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IA passa a "antecipar" riscos psicossociais e ajudar empresas a se adequarem à NR-1 antes do início da fiscalização

  • Sexta, 06 Fevereiro 2026 18:42
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Karina Leite
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Especialistas alertam que o não mapeamento desses riscos pode gerar passivos trabalhistas, afastamentos e perda de produtividade

Janeiro costuma começar com energia alta, metas no papel e promessas de virada. Mas fevereiro encurta o fôlego: feriados, Carnaval, demandas acumuladas e a realidade apertando. Em muitas empresas, é exatamente aí que aparece um padrão silencioso — a liderança perde gás, a equipe desengata, e o clima emocional começa a pesar. O que antes era tratado como “fase do ano” ou “pressão normal” passa a ter outro nome no radar corporativo: risco psicossocial.

E a mudança não é só cultural. É regulatória. A NR-1, base do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, deixa explícito que o PGR deve abranger também fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho — e a redação com esse reforço entra em vigor em 26 de maio de 2026, conforme texto oficial do Ministério do Trabalho e Emprego.

Diagnóstico inteligente

Nesse cenário, uma ferramenta brasileira criada para “antecipar” riscos ganhou tração ao unir tecnologia e conformidade: o Delfos NR-1, uma inteligência artificial ampliada e disponibilizada por Flávio Lettieri, mentor de líderes e autor de livro sobre ansiedade. A proposta é oferecer um diagnóstico inicial gratuito para ajudar empresas a entenderem, de forma rápida, onde podem estar vulneráveis.

A ferramenta pode ser acessada pelo site Mente Sana (https://mentesanadesenvolvimento.com.br/) como parte das soluções corporativas apresentadas. A ferramenta foi desenvolvida para indicar: (1) nível de conformidade com a NR-1, (2) nível de riscos psicossociais e (3) impacto das lideranças na saúde mental e na segurança psicológica das equipes.

“A maioria das empresas não falha por falta de intenção, falha por falta de visibilidade do risco. O Delfos ajuda a transformar o invisível em mapa: aponta onde há sobrecarga, tensão de liderança e fragilidade de segurança psicológica — fatores que, se ignorados, viram afastamentos, rotatividade e passivo”, afirma Lettieri.

Incapacidade temporária

A urgência é sustentada por números recentes que atestam a crise de saúde mental dos trabalhadores. Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios (auxílio-doença) por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais — alta de 15,66% em relação a 2024 — com predominância de diagnósticos ligados a transtornos ansiosos, burnout e episódios depressivos. E, na série histórica SmartLab de Trabalho Decente 2025 divulgada pela Nações Unidas no Brasil, os benefícios associados à saúde mental saltaram de 201 mil (2022) para 472 mil (2024), um avanço de 134% num período de dois anos.

O que a NR-1 exige na prática — e por que liderança entra no centro do PGR

A NR-1 estabelece que o gerenciamento de riscos deve abranger diferentes naturezas (físicos, químicos, biológicos, acidentes e ergonômicos), incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. Isso significa que, ao lado de inventário de riscos e plano de ação, as organizações precisam demonstrar método: identificar perigos, avaliar riscos, implementar medidas e acompanhar a eficácia.

O próprio guia do MTE sobre fatores psicossociais ressalta exemplos recorrentes associados ao trabalho — como sobrecarga, assédio, falhas de organização/gestão e consequências como estresse, esgotamento e até agravamento de adoecimentos.

Para a advogada Dra. Bruna Ribeiro, do escritório Ribeiro e Barros, especialista em direito trabalhista preventivo, o ponto de atenção é que o tema deixa de ser “apenas bem-estar” e passa a ser também governança de risco. “Quando a empresa não incorpora esses fatores ao PGR, ela abre flanco para autuação, para discussões de responsabilidade e para um efeito dominó: adoecimento, conflitos internos, queda de performance e aumento de disputas trabalhistas. A NR-1 reforça um dever de prevenção que já vinha sendo cobrado na prática e a importância de capacitar os colaboradores, principalmente os que ocupam cargo de liderança”, diz.

Na visão dela, o risco jurídico raramente nasce de um evento isolado: ele se forma quando a organização não consegue provar que monitorou sinais, ajustou processos, implantou e realizou treinamentos periódicos e criou barreiras de prevenção. “Ferramentas de diagnóstico não substituem a gestão, mas ajudam a registrar evidências e priorizar ações — e isso é decisivo quando se fala em conformidade”, completa.

“Fevereiro derruba o gás”: por que o risco psicossocial costuma aparecer quando o ano aperta

A psicóloga Laura Zambotto aponta que o período pós-euforia do início do ano revela o que, na prática, estava “compensado” pela motivação inicial. “Quando a energia baixa, aparece o que é estrutural: metas irrealistas, comunicação truncada, falta de autonomia, excesso de cobrança e pouca escuta. E isso tem impacto direto no clima emocional e na capacidade de liderança sustentar o time.”

Ela observa que riscos psicossociais não se manifestam apenas como sofrimento explícito. “Muitos pedidos de ajuda vêm disfarçados de produtividade: o colaborador entrega muito, mas está no limite. A liderança também segue performando, mas já está exaurida. Se a empresa só olha para o resultado, ela perde o sinal”, afirma.

É justamente nesse ponto que soluções como o Delfos NR-1 tentam atuar: oferecer uma primeira leitura estruturada para acelerar decisões de prevenção, apontando áreas de atenção antes que a empresa precise lidar com crises mais caras — humanas e financeiras.

O que muda com a chegada da fiscalização em 2026

A partir de maio de 2026, a NR-1 entra em uma fase em que a cobrança por práticas mais robustas tende a se intensificar, com a exigência formal de que riscos psicossociais estejam efetivamente integrados ao gerenciamento e ao PGR. Para especialistas, o recado é direto: não basta discurso de campanha interna; será necessário demonstrar processo, registros e medidas.

“Adequação não se faz em uma semana. Em muitos lugares, vai exigir revisar organização do trabalho, rituais de liderança, treinamento, canal de escuta e indicadores. O diagnóstico inicial gratuito é uma forma de começar sem travar o orçamento — e sem esperar a crise estourar”, resume Lettieri.


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