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Faltam mulheres na área de tecnologia da informação

  • Sexta, 09 Outubro 2020 09:00
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Instituto Presbiteriano Mackenzie
  • SEGS.com.br - Categoria: Info & Ti
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Vivaldo José Breternitz

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação dão conta de que, até o ano de 2024, serão necessários no Brasil mais 70 mil profissionais da área a cada ano. A Associação acredita que essa necessidade não será atendida, acreditando que existirá um déficit de 290 mil profissionais naquele ano.

A mesma entidade diz que, em 2018, apenas um terço dos que atuavam na área eram mulheres. Assim, é lícito acreditar que uma maior participação feminina poderia ajudar a abrandar o problema, que entre outras coisas, prejudica o desenvolvimento de nosso país.

Mas, se acontecer aqui o que parece que vai acontecer nos Estados Unidos, nosso problema de carência de mão de obra não será abrandado. Acaba de ser divulgado um estudo feito pela Accenture, uma grande empresa de consultoria, em parceria com a Girls Who Code, uma organização sem fins lucrativos que visa apoiar e aumentar o número de mulheres na área de computação, e os resultados não são animadores.

O estudo, intitulado Resetting Tech Culture , ouviu cerca de 2 mil mulheres profissionais da área de tecnologia e 500 gestores sêniores de recursos humanos, além quase 3 mil estudantes de nível superior. A principal conclusão a que chegou foi que metade das profissionais da área vão deixá-la antes de chegarem aos 35 anos, sendo a principal causa a cultura organizacional não inclusiva. Além disso, apurou que a participação feminina na áreas vem declinando nas últimas três décadas. Acredita-se que essa queda ocorre também no Brasil.

Essas conclusões colidem com as informações publicadas por grandes empresas da área como Google, Facebook, Apple, Microsoft e outras, que afirmam desenvolver, com êxito, projetos inclusivos - é provável que essas informações sejam apenas esforços de relações públicas.

Chama também a atenção as percepções diferentes que têm os profissionais de recursos humanos ouvidos, que trazem a visão das empresas: 45% deles afirmam que "é fácil para as mulheres terem sucesso na área de tecnologia", enquanto apenas 21% das mulheres são da mesma opinião. Além disso, apenas 38% dos gestores de recursos humanos acreditam que a construção de uma cultura mais inclusiva pode ajudar a desenvolver e reter profissionais do sexo feminino.

Profissionais brasileiras da área tem percepções similares, conforme o estudo "Gestão de Tecnologia da Informação: preconceitos de gênero prejudicam a carreira de mulheres que atuam na área?", desenvolvido por pessoal ligado à Universidade Presbiteriana Mackenzie e ao Centro Paula Souza.

O estudo americano também conclui que se todas as empresas participantes tivessem posturas similares às adotadas pelas 20% que mais se preocupam com o assunto, seria possível ter 3 milhões de mulheres dessa faixa etária atuando na área de tecnologia em 2030, mais que o dobro das que estarão na área se as tendências atuais se confirmarem.

Cenário similar deve prevalecer no Brasil, o que é muito ruim para nossa sociedade e nossa economia.

Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie está na 103º posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.


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