e tecnológico deste cereal. “Grãos de milheto têm um grande potencial para serem consumidos pelos brasileiros, visto que são grãos isentos de glúten, apresentam teor proteico, lipídico e de fibras alimentares superiores aos grãos de arroz e milho. Além disso, possuem teor de aminoácidos essenciais (como por exemplo, leucina, isoleucina e lisina) superior a cereais tradicionais, como o trigo e centeio”, explica.

A cultura produz grãos de pequeno tamanho que podem ser moídos, polidos, germinados, fermentados e cozidos, oferecendo a possibilidade de produção de vários tipos de alimentos. A partir do processamento deste cereal, podem ser desenvolvidos variados alimentos como farinhas, biscoitos, salgadinhos, snacks, massas alimentícias e bebidas vegetais. “Pesquisas relatam que grãos de milheto também possuem propriedade hipoglicêmica, característica relevante e potencial para controle do peso e redução do risco de aparecimento de doenças crônicas, como diabetes tipo II”, afirma Dra. Amanda.

Sem glúten

Para pessoas celíacas, o milheto surge como uma opção interessante, já que não tem glúten e permite a produção de alimentos diversificados e nutritivos para esse tipo de dieta restritiva. A pesquisadora cita, como exemplo, que grãos de milheto polidos ou integrais podem ser usados como substitutos dos grãos de semolina, na preparação de cuscuz marroquino.

Em comparação com outros cereais sem glúten, como o arroz, o milho e o sorgo, o milheto oferece vantagens, por exemplo, teor proteico superior. O milheto possui teor de proteína de aproximadamente 12%.

Produção no Brasil

Apesar de não haver dados oficiais sobre o cultivo de milheto no Brasil, pesquisadores estimam que existam 5 milhões de hectares de áreas plantadas. Isso equivale aproximadamente ao território do Estado do Rio de Janeiro.

A pesquisadora declara que existem dois tipos de millet produzidos no país. São o proso millet (Panicum miliaceum L.), popularmente conhecido como painço, e a espécie pearl millet (Pennisetum glaucum L. R. Br), conhecida como milheto ou milheto–pérola, devido aos seus grãos terem formato perolado.

O milheto possui um grande potencial de crescimento no Brasil. Isso por ser uma planta já adaptada ao clima do Brasil e por possuir maior resistência ao calor e à seca, se comparado a outros cereais tradicionais. “E por ser uma planta bem resistente ao déficit hídrico e altas temperaturas, a cultura poderia ser cultivada em regiões pobres do semiárido nordestino, com objetivo de ser uma opção versátil e nutritiva, para alimentação dos agricultores e também de seus animais”, afirma Dra. Amanda.

No mundo, o milheto possui um cultivo muito forte em países como Índia, Senegal, Nigéria e China. Nesses locais, o grão é usado para compor a alimentação humana. Já no Brasil, ele é mais comumente destinado a compor rações de animais e como cobertura vegetal. Em nosso País, a produção de grãos de milheto está mais concentrada nos Estados do Mato Grosso, Goiás e Bahia, mas em outros Estados a área plantada vem crescendo todos os anos, de forma significativa.


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