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Os desafios da pecuária nacional

  • Sexta, 03 Julho 2020 10:44
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  S. Cristina Arinelli
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
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* Por Alysson Polzonoff

O perfil do pecuarista tem mudado, rapidamente, nos últimos anos. Com as novas tecnologias, o homem do campo está mais conectado e a pecuária avançou no quesito tecnificação. Ferramentas como Inteligência Artificial, geolocalização, comunicação por mensagens instantâneas, aplicativos, sistemas de gestão e até alternativas para o uso de antibióticos como promotores de crescimento, ou seja, produtos mais naturais, fazem mais parte do dia a dia das fazendas.

O resultado: estamos atendendo às exigências do consumidor, que quer uma carne com excelente qualidade. Isso é possível porque a pecuária de precisão avança nos solos brasileiros. Informações e dados sobre clima, peso dos animais, saúde do solo, entre outros pontos importantes, estão conectados e sincronizados. Dessa forma, o produtor pode tomar as decisões de forma mais assertiva, o que coloca o Brasil num patamar bastante competitivo internacionalmente.

Se fizermos um comparativo na forma como a agropecuária era vista, poderemos perceber uma grande diferença. Basta lembrar as propagandas a respeito do campo, veiculadas com um intervalo de 38 anos. Em 1979, falava-se em êxodo rural. Naquela época, a campanha de marketing tinha como mote ‘Quando o campo é pobre, a esperança vem morrer na cidade’, enquanto hoje temos “Agro – a indústria-riqueza do Brasil”, a campanha veiculada pela Rede Globo de Televisão que diz que ‘agro é pop, agro é tech, agro é tudo’.

Segundo a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), em sua sétima edição da Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, em 1994, o PIB Agropecuário foi de US$ 35 milhões. Em 2016, o valor foi de US$ 1,8 trilhão. O reflexo dessa expansão é a transformação do perfil do produtor. Neste sentido, o estudo da ABMRA revela que a idade média dos produtores hoje é de 46,5 anos – 3,1% menor em relação ao estudo feito em 2013 e que 21% deles têm curso superior.

Isso significa que há um interesse da nova geração em fazer parte da gestão da propriedade rural. Outro dado interessante refere-se à presença das mulheres em funções de decisão nos empreendimentos rurais. Hoje, 1/3 (31%) das propriedades apresentam mulheres no gerenciamento e, ainda de acordo com o estudo, 81% consideram a participação das mulheres vital ou muito importante.

Para se ter uma ideia do avanço tecnológico na agropecuária, a Embrapa e outras instituições do SNPA (Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária) já desenvolveram tecnologias que ajudam a solucionar parte dos problemas apontados pelos técnicos e produtores. Uma das soluções é o desenvolvimento e recomendação de cultivares para condições específicas.

Segundo a Associação Nacional da Pecuária Intensiva, dos 30 milhões de bois abatidos por ano no País, 5 milhões são confinados e 50% desses ganham peso com uso de alta tecnologia, movimento que cresceu nos últimos três anos. O rebanho bovino brasileiro é também o segundo maior do mundo, com mais de 213 milhões de animais, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE de 2018. E o Brasil pretende aumentar a produção nacional. A meta é sair de 9 para 12 milhões de toneladas anuais de carcaça, o que significa passar pela reforma de 30 milhões de hectares de pastagens degradadas, enquanto que as pastagens – segundo especialistas – já ocupam quase 25% do território do país.

Para avançarmos ainda mais, não podemos deixar de destacar a evolução dos aditivos naturais que melhoram o desempenho animal. Hoje, já é possível, por exemplo, encontrar no mercado produtos que geram grandes benefícios para os animais, já que são fabricados com algas ricas em nutrientes altamente disponíveis que possuem cerca de 70 elementos balanceados (minerais, aminoácidos e polissacarídeos), grandes aliados da proteína animal de excelente qualidade.

O impacto no gado é imediato: aumento na produção de leite, rúmen mais saudável, melhora no ganho de peso e elevado bem-estar animal, entre outros benefícios.

Ganha o pecuarista, que terá um rebanho de ponta. Ganha a sociedade brasileira, que terá um produto final de melhor qualidade e de elevada propriedade nutricional.

* Alysson Polzonoff, é médico-veterinário e diretor comercial da Oceana para o segmento de Nutrição Animal.


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