IA chega a quase 90% das escolas e expõe limite dos modelos puramente digitais
Levantamento internacional indica avanço acelerado da tecnologia na educação, mas aponta que resultados dependem de mediação pedagógica estruturada
A inteligência artificial já faz parte da rotina da maioria das instituições de ensino no mundo, mas sua adoção em larga escala começa a revelar um limite claro: tecnologia sozinha não garante melhores resultados educacionais. Segundo levantamento publicado pela SQ Magazine, 87% das escolas globalmente já utilizam IA em ao menos uma área de ensino ou operação, impulsionando a busca por modelos híbridos que combinem recursos digitais e acompanhamento humano.
De acordo com o estudo, estudantes utilizam a IA principalmente como apoio para tarefas escolares, resolução de dúvidas e organização dos estudos, enquanto educadores relatam ganhos de eficiência em atividades como avaliação, personalização de conteúdos e gestão do tempo. Esse avanço tem impulsionado a adoção de modelos híbridos, que combinam recursos digitais com acompanhamento pedagógico estruturado.
A publicação destaca que os melhores resultados estão associados ao uso responsável da inteligência artificial, quando a tecnologia atua como apoio ao processo de aprendizagem, e não como substituta da mediação humana. O levantamento aponta melhorias no engajamento e no desempenho acadêmico especialmente em contextos em que professores e tutores permanecem no centro da experiência educacional.
No Brasil, esse movimento também se reflete na prática. Esse limite aparece com clareza quando escolas tentam escalar o apoio pedagógico apenas com soluções digitais. Plataformas como o TutorMundi têm adotado modelos híbridos, utilizando recursos de inteligência artificial, mas a atuação humana segue como elemento central do aprendizado. Ao longo de sua trajetória, a plataforma já ultrapassou 1 milhão de atendimentos educacionais, refletindo a escala e a integração entre tecnologia e suporte pedagógico.
À medida que a inteligência artificial se torna parte estrutural da educação, especialistas indicam que o principal desafio não está na adoção da tecnologia, mas na forma como ela é integrada ao ensino. O avanço dos modelos híbridos reforça a necessidade de estratégias que aliem eficiência digital, orientação pedagógica e desenvolvimento do pensamento crítico, garantindo que a inovação tecnológica resulte em aprendizado efetivo e sustentável.
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