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Manejo de pastagem: veja quais são os cuidados e recomendações para o período das águas

  • Quarta, 05 Fevereiro 2020 12:07
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Camila Lopes
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
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Por Samea Moraes Cabral, zootecnista e desenvolvedora tecnológica da Barenbrug do Brasil

Durante a estação chuvosa a grande disponibilidade de forragem pode favorecer os ganhos de produtividade dentro da porteira. Contudo, para atingir melhor performance, é preciso entender como podemos potencializar os ganhos. Esta estratégia é possível por meio do correto manejo das pastagens que, de forma bem objetiva, é permitir que os animais colham um alimento mais digestível e com maior valor nutritivo. É a solução para maior aproveitamento do potencial da forrageira de acordo com o seu ciclo produtivo, sem prejudicar o seu reestabelecimento e sua perenidade.

É interessante deixar claro que não adianta ter alta produção se não houver uma boa colheita. Uma vez criada uma condição de alta produção de forragem é necessária ter uma colheita eficiente; isto trará como resultado um melhor desempenho animal, gerando maiores produções tanto de @/ha como de kg de leite.

Atenção aos cuidados necessários para o adequado manejo de pastagem

Deve-se ter alguns cuidados com relação ao manejo das pastagens durante o período chuvoso. Após o estabelecimento da pastagem é preciso saber o momento ideal de entrada e saída dos animais. Então, qual o momento certo para iniciar o primeiro pastejo?

É indicado que o primeiro pastejo seja feito com animais mais leves para que estes façam o desponte da forrageira com o intuito de estabelecer o sistema radicular e estimular o perfilhamento, que promove a longevidade da planta. A recomendação de altura de entrada e de saída, ou de manutenção, no caso de manejo de pastejo contínuo, varia de acordo com cada cultivar específica e é fundamental que seja levada em consideração essa recomendação.

Alguns produtores - de maneira errônea - preferem esperar a forrageira florescer para fazer o primeiro pastejo. De maneira geral, essa não é a recomendação para nenhuma cultivar existente no mercado, pois, no momento do florescimento, a altura encontra-se ultrapassada, proporcionando maior quantidade de colmos em relação a quantidade de folhas e menor densidade de perfilhos, o que pode prejudicar a perenidade da pastagem e sua produção subsequente. Com o avanço da maturidade da planta, decresce o nível de proteína, aumenta a quantidade de fibra e reduz a digestibilidade.

Mesmo em um cenário com boa oferta de forragem é necessário fazer o correto ajuste da lotação de acordo com a capacidade de suporte ideal para cada área. Nesse sentido, pastagens bem divididas e mantidas sob pastejo rotativo asseguram maior aproveitamento das forragens, uma vez que, cada piquete terá um período de descanso em que os animais não estarão pastejando e isso evita que as novas folhas sejam selecionadas e consumidas pelos animais, promovendo uma rebrota vigorosa reconstituindo a estrutura da planta, ficando disponível mais rápido para o próximo pastejo e reduzindo a degradação da pastagem.

Veja como fazer o adequado manejo de pastagem em pastos muito grandes

O dimensionamento dos pastos é muito importante, pois pastos muito grandes contribuem para o consumo irregular de forragem e resulta em desuniformidade. Os pastos devem estar bem divididos, de forma que os cochos e bebedouros não fiquem muito distantes, e isso evita o gasto de energia por parte dos animais. A distância entre o cocho e o fundo do pasto deve estar entre 250 a 300 metros no máximo. De modo geral, pastos mal dimensionados, podem ocasionar tanto o subpastejo como o superpastejo - em nenhum dos dois casos isso é benéfico.

O subpastejo promove desperdício de forragem, desuniformidade das plantas e acamamento; no superpastejo os animais acabam por consumir mais do que é esperado, deixando o resíduo da planta muito baixo, o que chamamos de “pasto rapado” que causa prejuízo à rebrotação da forrageira e dá espaço para o surgimento de invasoras. Tanto a sobra de pasto, quanto a falta levam à degradação das pastagens.

Para o produtor que busca fazer pecuária de ciclo curto, com vista à redução da idade de abate, a suplementação surge como um recurso que também pode ser utilizado durante a estação chuvosa para animais em sistema de pastejo, na tentativa de potencializar o desempenho tendo como finalidade permitir ganhos de peso adicionais, aumento do consumo de nutrientes e aumento da digestibilidade da dieta, que muitas vezes apenas com o consumo da suplementação mineral e da forragem não seriam alcançados. Para tanto, na utilização dessa ferramenta é indispensável o auxílio de um técnico especializado na área, para avaliar o perfil e a necessidade de cada propriedade separadamente.

É certo que, o adequado manejo das pastagens, aliado a estratégias de suplementação irá proporcionar melhor aproveitamento das áreas e maior rentabilidade à atividade, e o produtor deve estar atento às recomendações para escolher a melhor estratégia apropriada à sua realidade.

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Sobre a Barenbrug do Brasil

A Barenbrug do Brasil é afiliada ao Royal Barenbrug Group, empresa familiar de quarta geração, pioneira e líder mundial no segmento de sementes forrageiras. Com mais de 800 funcionários, em mais de 20 países e cinco continentes, a missão da Barenbrug é incrementar a produtividade animal, ajudando a alimentar o mundo, além de aumentar o bem-estar em espaços verdes ao redor do mundo. No Brasil, somos especializados no melhoramento genético, na produção e no tratamento de sementes forrageiras para o Agronegócio e oferecemos ao setor soluções e cultivares de alto potencial produtivo. Para mais informações, acesse: www.barenbrug.com.br.


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