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Low-code: tecnologia eficaz para aumentar autonomia e produtividade das empresas

  • Terça, 22 Março 2022 10:50
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Wlyan
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Carlos Rocha*

Estamos em constante transformação digital. Não há no planeta quem não seja impactado por esse processo de modernização e constante avanço tecnológico. E não seria diferente com o mundo empresarial. No cenário atual, ter um software de gestão ágil se tornou essencial para que as empresas respondam às demandas internas e de seus clientes e, ainda, estejam prontas para os imprevistos do mercado. Nesse ponto é onde entra o uso do low-code e do no-code, que permitem que as soluções de software das companhias sejam desenvolvidas com pouco ou nenhum conhecimento de linguagem de programação. É mais uma tecnologia que pode transformar os rumos de uma corporação.

O low-code ganhou força sendo conhecido como uma tecnologia aceleradora, que permite que os processos sejam atualizados de forma imediata, possibilitando criar e entregar aplicações utilizando as melhores práticas em linguagens de programação, de forma fácil, ágil e em um curto período. Tal método auxilia na transformação digital de empreendimentos de todos os setores, seja ele industrial, de serviços, agronegócios, terceiro setor, etc.

Embora o conceito de low-code exista desde a década de 1970, o termo foi criado em 2014 para denotar as plataformas que tinham o desenvolvimento baseado em Graphical User Interface (GUI). Estas ferramentas habilitavam os profissionais a desenvolverem aplicações sem a necessidade de trabalhar com códigos complexos ou dominar diferentes linguagens de programação. Ou seja, uma plataforma low-code/no-code é uma plataforma desenvolvida com pouco (ou nenhum) código.

E é por isso que o desenvolvimento de aplicativos ou sistemas em low-code vem ganhando cada vez mais espaço dentro das empresas. De forma prática e rápida, o negócio pode se reinventar e obter resultados positivos. O fato é que, se até 2019 a digitalização do negócio era um luxo, hoje já se tornou uma necessidade.

Vale ressaltar que o desenvolvimento com low-code é seguro e funcional para as empresas porque exige menos linhas de código, enquanto a manutenção e a evolução do software são muito mais fáceis. Consequência disso é uma solução mais completa, com mais funcionalidades e eficácia operacional.

A garantia de atualização tecnológica garante aos clientes um ERP (Enterprise Resource Planning), ou seja, um sistema de gestão integrado, que usa as mais modernas tecnologias sem ter que reescrever o código, onde todo o esforço pode ser direcionado para melhorar a usabilidade e ampliar as regras de negócio.

Na prática, o ERP (A tecnologia low Code) visa tornar a programação para o desenvolvimento de software mais fácil e rápida do que o método tradicional de codificação, pois o low-code minimiza a codificação por meio de modelos pré-definidos, com técnicas de design gráfico, como o drag and drop (arrasta e solta) e ferramentas simplificadas para os programadores desenvolverem aplicativos ou softwares com pouca ou nenhuma programação manual.

Desta forma, é possível reduzir ao máximo a escrita de código e desenvolver aplicações modernas de forma visual e intuitiva. E é exatamente isto que vem chamando a atenção de muitas empresas, pois uma plataforma low-code simplifica o processo de desenvolvimento.

Como resultado da utilização desse sistema na empresa, o gestor de determinado negócio consegue tomar decisões mais precisas, contribuindo com o crescimento econômico da companhia. Além disso, essas plataformas de desenvolvimento de softwares melhoram os processos internos para permitir que os setores de venda, estoque, finanças, comercial, operacional e até recursos humanos sejam integrados.

Por isso, há atualmente um aumento na busca por soluções Low-Code para organizações, que está diretamente relacionado à aceleração da transformação digital que estamos vivendo nos últimos dois anos. Tal fato coincide com a pandemia e a obrigatoriedade de empresas se reinventarem para sobreviver à crise, o que impactou diretamente nesse processo.

Portanto, a aceleração dos negócios digitais pressiona líderes de TI (Tecnologia da Informação) a aumentar drasticamente a velocidade de entrega de aplicativos e o tempo de retorno. Além disso, com esse aumento da demanda por soluções de software customizadas em apoio à transformação digital e a falta de profissionais no mercado surgiu o citizen development, expressão em inglês utilizada para se referir a profissionais que criam ou modificam softwares mesmo sem saber programar, o que só é possível graças às plataformas low-code.

Para o cliente, isso significa uma programação muito mais simples, rápida e dinâmica, onde o programador não precisa mais focar nas centenas de linhas de código e pode se concentrar em tarefas de alto nível como o crescimento do negócio e inovação. Entre os benefícios, podemos citar o aumento da produtividade das equipes, flexibilidade na criação de projetos, redução de custos e mais autonomia para a empresa.

Portanto, ao se usar o low-code para produzir o software para a empresa, pode-se influenciar diretamente no retorno financeiro, pois o ritmo dos negócios, a falta de profissionais qualificados, a capacidade de ajustar modelos de negócios, combinações de produtos e novos serviços ao cliente nunca foram tão intensos. Com o desenvolvimento rápido e dinâmico, a empresa ganha economia de tempo, flexibilidade para ajustar suas rotinas e agilidade nas tomadas de decisão.

Por fim, importante destacar que o uso de uma solução em low-code é certamente muito mais segura do que as construídas baseadas em código, pois elas se organizam em camadas. Normalmente, quando o mercado identifica algum padrão de ameaça, raramente é necessário atualizar essas camadas e, quando é necessário, se atualiza de forma centralizada e pontual, o que ocorre de forma simples e imediata. Já as soluções baseadas em código demandam manutenções complexas que podem levar semanas ou meses para serem corrigidas, o que expõe as empresas que as utilizam a riscos que podem prejudicar de forma severa seus negócios.

*Carlos Rocha, diretor da CIGAM no Distrito Federal e em Goiás.


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