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Motivação na educação à distância

  • Terça, 19 Outubro 2021 09:58
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Neide Martingo
  • SEGS.com.br - Categoria: Educação
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Alan Dantas

A educação online tem tomado cada vez mais espaço em diversos países. No Brasil, é crescente o número de empresas que contratam profissionais técnicos e criativos, com cursos profissionalizantes livres, e deixam de exigir diploma universitário. Podemos dizer que este é um grande passo em direção à igualdade de acesso a empregos técnicos e melhores salários. Mas ainda existem dificuldades.

Além da credibilidade de seus certificados - o que tem melhorado gradualmente -, um dos principais desafios que a educação à distância enfrenta é, sem dúvida, a motivação e dedicação dos alunos. Diversas estratégias e tecnologias têm sido criadas para resolver o problema do interesse e foco nos estudos online. E é exatamente sobre isso de que vou falar a seguir.

Existem duas formas principais de motivar alguém: intrinsecamente e extrinsecamente, que basicamente são motivações internas e externas. Enquanto a motivação intrínseca é baseada nos valores, interesses e desejos da pessoa, a motivação extrínseca é gerada pelo ambiente e situações externas, que motivam a pessoa a continuar, mesmo com adversidades.

Com o advento das EdTechs, ou empresas de tecnologias educacionais, diversas estratégias de ensino e soluções tecnológicas foram desenvolvidas para gerar motivação intrínseca e extrínseca em seus alunos. Desde a geração de personas de aprendizado, à produção de conteúdo, com frases e dados estrategicamente localizados na interface de aprendizagem, para gerar motivação nos alunos escolhidos. As possibilidades são diversas, mas antes é importante entender seu público e qual tipo de motivação se quer criar em cada momento da trilha de aprendizagem.

A melhor forma de decidir entre motivação intrínseca e extrínseca, ao desenhar uma experiência de aprendizagem digital, é pensar se a teoria da autodeterminação está sendo respeitada e estimulada no comportamento das pessoas.

Teoria da autodeterminação - A teoria da autodeterminação promove a ideia de que todas as pessoas são motivadas por necessidades de autonomia e relacionamentos sociais positivos, que são diretamente ligados à aquisição e demonstração bem-sucedida de novas competências.

- Autonomia é a necessidade das pessoas de alterarem suas realidades e ambientes por meio de escolhas feitas por elas. Isso significa que, mesmo dentro de uma trilha de aprendizagem fixa, é importante que a pessoa aprendiz sinta-se livre para escolher alguns fatores de sua experiência.

- Relacionamentos sociais positivos são aqueles em que a pessoa se sente parte importante e funcional de um grupo. No aprendizado online, isso significa que mesmo ao falhar, a pessoa continua valorizada e apta a colaborar com suas competências já adquiridas.

- Competência se refere à vontade de passar por novos desafios e superá-los, que pode ser estimulada por correção de exercícios feita por tutores especialistas, estratégias de agrupamento de estudantes, correção em pares e discussões técnicas e outras estratégias de socialização e conscientização do progresso feito.

Mesmo com todas estas teorias, estratégias e soluções tecnológicas à disposição, é preciso entender o público alvo de cada produto educacional para que tudo isso se encaixe e funcione como planejado. Existem diversas técnicas de criação deste público alvo ou persona de aprendizagem. Uma das principais é o Design Thinking, que promove uma tempestade de ideias para solução de problemas e geração de conceitos baseando-se em diversas teorias e diagramas que auxiliam no agrupamento social, técnico e intelectual das pessoas aprendizes.

Como mencionadas na apresentação sobre Design Thinking, algumas das principais informações usadas para refinamento de personas de aprendizagem são:

· Idade;

· Localização;

· Interesses e cultura;

· Competências e educação formal;

· Grupo da Pirâmide de Maslow;

· Emoções e vieses cognitivos.

As experiências de aprendizagem digitais podem ser escaláveis e ainda motivacionais para a maioria de seus participantes. Para isso, é necessário definir o público alvo e planejar o roteiro do conteúdo e aspectos tecnológicos da entrega do conteúdo e interação entre aprendizes e tutores, para que as pessoas aprendizes se sintam aptas a tomar decisões sobre sua experiência de aprendizagem, consigam identificar o progresso na aquisição de competências e possam compartilhar conhecimento enquanto socializa com pares.

Alan Dantas é Head of Online Education da EBAC Online.


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