SEGS Portal Nacional

Agro

Dia da Mulher Rural: agroindústria construída pelo ARISE transforma a vida de mulheres agricultoras

  • Quinta, 22 Outubro 2020 10:42
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Matheus Pandolfo
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
  • Imprimir

Fabricação de bolachas, cucas, pães e outros produtos melhora a autoestima e independência de 13 mulheres e contribui na prevenção ao trabalho infantil em Arroio do Tigre (RS)

“Um sonho que se transformou em realidade”, é assim que 13 mulheres do Distrito de Coloninha, Arroio do Tigre (RS), que integram a associação da Agroindústria Delícias da Colônia, descrevem a experiência de se transformarem em empreendedoras. É trabalhando com a fabricação de bolachas, cucas, pães e outros produtos que elas têm conseguido gerar mais renda para suas famílias, construir autonomia, fortalecer sua autoestima e desenvolver habilidades de venda, gestão, comunicação e marketing. A inciativa é fruto do programa Alcançando a Redução do Trabalho Infantil pelo Suporte à Educação (ARISE), da Japan Tobacco International (JTI) em parceria com a Winrock International e tem como objetivo reduzir a vulnerabilidade social e o trabalho infantil na comunidade.

O empreendimento, inaugurado no início de 2020, nasceu dos cursos de panificação oferecidos pelo ARISE às mães de alunos das escolas nas quais o programa oferece oficinas no contraturno das aulas regulares. Seu principal foco é promover a geração de renda às famílias, proporcionando melhores condições de vida e, dessa forma, evitar o trabalho infantil na comunidade. “Essa iniciativa faz parte do segundo pilar do programa que compreende que a pobreza é uma das causas principais do trabalho infantil e, por isso, elevar a renda das famílias é essencial para combatê-lo. Contudo, pelo relato das participantes, temos visto que os impactos são muito maiores. O trabalho na agroindústria tem possibilitado a essas mulheres uma nova compreensão sobre elas, suas capacidades e potenciais”, afirma a Supervisora de Projetos Sociais da JTI, Marinês Kittel.

Margarete dos Santos é uma das mulheres que integra a agroindústria. Para ela, essa oportunidade tem sido muito gratificante. “Eu fiquei muito feliz em trabalhar aqui, aprendi um monte de coisa que eu não sabia. É uma grande oportunidade, a gente prepara um monte de produtos, as pessoas vêm buscar, depois elogiam, é muito bom. Também é um crescimento pessoal sair de casa e da nossa rotina que é totalmente diferente”, relata. Já para Leila Brum, presidente da associação da agroindústria, a iniciativa tem conseguido melhorar sua habilidade de comunicação. “A agroindústria fez a gente aprender a dar entrevista, conversar melhor, a interagir mais com as pessoas. Isso foi ótimo, pois eu era mais fechada, mais quieta, tinha momentos de depressão e esse trabalho ajudou a tirar isso de mim”, conta.

Para Neusa Hubner de Castro, a agroindústria é a concretização de um projeto. “Sempre tive um sonho de ter uma cozinha na qual eu pudesse trabalhar e fazer meus doces e a agroindústria se transformou nele. Eu chego aqui e sinto que ela é minha cozinha, começo a trabalhar de manhã e quando vejo já é noite, sinto vontade de vir aqui todo dia”, afirma. Aos poucos, cada uma dessas mulheres também tem se tornado empreendedoras e precisam se deparar com novos desafios. “Estamos mais independentes para decidir o que vamos fazer, o que vamos comprar, se precisamos viajar etc. Já estamos procurando e entendendo onde sai mais barato adquirir o que a gente precisa e queremos logo poder vender mais”, conta.

As atividades na agroindústria têm sido feitas de forma escalonada e revezada. A partir de uma decisão coletiva, as mulheres se dividiram em três grupos que trabalham as sextas-feiras produzindo as encomendas realizadas ao longo da semana. Essa foi a solução encontrada para que todas possam participar das atividades e consigam desenvolver suas outras tarefas ao longo da semana. “Nós estamos conciliando o serviço de casa, da lavoura, e da agroindústria”, afirma Leila. E ressalta que elas também têm seguido os protocolos de distanciamento e prevenção ao coronavírus durante a fabricação dos produtos.

A pandemia, inclusive, acabou frustrando um pouco os planos delas, pois pensavam em participar de feiras, festas comunitárias e até fornecer alimentos para a merenda escolar, atividades interrompidas pelo risco de transmissão do vírus. Porém, isso não as desanimou. “A gente tinha planos maiores para a agroindústria, de divulgar, alcançar mais pessoas, conseguir vender mais, porém, veio essa situação. As encomendas são menores do que esperávamos, mas a gente não parou, estamos trabalhando, a comunidade tem se envolvido e comprado nossa produção. São pequenos passos, mas estamos avançando sem parar”, afirma Leila, ressaltando que elas têm conseguido tirar uma renda mensal a partir das vendas. A expectativa delas é de que com a retomada gradual das atividades novas oportunidades de crescimento e vendas surjam e que elas possam levar seus produtos cada vez mais longe. “Meu desejo é que a gente prospere, tenha mais encomendas e possa vir trabalhar aqui todo dia”, afirma Margarete.

Para elas, o suporte do ARISE tem sido fundamental ao desenvolvimento das atividades. “O programa abriu muitas oportunidades para nós, desde os cursos até a construção da agroindústria. Tenho muita gratidão”, ressalta Neusa. Outros atores e parceiros também têm contribuído para o trabalho do ARISE, como a Emater/RS, que presta assessoria relacionada ao fluxo de produção, documentação legal e normas que devem ser seguidas, e a Renove Jr., empresa júnior do curso de graduação de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Maria, que tem auxiliado na gestão da agroindústria.

Para o diretor de Assuntos Corporativos e Comunicação da JTI, Flavio Goulart, o projeto demonstra o potencial das mulheres do campo e sua capacidade de liderança. “Como dizia Dom Helder Câmara: ‘sonho que se sonha só é apenas um sonho. Sonho que se sonha junto é realidade’. E essa agroindústria foi um sonho que concretizamos juntos e seus impactos na vida dessas mulheres, na comunidade e na prevenção ao trabalho infantil têm demonstrado que foi a melhor decisão que poderíamos ter tomado. Tenho certeza de que elas irão cada vez mais longe”, afirma. Para ele, esse é um trabalho que, junto a outras iniciativas do ARISE e da JTI, melhora as condições de vida no campo e possibilita uma perspectiva de futuro mais próspero. “Fortalecer as mulheres agricultoras, suas famílias e comunidades por meio da diversificação das atividades, geração de renda e qualificação é essencial para a sustentabilidade do nosso negócio e, principalmente, da agricultura familiar. Pois só com esses fatores, aliados a um maior acesso à educação e a proteção da criança e do adolescente, vamos garantir uma próxima geração de trabalhadores rurais ainda mais qualificada, mais digna e mais próspera”, ressalta.

Série irá contar a história da agroindústria

A história da agroindústria Delícias da Colônia e das mulheres que integram o projeto será contada a partir do dia 15 de outubro, Dia da Mulher Rural, em uma série de vídeos divulgados na rede social do ARISE. O material busca resgatar o processo de constituição da associação e contar como o trabalho desenvolvido tem impactado na vida das sócias, da comunidade e na prevenção ao trabalho infantil na região. Para assistir, basta seguir o Facebook do programa.

Sobre a JTI

A Japan Tobacco International (JTI) é uma empresa internacional líder em tabaco e vaping, com operações em mais de 130 países. É proprietária global de Winston, segunda marca mais vendida do mundo, e de Camel fora dos EUA. Outras marcas globais incluem Mevius e LD. Também um dos principais players no mercado internacional de vaping e tabaco aquecido com as marcas Logic e Ploom. Com sede em Genebra, na Suíça, emprega mais de 45 mil pessoas e foi premiada com o Global Top Employer por cinco anos consecutivos. A JTI é membro do Japan Tobacco Group of Companies.

No Brasil, são mais de mil colaboradores em 11 Estados além do Distrito Federal. A operação contempla a produção de tabaco – por meio de 11 mil produtores integrados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – compra, processamento e exportação de tabaco, fabricação, venda e distribuição de cigarros em 16 Estados do Brasil. As marcas comercializadas são Winston e Camel, esta última também exportada para a Bolívia. Em 2018 e 2019, a JTI foi reconhecida como Top Employer Brasil.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+AGRO ::

Fev 06, 2026 Agro

Cuidar do solo é prioridade estratégica: por que a…

Fev 05, 2026 Agro

Obrigatoriedade do CNPJ para produtores rurais em todo…

Fev 04, 2026 Agro

Transformar plantações de café em "floresta" derruba…

Fev 03, 2026 Agro

Avanço dos biodefensivos consolida nova fase do manejo…

Fev 02, 2026 Agro

Lindsay lança no Brasil pneu radial não direcional para…

Fev 02, 2026 Agro

Reforma tributária traz mudanças relevantes para as…

Jan 30, 2026 Agro

Expoinel Minas 2026 abre o calendário de exposições…

Jan 29, 2026 Agro

Suínos não engordam, adoecem e se reproduzem mal? Pode…

Jan 28, 2026 Agro

Programa de boas práticas incentiva o bem-estar animal…

Jan 27, 2026 Agro

Uso de dados e IA chega à suinocultura brasileira e…

Jan 26, 2026 Agro

Resposta para a suinocultura de qualidade está na saúde…

Jan 23, 2026 Agro

Raça Girolando bate três recordes de registros

Jan 22, 2026 Agro

Manejo integrado da soja prolonga controle de pragas e…

Jan 21, 2026 Agro

Altas temperaturas elevam riscos sanitários e reforçam…

Jan 20, 2026 Agro

Planejamento correto da silagem garante alimentação do…

Jan 19, 2026 Agro

Cuidados com as fêmeas suínas na lactação: o impacto do…

Mais AGRO>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version