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Usuários concordam que o WhatsApp deveria encaminhar para a Justiça os dados de quem compartilha fake news

  • Sexta, 04 Setembro 2020 11:26
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Wilians Geminiano
  • SEGS.com.br - Categoria: Info & Ti
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A maioria dos brasileiros que usa o app, 88%, afirma que já recebeu notícias falsas, enquanto que um terço, 33%, admite que já compartilhou notícias sem verificar se eram verdadeiras.

A mais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box - Mensageria no Brasil revelou que 76% dos usuários de WhatsApp concordam que o aplicativo deveria encaminhar para a justiça os dados de quem compartilha fake news. Esta é a primeira vez que o tema "fake news" é abordado pela pesquisa, considerando que este ano haverá eleições municipais no Brasil e o assunto é merecedor de amplo debate na sociedade, incluindo tendo propostas no Congresso Nacional para regular a matéria, além de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que ainda terá resultados que poderão impactar o modo como o aplicativo de mensageria é utilizado e a maneira como o Facebook, dono do app, vai lidar com a situação. A pesquisa online foi realizada entre 7 e 28 de julho de 2020 e ouviu 2.046 brasileiros com mais de 16 anos de idade que acessam a Internet e possuem celular.

Outra descoberta é que a grande maioria dos brasileiros que usa o app, 88%, afirma que já recebeu notícias falsas. No grupo entre 30 e 49 anos que responderam a esta questão, esta opção é a escolhida por 91% dos entrevistados, enquanto na faixa dos mais velhos, de 50 anos ou mais, o percentual é de 81%.

Ao mesmo tempo, um em cada três brasileiros que usam o WhatsApp (33%) admite que já compartilhou notícias no mensageiro sem verificar se eram verdadeiras. Neste aspecto, a proporção cresce conforme a idade. Entre os mais jovens, de 16 a 29 anos, apenas 29% reconhecem ter feito isso. Na faixa de 30 a 49 anos, o percentual é de 34%. E entre aqueles com 50 anos ou mais o percentual é de 44%. Não há diferenças significativas por classe social, gênero ou região do País. "Aqui, é interessante notar a sinceridade de parte dos brasileiros em reconhecer que já espalhou notícias sem confirmar sua veracidade, ao mesmo tempo em que deseja a punição para quem faz isso", comenta Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa.

Outras descobertas da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box - Mensageria no Brasil

Telegram está presente em 35% dos smartphones brasileiros e mantém crescimento. O aplicativo teve um aumento de 16 pontos percentuais em um ano e de 8 pontos percentuais em apenas seis meses. A popularidade do Telegram é maior entre homens (40%) que entre mulheres (31%). A diferença é ainda maior na análise por classe social. O Telegram é mais popular nas classes A e B (46%) do que nas classes C, D e E (33%). Por idade, sua penetração é maior no grupo de 30 a 49 anos (38%). Na faixa de 16 a 29 anos, 36% dos entrevistados possuem o Telegram instalado. E entre os mais velhos, com 50 anos ou mais, o percentual cai para 24%.

WhatsApp registra aumento em voz e vídeo - A proporção de usuários ativos mensais (MAUs, na sigla em inglês) do aplicativo que trocam vídeos pelo app passou de 67% para 76% em seis meses e a proporção entre os que realizam videochamadas subiu de 55% para 63%. Além disso, 29% dos MAUs do WhatsApp afirmam que fazem videochamadas pelo app todo dia ou quase todo dia. Entre os usuários que realizam videochamadas, a proporção subiu de 55% para 63%. Além disso, 29% dos MAUs do WhatsApp afirmam que fazem videochamadas pelo app todo dia ou quase todo dia. Segundo os organizadores da pesquisa, o crescente interesse do brasileiro por conteúdo em vídeo no aplicativo está possivelmente relacionado à quarentena decorrente do novo coronavírus.

Pagamentos via WhatsApp: cresce o interesse dos usuários - Dois em cada três usuários do app querem usar o WhatsApp Pay. Entre os pesquisados, 44% deles são clientes de um dos três bancos e querem experimentar o pagamento pelo app e outros 22% não são correntistas das referidas instituições mas desejam utilizar o serviço. Outros dados coletados pela pesquisa complementam a análise: atualmente, 78% dos usuários do WhatsApp no Brasil afirmam que se relacionam com marcas e empresas através do mensageiro. Em seis meses, subiu de 54% para 60% a proporção de MAUs do aplicativo que gostam de ideia de fazer compras com ele. Por outro lado, caiu de 61% para 55% o percentual que acha adequado receber promoções de marcas no WhatsApp.

SMS: cai frequência de envio de mensagens pelos consumidores - Ao passo que o WhatsApps se consolida como aplicativo de mensageria preferido dos usuários, a frequência de envio de SMS pelos brasileiros diminuiu ainda mais nos últimos seis meses. A proporção de internautas com celular que mandam "torpedos" todos os dias ou quase todo dia era de 24% em janeiro e agora está em 17%. O percentual que afirma nunca ou quase nunca escrever um SMS subiu de 45% para 57%, no mesmo intervalo. A frequência de recebimento de SMS continua alta e no mesmo patamar, indicando que o mercado de SMS A2P, como é conhecido o serviço de mensagens de texto enviadas por empresas para seus clientes, continua forte. A pesquisa não apurou alterações significativas em seis meses: 59% dos entrevistados declararam receber SMS todo dia ou quase todo dia e apenas 15% dizem que nunca ou quase nunca recebem.

Os organizadores da pesquisa esperam que haverá impacto do lançamento no Brasil do serviço de Rich Business Messaging (RBM), anunciado por Google e pelas quatro maiores operadoras do País (Claro, Oi, TIM e Vivo), sobre estes números. "Trata-se da evolução do SMS A2P, mas usando a tecnologia RCS, que permite envio de conteúdo multimídia. A novidade está disponível tanto para a troca de mensagens entre usuários finais como para envio de mensagens por empresas para suas bases de clientes", comenta Fernando Paiva.

Outros números sobre o comportamento dos usuários brasileiros de smartphones no uso de serviços mensageria podem ser vistos ao baixar a pesquisa, produzida a partir de uma parceria entre o site de notícias Mobile Time e a empresa de soluções de pesquisas Opinion Box. Esta edição tem o oferecimento da Infobip. 


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